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Afinal, Wanda é mesmo a vilã de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura?

Por Junno Sena

Atenção: Alerta de Spoilers!

Desde sua introdução ao Universo Cinematográfico da Marvel em Era de Ultron em 2015, os fãs da Feiticeira Escarlate estiveram se perguntando qual rumo a personagem tomaria nos filmes. Com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura temos uma resposta que ainda promete ter diversas repercussões.

No longa, protagonizado por Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen, vemos os eventos de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e WandaVision culminarem em uma viagem pelo multiverso. Porém, desde o lançamento do primeiro trailer do filme, não havia certeza sobre qual papel seria o de Wanda Maximoff na trama. Pelo seu diálogo com Stephen Strange, alguns a apontaram como vilã, já outros não acreditaram nessa possibilidade.

Wanda e Stephen conversando no trailer de Multiverso da Loucura

“Você quebra as regras e se torna o herói. Eu quebro e me torno a inimiga. Não parece justo”, diz Wanda em trailer de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.

Mas a verdade é mais complexa do que isso. Wanda, de fato, desempenha um papel como vilã no longa, mas existem pontos na trama que tentam amenizar a vilania da personagem. Em resumo, o plano da Feiticeira Escarlate é tomar os poderes de America Chavez, interpretada por Xochitl Gomez, e usá-los para viajar através do multiverso.

O problema é que a extração de seus poderes matariam a garota. O que torna a decisão de Wanda complicada é a adição do Darkhold na trama. De acordo com alguns enredos paralelos a história, o livro não apenas confere ao dono um vasto conhecimento, como também corrompem sua mente e corpo.

De acordo com as lendas, a Feiticeira Escarlate pode liderar ou destruir todo o universo

Assim como Maquiavel diria, Wanda escolhe ser temida do que amada em sua tirania como um dos seres mais poderosos do multiverso.

“Eu sei o que a evolução da Feiticeira Escarlate significa. É quase uma história ‘coming of age’ para ela, de amadurecimento. Mas, no caso de Wanda é algo como um ‘coming up a woman’, se tornar uma mulher. Ela começa a aceitar o seu passado e quem você é e passa a assumir responsabilidade pelas coisas que fez. Dessa forma, acaba aceitando você mesmo”, explicou Elizabeth Olsen em entrevista para Comic Book antes do lançamento de WandaVision.

Essa escolha acaba por colocar Wanda do outro lado desta dualidade herói e vilão. Assim, Strange faz de tudo para impedir que Wanda concretize seus objetivos, mas no fim, a verdade é que Wanda é quem precisa lidar consigo mesma e com o Darkhold.

Com direção de Sam Raimi, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura chega aos cinemas no dia 5 de maio.

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sobre o autor Junno Sena

Pós graduando em Antropologia com o raio problematizador ligado no 120. Assiste filme trash para relaxar e dorme cantarolando a trilha sonora de A Hora do Pesadelo. Blaxploitation na veia e cinema coreano no coração. Atualmente mora em Petrópolis, RJ.