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La Casa de Papel Coréia: O que significa a máscara da nova série?

Por Junno Sena

Facilmente reproduzível, o curioso uniforme dos assaltantes de banco de La Casa de Papel ganhou popularidade no mundo das fantasias. Porém, se Salvador Dalí era a representação da rebeldia de Professor e seus colegas de roubo, agora, outra máscara toma seu lugar na versão coreana: a Yangban.

Em seu novo teaser, Money Heist: Korea, revelou que, mesmo com Park Hae-Soo, de Round 6, tendo recebido a máscara do ator espanhol Pedro Alonso, a produção da Netflix pretende mudar algumas coisas. Começando com uma o visual dos personagens, com o intuito de se encaixar melhor ao contexto cultural coreano.

Imagem de La Casa de Papel: Coréia.

No vídeo, podemos ver a máscara com os mesmos tons de branco e preto, mas dessa vez, sua fisionomia é inspirada na popular figura dos Yangban. Podendo ser traduzido de forma literal como “dois ramos”, esse termo se referia a indivíduos que possuíam cargos como administradores civis, assim como também, possuírem cargos marciais.

O termo foi popularizado na Dinastia Joseon e era composto por indivíduos bem educados, oficiais militares e aristocratas. Apenas por se tratar de um termo utilizado para delimitar classes sociais, a escolha da máscara parece clara.

Imagem de uma máscara Yangban e de um homem a vestindo.

Mas existe outro significado para Yangban. O design da máscara é utilizado no festival conhecido como Hahoe byeolsingut talnori, ou “o ritual especial de drama de para os deuses de Hahoe”. Como uma das principais propriedades culturais da Coréia, é visto pela sociedade como um tesouro nacional.

Geralmente, a máscara é feita de madeira, com entalhes coloridos e diferentes texturas. Nessa escolha visual, o time criativo do dorama promete balancear não apenas o teor hierárquico dos Yangban, mas também sinalizar o quão engenhoso e bem pensando será o plano desse novo personagem interpretado por Park Hae-Soo.

La Casa de Papel: Coréia chega na Netflix no dia 24 de junho.

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sobre o autor Junno Sena

Pós graduando em Antropologia com o raio problematizador ligado no 120. Assiste filme trash para relaxar e dorme cantarolando a trilha sonora de A Hora do Pesadelo. Blaxploitation na veia e cinema coreano no coração. Atualmente mora em Petrópolis, RJ.