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Crash 4: Apesar da perda gráfica, versão para Switch não deixa a desejar

Por Cristiano Rantin

Lançado originalmente em 2020, Crash 4: It’s About Time finalmente chegou ao Nintendo Switch. Mas será que esta nova versão do jogo faz justiça com o game que já conhecemos em outros consoles? Em nome da Legião dos Heróis eu testei o game para Switch e posso confirmar que, ainda que tenha uma perda gráfica, o game não deixa a desejar.

A versão Switch

Todo conteúdo das outras versões do game está presente no Switch

Antes de começarmos, gostaria de deixar claro que nesta Review não levarei em conta o jogo como um todo, uma vez que já avaliamos Crash 4 e toda sua glória quando ele foi lançado. Meu foco será apenas na portabilidade do game para o Nintendo Switch e já adianto que me diverti bastante com essa versão.

Apresentando desafios insanos, mundos coloridos e muito caos, Crash 4 brinca com uma série de elementos da franquia clássica, atualizando o que conquistou os fãs para a nova geração de consoles. E para o Switch isso não poderia ser diferente. O game continua com todas as fases irritantemente difíceis e o universo pra lá de peculiar deste marsupial de bermuda jeans.

Ainda é possível executar todas as manobras do protagonista, enfrentar os inimigos e girar entre as plataformas enquanto você tenta adquirir todas as caixas. Nada que o jogo possui nas outras versões ficou de fora deste console, incluindo as fases extras e as skins alternativas para os protagonistas. A versão do Switch é exatamente o mesmo conteúdo do game.

Sobre o que é Crash 4: It’s About Time?

A busca pelas Máscaras Quânticas é a trama central do jogo

Em Crash 4: It’s About Time temos uma continuação do jogo Crash Bandicoot: Warped, quando um buraco no espaço-tempo foi aberto pelo vilão Uka Uka. Aproveitando da situação, os perigosos Neo CortexNefarious Tropy começam a explorar essa fenda, tentando conquistar todas as dimensões do multiverso.

É por isso que Aku Aku, o irmão gêmeo de Uka Uka, alerta Crash para que ele tente descobrir o que está acontecendo – e impeça os vilões. Crash 4 começa oficialmente após o marsupial encontrar Lani-Loni, uma das quatro Máscaras Quânticas, que só surgiria se o espaço-tempo estivesse ameaçado. Após isso, Crash e sua irmã Coco partem em uma aventura tentando encontrar as outras máscaras e frustrar todos os planos dos vilões, salvando o multiverso do caos que está surgindo.

Juntando-se aos dois temos Tawna, a ex-namorada de Crash de uma linha do tempo alternativa, Dingodile, um ex-vilão que estava tentando seguir uma nova vida e acabou sugado nessa confusão, e o próprio Cortex que após ser traído pelo N. Tropy decide ajudar os protagonistas a recuperar as máscaras quânticas e proteger o multiverso – ao menos até ele trair os heróis e tentar reescrever a história.

Um gráfico apenas ok

Gráficos de Crash 4 no Switch deixam a desejar

Falar que o Nintendo Switch não consegue entregar o mesmo desempenho gráfico que os concorrentes – como o PlayStation 4 ou Xbox One – seria chover no molhado. Os fãs já sabem disso, os haters já sabem disso… Todo mundo entende que, mesmo tendo jogos belíssimos e que aproveitam toda a capacidade do console, não é sempre que o Switch consegue isso. O que, diga-se de passagem, não afeta o entretenimento e diversão do jogador. E com Crash 4 não foi diferente, o principal ponto negativo do jogo no Switch é justamente sobre as questões gráficas.

Enquanto nas outras versões do jogo temos cores vibrantes e uma textura mais vívida, a versão deste console é algo com um pouco menos de vida. Detalhes do cenário parecem que receberam um filtro mais borrado e as cores estão um tom mais claro do que nos outros consoles. Isso, é claro, não atrapalha o jogo, mas é um detalhe importante desta nova versão do game, algo que pode frustrar alguns jogadores que já haviam experimentado o game em outras plataformas.

Outro “vilão” desta história são as quedas de FPS, o que resulta em um visual que não fica muito bacana em algumas cenas. E isso fica mais nítido em sequências mais rápidas, onde vários eventos acontecem simultaneamente, como quando você precisa correr para escapar de um boss, ou precisa deslizar pelos trilhos. Nesses momentos podemos ver problemas nas texturas, que mudam ligeiramente para não afetar o desempenho do game. Assim, vez ou outra, os personagens e certos elementos do cenários ficaram um tanto mais pixalizados e menos fluídos.

Mais uma vez, é importante reforçar que nada disso atrapalhou a minha diversão com o game. No fim do dia, ainda que o jogo não seja tão bonito quanto nas versões dos outros consoles, Crash 4 funciona muito bem no Switch e consegue garantir horas de diversão.

Desfrutando o melhor do portátil

Crash 4 combina muito bem com o console

Crash 4: It’s About Time consegue se aproveitar muito bem da função portátil do Nintendo Switch, sendo um jogo que parece ter sido feito para ser jogado em qualquer lugar, sem depender de uma televisão ou monitor. Enquanto testava o game, aproveitei dessa característica do console para adicionar momentos de jogatina durante a minha rotina. Qualquer pausa nas obrigações diárias já significavam um momento para tentar concluir uma fase que eu havia começado. E por vários dias joguei antes de dormir e logo ao acordar, algo que eu definitivamente não faria caso tivesse que sair da cama para começar o game.

Talvez seja o estilo plataforma do jogo, ou então seus comandos simples e uma gameplay que, mesmo exigindo muita habilidade, não necessitam de tanto esforço. Mas o ponto é que Crash 4 encaixa perfeitamente bem com o Switch, o que não chega a ser uma novidade, considerando que Crash Bandicoot N. Sane Trilogy, a versão remasterizada da trilogia clássica, já havia provado isso ao ser um grande sucesso quando chegou no console.

Mesmo com perdas gráficas e um visual um tanto menos chamativo, Crash 4 continua sendo um jogo maravilhoso que se sustenta em sua versão do Switch, entregando entretenimento de qualidade – raiva por morrer diversas vezes em fases simples – e muitas horas de jogo para os fãs do marsupial mais amado dos games.

Crash 4: It’s About Time já está disponível para o Nintendo Switch.

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Twitter e Instagram: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"