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Nova saga da DC nos quadrinhos faz grande mudança no Multiverso

Por Gus Fiaux

Nos Estados Unidos, foi publicada na última terça-feira a sétima edição de Dark Nights: Death Metal (título ainda inédito no Brasil, que deve ser traduzido aqui como Noites de Trevas: Death Metal). A saga contou com o retorno do maléfico Batman Que Ri e sua trupe de aliados, enquanto os heróis da Terra precisam fazer de tudo para impedir uma catástrofe que poderia destruir o Multiverso DC.

Nas páginas da sétima edição da saga, escrita por Scott Snyder e ilustrada por diversos desenhistas, vemos o conflito final entre o Batman Que Ri e a Mulher-Maravilha, que lidera as forças de batalha contra as versões malignas e futuristas de vários heróis e vilões da DC Comics. O plano do vilão é destruir o Multiverso junto de Perpetua, espalhando seu caos insano por toda a eternidade.

No fim, a Mulher-Maravilha consegue levá-lo a uma supernova, onde ele é finalmente derrotado. Porém, esse sacrifício da heroína faz com que ela possa ir a um novo plano astral, onde vê que o Multiverso foi totalmente reconstruído. Da mesma forma, vemos os heróis comemorando o fim da guerra na Totalidade, a fortaleza criada para que possam observar e monitorar o Multiverso. Lá, Barry Allen faz a revelação chocante para Wally West.

Basicamente, o Multiverso que conhecíamos foi totalmente reconstruído. Em vez de um único Multiverso (composto por infinitos universos), temos agora um Omniverso (composto por infinitos Multiversos). E o mais estarrecedor disso tudo é que a Terra-Prime – o universo onde todas as histórias principais da DC Comics são contadas, onde o cânone é estabelecido – já não é mais o centro do universo, como era anteriormente.

Descobrimos então que duas novas Terras tomaram o lugar da Terra-Prime, duas entidades opostas e sobre as quais ainda não sabemos muito bem. Contudo, é revelado que uma dessas Terras se chama Elseworld – uma referência bem direta ao selo de mesmo nome, conhecido no Brasil como Túnel do Tempo, onde eram contadas histórias dos heróis ambientadas em realidades alternativas, como Reino do Amanhã Entre a Foice e o Martelo.

A saga marca a volta do Batman Que Ri.

O que isso significa para o Universo DC ainda é algo que só descobriremos após o Future State, a iniciativa editorial que vai abarcar as revistas publicadas ao longo de janeiro e fevereiro. Ainda assim, é um passo interessante em direção a um novo cânone para a editora, talvez apresentando novos personagens e trazendo histórias mais independentes de uma cronologia fixa.

Além disso, é bem interessante ver como a Terra-Prime (que já foi chamada de Terra-Sigma, Terra-Zero e Nova Terra) deixou de ser o centro de todo o Multiverso. Isso pode aproximar o conceito multiversal da DC do que a Marvel faz nas HQs, onde a Terra-616 é apenas mais uma realidade dentro de bilhões. Isso pode fazer com que novas histórias sejam exploradas e que novos Multiversos – como o Arrowverse ou o Universo Estendido da DC Comics – acabem fazendo parte do cânone oficial da editora.

Dark Nights: Death Metal #7 está à venda nas bancas norte-americanas, sem previsão de lançamento no Brasil.

Abaixo, confira 10 fatos e curiosidades sobre o Batman Que Ri:

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux