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Preview – Oxenfree II: Lost Signals é o game perfeito para fãs de Stranger Things e Life is Strange

Por Arthur Eloi

A fase de nostalgia oitentista está de saída, e a agora os filmes, jogos e séries buscam outras décadas para relembrar e explorar. Mas se algo ficou claro nos últimos anos é que histórias de cidades pequenas, jovens atrapalhos e ameaças sobrenaturais sempre terão seu apelo, como demonstra muito bem Oxenfree II: Lost Signals.

A Legião dos Heróis jogou a demo da continuação do queridinho indie durante o Tribeca Film Festival 2022. Em um curto segmento de cerca de 20 minutos, o jogo mostrou todo o seu charme com uma boa dinâmica entre seus protagonistas, e também surpreendentes toques de horror.

Por mais que seja uma continuação direta do game de 2016, ambientado cinco após os eventos do antecessor, Lost Signals também pode ser curtido de forma isolada. Na sua trama, uma jovem chamada Riley Poverly retorna para sua cidade-natal na ilha de Camena, apenas para descobrir que o local agora é atormentado por mistérios, energias que mexem com a frequência de rádios e máquinas, e um estranho culto tentando invocar alguma coisa macabra.

Inspirado por filmes oitentistas, Lost Signals parece combinar tanto o espírito dos clássicos de aventura quanto a emoção dos dramas adolescentes de amadurecimento. Pense em uma jornada a lá Life is Strange ambientada no mundo de Stranger Things. Não é à toa que o game é publicado pela Netflix.

Na demonstração, assumimos o controle de Riley enquanto ela explora as florestas da ilha ao lado de Jacob, um antigo amigo do colegial. É aqui que o game mostrou sua força: além de um suspense intrigante, também há um foco em diálogos, escolhas e consequências. Riley e Jacob discutem suas ansiedades, fazem piadas, se preocupam um com o outro, e tudo está nas mãos do jogador para decidir como responder e conduzir essas conversas.

Dinâmica entre os personagens é um dos grandes focos de Oxenfree II, e cabe ao jogador decidir como responder cada conversa

Ao longo de 20 minutos, foi possível sentir um clima entre os dois, e observar bastante sensibilidade na escrita para garantir que o papo fossem humano, vezes emotivo ou então até meio constrangedor, visto que nenhum deles realmente sabe se portar na frente do outro. Quando o jogo parecia ficar apenas nas fofas interações entre os protagonistas, alguns momentos de tensão dão as caras para balançar as coisas.

Em um rápido vislumbre é possível perceber um par de olhos vermelhos nos observando em uma caverna escura. Em outro momento, Riley sofre uma alucinação e vê seu próprio cadáver boiando em um riacho próximo. Saindo da sugestão de algo bizarro para a estranhice explícita, a dupla então encontra um portal que, aparentemente, os faz viajar no tempo para ver como era a ilha há muitos anos antes. As respostas, porém, ficam para depois, já que logo a estrutura da caverna começa a ceder, e a demo chega ao fim.

Cultistas, portais interdimensionais e criaturas: o mundo de Oxenfree II é repleto de segredos

Oxenfree II: Lost Signals conquista como um bom plataforma focado na exploração e na narrativa, ao invés de pedir que você acerte pulos precisos e colete itens. Além de um mistério intrigante e bons diálogos, os cenários são de encher os olhos com paisagens noturnas igualmente belas e sombrias.

Com tanta ênfase em decisões, é preciso passar mais tempo com o game para sentir o quão diferentes são os seus possíveis rumos, ou então o quanto é possível criar uma versão própria de Riley, mas os desenvolvedores da Night School Studio prometem aventuras e escolhas com consequências de vida ou morte.

Oxenfree II: Lost Signals ainda não tem data mas é previsto para 2022

Sem data definida, Oxenfree II: Lost Signals chega ainda em 2022 ao PC, PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch.

Já o Tribeca Film Festival 2022, que conta com filmes e games, acontece na cidade de Nova York entre os dias 11 e 19 de junho. A Legião dos Heróis teve acesso remoto à demo do game para este preview.

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Arthur Eloi

Repórter entusiasta de filmes ruins, jogos de tiro e de horror em todas as suas formas. Dá notas duvidosas para obras questionáveis • @ArthurEloi117