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Stranger Things: Origem dos poderes de Eleven teria sido diferente na série

Por Gus Fiaux

Stranger Things é, atualmente, um dos maiores sucessos da Netflix. Com três temporadas já lançadas e a quarta a caminho, a série trouxe de volta a deliciosa nostalgia dos anos 80 ao mesmo tempo em que apresenta personagens extremamente carismáticos e marcantes. Um bom exemplo disso é Eleven, interpretada por Millie Bobby Brown. A personagem cresceu com superpoderes e toda sua jornada na série a mostra tentando ser uma “pessoa normal”.

Porém, você sabia que a origem de Eleven quase foi bem diferente em Stranger Things? Quando os Irmãos Duffer ainda estavam concebendo a série sob o título de Montauk, os poderes da personagem seriam ganhos de outra forma e toda sua jornada poderia ter sido bem diferente. Aqui, fizemos um breve resumo do que aconteceria caso essa outra origem fosse apresentada!

Como é a origem de Eleven em Stranger Things?

Em Stranger Things, a origem de Eleven está diretamente associada a um programa governamental chamado MKUltra, que experimentava drogas em cobaias humanos. A mãe de Eleven, Terry Ives (Aimee Mullins) fora um desses cobaias, recebendo uma alta carga de psicotrópicos como LSD. Porém, durante o experimento, os cientistas descobriram que ela estava grávida.

O bebê nasceu e foi separado de Terry. Batizada apenas como 011 (o número de teste no laboratório), Eleven então seria criada dentro da agência governamental como um experimento, sem desenvolvimento de personalidade ou até mesmo educação formal. Um dos homens que supervisionava esses testes era o Dr. Martin Brenner (Matthew Modine), um cientista inescrupuloso que só queria usar Eleven para seus testes.

Eventualmente, Eleven acaba sofrendo várias experiências terríveis, sobretudo por ser submetida a experimentos envolvendo o Mundo Invertido. Ela consegue escapar de seu cativeiro e isso dá o mote à série. Ela encontra um grupo de meninos e passa a ajudá-los em sua jornada para recuperar seu amigo, Will Byers, que também havia desaparecido no Mundo Invertido.

Como seria a origem da personagem em Montauk?

Muito antes de Stranger Things surgir na Netflix, havia Montauk. Esse foi o nome dado pelos Irmãos Duffer para o projeto original da série, que acabou sofrendo algumas mutações antes de se tornar a série que conhecemos e amamos hoje. No projeto original, a mãe de Eleven não seria uma cobaia do Programa MKUltra. Em vez disso, ela seria apenas uma viciada em drogas que usava psicotrópicos durante a gravidez.

Essas drogas teriam afetado completamente a genética de sua filha, garantindo a ela poderes de telecinese, como na série. Porém, o governo só entraria em ação depois. No projeto original, Terry e Eleven ficariam juntas por dois anos após o nascimento do bebê, mas seriam separadas quando agentes governamentais “sequestrassem” a menina para realizar testes e experimentos.

Ou seja, o MKUltra não teria nenhuma participação na origem dos poderes de Eleven, apenas em sua criação. Além disso, o “supervisor” de Eleven se chamaria apenas Agente Um, um personagem menos humanizado e que serviria apenas como o “bicho-papão” da história da garota. Todo o resto correria da mesma forma: ela sairia do laboratório e encontraria a turma de Mike, Will, Lucas Dustin, descobrindo que poderia viver como uma garota normal.

O que é o MKUltra?

Programa MKULTRA foi o nome de um experimento ilegal conduzido pela CIA em seres humanos, com testes realizados entre as décadas de 1950 e 1960. O objetivo do programa era visualizar como os organismos humanos interagiam com drogas psicotrópicas variadas. A maior parte desses testes era conduzido sem o conhecimento ou o consentimento de suas cobaias, motivo pelo qual é até hoje tido como um tabu na história da CIA.

Nos testes, as cobaias eram injetadas com drogas cujas finalidades eram alterar e manipular o estado de consciência do cérebro. Logo após a inserção dessas drogas no organismo, as cobaias eram submetidas a diferentes métodos de tortura para que os cientistas pudessem analisar a reação do corpo humano sob o efeito dos psicotrópicos. Entre as torturas descritas, havia afogamentos, privação de sono, fome e sede induzida e até violência sexual.

Você deve estar se perguntando para que uma agência governamental faria testes tão medonhos e violentos. Pois bem, toda a função do MKULTRA – acredita-se, já que são poucos os documentos que foram revelados oficialmente – era produzir formas de interrogatório mais eficazes. Se lembrarmos o contexto em que isso aconteceu (os primeiros anos da Guerra Fria), tudo passa a fazer sentido, já que os EUA procuravam extirpar agentes soviéticos escondidos em suas fronteiras.

Stranger Things está disponível com suas três temporadas na Netflix. O quarto ano já está sendo desenvolvido, mas ainda não há previsão de lançamento.

Abaixo, veja 10 coisas que queremos da quarta temporada de Stranger Things:

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux