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Blonde: Filme da Netflix sobre Marilyn Monroe nem estreou e já é polêmico, entenda

Por Arthur Eloi

Uma das maiores atrizes da antiga Hollywood, Marilyn Monroe foi uma amada e controversa figura pública. Blonde, estrelado por Ana De Armas (Entre Facas e Segredos), quer recontar sua vida de uma jeito um pouco mais intenso que a cinebiografia padrão, e isso já está dando o que falar muito antes do filme estrear na Netflix.

O longa foi anunciado de forma silenciosa, mas rapidamente foi ganhando destaque por conta de declarações polêmicas do diretor Andrew Dominik (Jesse James, O Homem da Máfia). O cineasta australiano falou diversas vezes que sua obra é uma versão fictícia da biografia da atriz, e não um relato preciso, e que pretende dar destaque para o lado mais sombrio de Monroe.

Essa reputação pública começou quando Blonde ganhou classificação indicativa para maiores de 18 anos, decisão que Dominik estranhou mas não viu tantos problemas. Em uma entrevista com a Vulture, por exemplo, ele atacou o puritanismo norte-americano ao invés de tentar moldar seu filme para se encaixar em uma censura mais amigável:

Os norte-americanos são muito estranhos quando se trata de comportamento sexual, né? Não sei o motivo, eles fazem mais pornô que qualquer outra parte do mundo. […] Se eu tivesse a opção, ainda escolheria assistir uma versão para maiores da história de Marilyn Monroe. Pelo jeito que acabou, nós sabemos que ela viveu intensamente.

Ana de Armas vive Marilyn Monroe em Blonde, polêmico filme da Netflix

Por si só, a decisão já dividiu o público. Dominik, por sua vez, passou a tomar uma postura ainda mais agressiva de que seu filme precisa ser intenso e complexo, sem dar respostas fáceis ao espectador mesmo tratando de situações ambíguas sobre fama e sexo (via Screen Daily):

É perigoso pensar pelos outros […] Vivemos tempos em que as pessoas não têm certeza dos limites. Meu filme com certeza tem um argumento moral, mas nada em águas bastante ambíguas porque não acredito que fiz algo tão preto-no-branco quanto as pessoas querem ver. É um filme com algo para ofender a todos.

Ao que tudo indica, o diretor não está falando só da boca para fora. Blonde estava originalmente previsto para sair em 2019, mas foi adiado pela Netflix justamente por conta de seu conteúdo gráfico. Aparentemente, o rumo que o longa tomava era tão forte que o streaming contratou a editora Jennifer Lame (Hereditário, História de um Casamento) para “aliviar os excessos” do filme. A decisão, curiosamente, agradou Dominik, que disse que a obra ficou melhor por conta do trabalho de Lame.

Andrew Dominik não está muito preocupado com a resposta do público à Blonde

Mesmo assim, o diretor não parece estar muito preocupado com o que o público vai achar, e se preocupa mais em investigar a vida de Marilyn Monroe entre vitórias, podres e inseguranças. “É controverso mesmo, a Netflix que engula isso. É um filme que exige muito do espectador”, assumiu Dominik. “Se o público não gostar, isso é problema da p**ra do público. Eu não estou disputando uma eleição”.

Blonde chega ao catálogo da Netflix em 23 de setembro. Como estão suas expectativas para o filme? Deixe nos comentários abaixo!

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Arthur Eloi

Repórter entusiasta de filmes ruins, jogos de tiro e de horror em todas as suas formas. Dá notas duvidosas para obras questionáveis • @ArthurEloi117