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The Witcher: Lauren S. Hissrich, a showrunner da série, fala sobre série derivada para crianças

Por Chris Rantin

No último sábado (25), a Netflix anunciou que The Witcher foi renovada para a terceira temporada, com a franquia do bruxo ganhando novos projetos para o futuro, como um spin-off destinado ao público infantil. A nova série derivada, no entanto, não foi bem recebida pelos fãs que reforçaram que o universo da história é muito violento para crianças. Diante da polêmica, Lauren S. Hissrich, a showrunner da série original, se pronunciou sobre o assunto.

Entre as críticas dos fãs ao programa para “crianças e família”, os principais argumentos giravam em torno da violência gráfica e temas sombrios e adultos que estão presentes na história de Geralt, Yen e Ciri — tanto nos livros e jogos, quanto na série original e filme animado produzidos pela Netflix.

Hissrich concordou com as críticas, mas foi além. Em seu twitter, a produtora e showrunner de The Witcher disse:

“Eu concordo. The Witcher é um universo sombrio e maduro. Digo mais: É controverso, político e um microcosmo da humanidade, para toda sua bondade e maldade. Mas eu acredito FIRMEMENTE que os dilemas morais e a área eticamente cinzenta que os adultos amam nesse universo pode ser levada para histórias que crianças, neste mudo tão caótico, necessitam desesperadamente e podem se beneficiar delas.” 

The Witcher: A Lenda do Lobo foi o primeiro derivado da série original a chegar na Netflix. O filme animado é destinado a adultos.

Ela continuou, relatando sua experiência com seus filhos que são novos demais para acompanharem a série protagonizada por Henry Cavill:

“Eu digo isso sendo mãe de uma criança de oito e outra de dez anos. Eles imploraram para assistir a série. Eles não podem. Não é apropriado, já que, como vocês dizem, ela é muito madura e sombria. Mas eu posso sentar com elas e assistir uma versão que eles amam, onde eles podem rir e ter o seu pequeno, mas significativo, lugar no mundo reconhecido… Isso também pode servir como uma fundação na qual podemos falar sobre assuntos importantes como racismo, machismo e o que significa ser um monstro? Isso pode mostrar como eles podem enfrentar esses buracos negros da humanidade, para que todos saibam que existe um lugar para eles? Então eu topo.

 

E sim, eu espero que isso aumente o público que assiste a série. Eu amo o mundo de The Witcher e eu quero que mais pessoas o amem também, independente da idade. Vocês não?” 

Em seguida, um fã que afirmou que a Netflix perder audiência ao remover os assuntos mais sombrios e violentos do projeto. “Será que realmente vai ser The Witcher se for para toda a família?” questionou.

Hissrich foi direta ao responder:

“Eu confio que os fãs vão acompanhar as séries e filmes que reflitam o que eles querem e desejam. E se uma série não agradar eles, eles não abandonarão todo o universo. Eu amo o Universo da Marvel, mas nem todos os seus programas foram feitos pra mim. Isso não significa que eu abandonei aquilo que eu amo.” 

A segunda temporada de The Witcher chega na Netflix em 17 de dezembro. A série The Witcher: Blood Origin, que mostrará o início do universo de Geralt, Ciri e Yen, estreia em 2022. Não há previsão de estreia, nem maiores informações, sobre o programa infantil de The Witcher.

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sobre o autor Chris Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Instagram e Twitter: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"