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Para Tom Hanks, um ator hétero não poderia fazer o filme Filadélfia nos dias de hoje

Por Jaqueline Sousa

Foi no ano de 1994 que o ator Tom Hanks, um dos nomes mais prestigiados de Hollywood, ganhou seu primeiro Oscar de Melhor Ator por sua performance no filme Filadélfia. Na trama, ele interpreta um advogado homossexual que é despedido da firma onde trabalha após descobrirem que ele é portador do vírus HIV. Apesar de ter sido um papel importante para sua carreira, Hanks revelou, recentemente, que acredita que um ator hétero não poderia protagonizar a produção se ela acontecesse nos dias atuais.

Em entrevista à The New York Times Magazine, Tom explicou o motivo pelo qual acha que um ator hétero não poderia protagonizar filmes como Filadélfia, caso a produção acontecesse nos dias atuais. Segundo o ator, isso não seria algo autêntico.

Hanks disse:

“Poderia um homem hétero fazer o que eu fiz em Filadélfia hoje em dia? Não, e com razão. A mensagem de Filadélfia era dizer ‘Não tenha medo’. Um dos motivos pelos quais as pessoas não estavam com medo desse filme é porque eu estava interpretando um homem gay. Nós ultrapassamos isso agora, e acho que as pessoas não iriam aceitar a inautenticidade de uma cara hétero fazendo um cara gay. Não é um crime e não é uma choradeira que alguém dizer que precisamos exigir mais de um filme nesse tempo moderno da autenticidade.”

Tom Hanks no filme Filadélfia.

Tom Hanks diz que não faria Filadélfia, filme que o consagrou com seu primeiro Oscar, se o filme fosse feito nos dias atuais.

Dirigido por Jonathan Demme, Filadélfia foi um marco importante na carreira de Tom Hanks, pois a jornada de Andrew, o personagem do ator, em busca de justiça impactou o cenário social da época do lançamento, em 1993. Além de Hanks, o longa também tem nomes como Denzel Washington e Antonio Banderas.

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Jaqueline Sousa

Jornalista. Apaixonada por cinema, música e literatura. | @jqlnsss