Capa da Publicação

Diablo II Resurrected: Primeiras Impressões

Por Cristiano Rantin

No último fim de semana, recebemos o acesso antecipado ao Alfa Técnico de Diablo II: Resurrected, a aguardada remasterização do adorado jogo da Blizzard, lançado originalmente nos anos 2000. Quase 21 anos depois, o jogo chega com um visual atualizado e doses cavalares de nostalgia. 

É preciso, antes de começarmos a falar sobre o jogo, deixar claro que se trata de uma remasterização e não um remake. Ainda que alguns fãs elaborassem teorias de que o jogo seria relançado com mudanças na jogabilidade ou história, esse não é o caso. Você ainda vai jogar o mesmo jogo clássico, mas dessa vez desfrutará de todo o avanço tecnológico que resultaram em gráficos bem mais bonitos e animações mais fluídas. Então, no fim das contas, a reação dos jogadores para Diablo II: Resurrected vai depender muito do que eles acham do  jogo original.

O que achamos de  Diablo II: Resurrected?

Pronto para Diablo II: Resurrected?

Logo de cara, fui recebido com o vídeo de abertura do jogo ainda dos anos 2000. O aviso deixava claro que isso não era a versão final, apenas algo que seria substituído conforme o jogo vai sendo finalizado. De qualquer forma, isso serviu para me causar um grande choque quando finalmente cheguei no game. Passar pelo vídeo me fez constatar o óbvio: Diablo II é um jogo velho. Clássico? Sem dúvidas! Mas velho.

Duas décadas depois, o que antes parecia revolucionário é, quando comparado com as produções atuais, algo engessado e bastante feio. As limitações da época — que eram muitas, diga-se de passagem — puderam ser vistas no vídeo super antigo que me recepcionou nesta nova versão. 

E então, tão logo a cutscene nostálgica e caricata é finalizada, fui recebido por gráficos lindos que reforçam ainda mais o quanto a tecnologia evoluiu desde o lançamento de Diablo II nos anos 2000. Do design dos personagens e suas animações, até o cenário e os monstros, tudo foi refeito. Os sprites limitados da época são substituídos por um trabalho impecável e muito agradável. 

Ver os vídeos de comparação entre o jogo original e a versão remasterizada é chocante e mostra como a equipe estava empenhada na sua tarefa de atualizar o Diablo II. Detalhes foram adicionados, visuais foram polidos e o jogo ficou absurdamente agradável aos olhos. 

Só que as novidades parecem parar por ai. Ainda temos o mesmo jogo de antes e isso funciona como uma faca de dois gumes. Veja bem, é inegável a importância que Diablo II teve para o mundo dos games, popularizando o gênero e aumentando uma fanbase extremamente fiel de fãs. Mas isso não muda o fato de que o jogo consegue ser um tanto travado.

A movimentação dos personagens pelo mapa, o uso de habilidades e itens e até mesmo a maneira de trabalhar os ataques são limitadas. O combate de hordas de monstros parece menos natural do que em outros jogos, isso porque, no fim das contas, a remasterização se prende ao clássico e recria tudo que tínhamos apenas, apenas com uma camada de visual moderno.

Claro que, se tratando de um alfa técnico, não dá pra saber se isso é algo que será melhorado conforme o jogo continua a ser finalizado pela Blizzard, ou se, no fim das contas, essa realmente é a intenção do game. Se tivesse que apostar, eu diria que isso não será modificado e que a intenção realmente é recriar essa atmosfera clássica e, portanto, mais um tanto velha.

A impressão que fica é que Diablo II: Resurrected é uma nostalgia maquiada, feita para agradar os jogadores clássicos que querem mergulhar de novo nesta aclamada história cheia de demônios e criaturas. 

Diablo II Resurrected mergulha na nostalgia com gráficos atualizados

Para quem não havia jogado o game original, a experiência pode ser um tanto frustrante, especialmente quando comparada a outros títulos (e até mesmo Diablo 3). Entretanto, com um pouco de esforço para superar o desconforto inicial, é possível apreciar toda a glória do jogo. E, é claro, os gráficos bem feitos e toda a atualização visual da versão remasterizada ajudam muito nisso. 

O que posso dizer é que fui surpreendido positivamente com o jogo e que estou bem curioso para jogar a versão completa. Quando me acostumei com a movimentação e com o estilo do game, eu realmente fui encantado com a proposta dele. E no fim, eu estou mais que pronto para enfrentar mais demônios com a minha feiticeira e continuar desfrutando dessa viagem no tempo (remasterizada, polida e muito bem feita). 

Com progressão multiplataforma, Diablo II: Ressurected chega ainda este ano para PC, Xbox Series X|S, Xbox One, PlayStation 5, PlayStation 4 e Nintendo Switch. 

Abaixo, veja os 10 melhores jogos da Blizzard:

 

Imagem de perfil
sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Twitter e Instagram: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"