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Avatar: Como cada nação lida com a comunidade LGBTQIA+

Por Junno Sena

Avatar continua sendo uma das animações mais revolucionárias da televisão. Trazendo um grupo diversificado na primeira série e um casal bissexual em sua continuação, a animação da Nickelodeon ainda é referenciada quando falamos em representatividade. Por esse mesmo motivo, uma questão acaba surgindo nesse mundo de Avatar: Como cada nação lida com a comunidade LGBTQIA+?

Na primeira edição de The Legend of Korra: Turf Wars, que se passa logo após o final da série animada, essa pergunta é respondida. Mas antes, com a revelação de que Korra não foi a única Avatar que fazia parte da comunidade.

Em uma conversa entre Kya, a filha de Aang, com Korra e Assami, a dobradora de água fala sobre a luta LGBTQIA+ nas quatro nações, como o casal a lembravam de uma antiga namorada sua, além de deixar “escapar” que Kyoshi, Avatar da Nação da Terra, era bissexual.

De acordo com Kya, os Nômades do Ar são os únicos que mantém uma postura aberta sobre sexualidade. Enquanto a Tribo da Água prefere manter os desejos e afetos para si mesmos. A Nação do Fogo era um espaço seguro para sair do armário, mas isso mudou quando o Lorde do Fogo Ozin proibiu casamentos do mesmo sexo. E, sobre o Reino da Terra, devido ao militarismo extremo e opressivo, relacionamentos entre indivíduos do mesmo gênero não eram bem vistos.

“Se a Avatar Kyoshi não encontrou aceitação, como encontraremos”, pergunta Korra ao descobrir que, mesmo com a Avatar se revelando bissexual, o Reino da Terra continuou sendo intolerante

Lançada em 2017,  a primeira edição de Turf Wars é apenas uma prova do que irá se tratar o resto da história de Korra como Avatar. Além da conversa sobre sexualidade e representatividade, a edição ainda tem uma cena da Avatar contando aos seus pais sobre seu relacionamento com Asami.

É interessante notar como, enquanto a história de Aang tratava de militarismo extremo e desigualdade social, Korra continuou com um caminho diferente. Disposta a falar sobre diversidade e amor. Os fãs da animação esperam que possam ver o mesmo grau de representatividade na adaptação live-action produzida pela Netflix.

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Junno Sena

Pós graduando em Antropologia com o raio problematizador ligado no 120. Assiste filme trash para relaxar e dorme cantarolando a trilha sonora de A Hora do Pesadelo. Blaxploitation na veia e cinema coreano no coração. Atualmente mora em Petrópolis, RJ. Ele | Elu