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Review: SAKUGAN, novo anime da Crunchyroll, é divertido e muito promissor

Por Márcio Jangarélli

O episódio piloto de qualquer tipo de série carrega um fardo pesado em seus ombros: introduzir o espectador àquele universo, estabelecer os protagonistas e torná-los relacionáveis ao público, empolgar sem entregar o jogo e deixar o público curioso e ansioso para o próximo capítulo.

Tive a chance de assistir ao primeiro episódio de SAKUGAN, o mais novo anime da Crunchyroll, antecipadamente. Do estúdio Satelight – responsável pela animação de Fairy Tail – esse piloto será exibido na Virtual Crunchyroll Expo e já não vejo a hora de acompanhar os próximos episódios da animação.

Entre nesse mecha escavador que eu te explico o porquê.

A surpreendente aventura da Memempu

Arte promocional sensacional de SAKUGAN. (Divulgação)

Quando você consome demais um tipo de mídia, chega um momento onde fica difícil algo te animar. Você já conhece os padrões, vícios e clichês daquelas produções, assim, somente títulos que parecem verdadeiramente especiais te deixam empolgado. Pessoalmente, esse é meu caso com animes; por isso, fiquei muito surpreso logo nos primeiros minutos de SAKUGAN.

Do estúdio responsável pelo anime de Fairy Tail e contando com uma equipe de peso – nomes de Dimension W e até Nier Automata – era de se esperar algo brilhante do novo título. No entanto, SAKUGAN vai além e te entrega um mundo intrigante, personagens carismáticos (e com um design incrível), uma história interessante e trilha sonora e animação de alta qualidade.

SAKUGAN já é aguardado pelos fãs de anime há algum tempo. Chamada “Sacks&Guns” anteriormente, a série é inspirada na história Sakugan Labyrinth Marker, de Nekotarō Inui, e tinha previsão de estreia para 2020. De lá para cá, o nome mudou, o lançamento foi agendado para Outubro de 2021 e seu primeiro episódio será exibido durante a Virtual Crunchyroll Expo, como uma prévia para o público.

Não deve ser fácil ser pai da Memempu.

É difícil até classificar que tipo de anime é SAKUGAN, quando ele foge de alguns padrões. Com um gostinho de shonen, mas abordando temáticas e situações mais adultas ao longo do caminho, os protagonistas dessa história são Memempu, uma menina prodígio de 9 anos, e Gagumber, o pai protetor e atrapalhado dela. A dinâmica entre os dois é muito única e talvez o ponto mais alto do piloto, criando situações genuinamente engraçadas, tocantes e dramáticas.

A dupla vive em um mundo muito distante no futuro, onde a humanidade foi confinada a habitar o subterrâneo e há muito tempo não tem acesso à superfície. No chamado Underworld, existem colônias abarrotadas de gente conectadas pelo “Labirinto”, os perigosos túneis e cavernas infestados de monstros, exteriores às locações humanas.

Nesse universo, sair das colônias é extremamente perigoso e uma tarefa relegada aos Markers – ou Marcadores – uma classe de exploradores que usam mechas de escavação para tentar mapear o Labirinto, além de buscar recursos e riquezas enterradas. 

No caso da Memempu e Gagumber (que são nomes ótimos de ficar repetindo alto), a dupla trabalha apenas como mineradores em sua colônia, Pinyin, ainda que a menina sonhe com o Labirinto e em conhecer o céu fora do Underworld.

Essa é uma história de pai e filha!

A dinâmica entre Memempu e Gagumber é ótima porque a menina, de início, parece um protagonista de shonen em seu modo de agir, determinação, sonhos e tudo mais. Ela é um prodígio da eletrônica e já consegue se sustentar sozinha, mesmo muito jovem. Já Gagumber é um pai protetor, bobão, mas que obviamente esconde um passado trágico. Ele tenta podar o sonho da menina de ser uma Marker pelo perigo da profissão, mas não está fazendo um bom trabalho.

É uma montanha russa de emoções acompanhar os dois, a dublagem é super carismática e o design deles e dos outros personagens que surgem na história são mais que excelentes. Passa um sentimento de games japoneses dos anos 90, por assim dizer. Isso vale também para os cenários e até para os mechas. É tudo MUITO bonito, com uma estética que parece familiar, mais voltada para o mundo dos jogos, mas também é original.

Os designs e até a trilha sonora seguem por uma mistura de neonoir com um pouquinho de steampunk. Existem inspirações claras ali, como Cowboy Bebop e Gundam, mas elas não se sobrepõem à criatividade da produção em si. Você tem aquele leve arrepio de reconhecimento quando escuta um blues começando na trilha, porém SAKUGAN logo segue por seu estilo próprio.

SAKUGAN encanta visualmente.

Sobre a animação – tópico que deixa muita gente com um pé atrás – SAKUGAN é visualmente muito bonito. Charmoso, diria. Existe uma mistura leve e bem feita entre 2D e 3D, especialmente para mostrar os mechas e monstros, mas nada que destoe do que já estava sendo exibido antes. Mesmo com essas diferenças, todos os elementos pertencem ao mesmo mundo, sabe?

E, para prender nossa ansiedade, o ritmo do episódio é excelente. Ele começa tranquilo e divertido, apresentando os personagens e mundo sem se apressar, e aí engata em algo mais frenético e finaliza com uma explosão. É difícil terminar o piloto sem ficar um pouquinho chocado e sem querer pular rápido para o próximo capítulo.

Sinceramente? Mal posso esperar pela estreia de SAKUGAN. O episódio piloto cumpre com excelência todos os seus objetivos e te deixa empolgado pela estreia do anime. A aventura de Memempu e Gagumber parece incrível e já entrou para a minha lista de animes para acompanhar nos próximos meses.

E aí, já tinha ouvido falar de SAKUGAN? Quer ver mais do animea qui na Legião? Não esqueça de comentar!

Veja agora nossa lista sobre Boruto:

Não esqueça: Confira a estreia mundial de “SAKUGAN” na Virtual Crunchyroll Expo, evento realizado online nos dias 5 a 7 de agosto.

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.