Piratas do Caribe: Processo contra a Disney alegando plágio continua

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Piratas do Caribe: Processo contra a Disney alegando plágio continua

Por Junno Sena

Desde as recentes polêmicas entre Johnny Depp e Amber Heard, a franquia Piratas do Caribe tem sido esquecida pela Disney. Agora, com novos processos sendo submetidos, novamente, contra o filme, é capaz de não vermos esse universo por um bom tempo.

Em novembro de 2017, A. Lee Alfred II e Ezequiel Martinez iniciaram um processo contra a franquia de piratas, alegando que Jack Sparrow foi baseado em um personagem criado pelos dois. Davy Jones, assim como Sparrow, modificava o tropo de pirata mal humorado e trazia para a história um senso de humor contagiante.

Alfred e Martinez dizem ter criado Davy Jones para um roteiro chamado Piratas do Caribe, o mesmo tendo sido enviado para a Disney através de sua produtora, Tova Laiter, em 2000. Essa não teria sido a primeira vez que a companhia teria trabalhado para a empresa, já que haviam submetido um roteiro chamado Capuz Vermelho anteriormente. Por conta dessa relação prévia, eles enviaram o roteiro utilizando o nome do brinquedo do parque como título.

Jack Sparrow no jogo Sea of Thieves

Logo depois, em 2003, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra foi lançado. Não foi de agora que o processo chegou a Disney. Em maio de 2019, conseguiram contornar o processo enviado por Consuelo B. Marshall, que disse ter encontrado semelhanças entre o longa e o roteiro enviado em 2000.

Mas, em julho de 2020, o processo foi trago novamente quando a corte dos Estados Unidos disse “ter encontrado semelhanças o suficiente para liberar o filme do processo”. Por outro lado, o ressurgimento do caso pode não fazer com que o mesmo termine tão cedo, uma vez que alegam que as similaridades não passam de tropos de piratas amplamente utilizados.

O que faz levantarem os olhos diante do assunto é o roteiro original ter sido escrito há vinte anos atrás, além de que, queira ou não, o blockbuster Piratas do Caribe ter construído uma nova forma de se consumir e entender filmes de piratas. Outras mídias, como o jogo Sea of Thieves também acabaram se beneficiando da imagem divertida do personagem.

“A opinião dos especialistas de ambas as partes criam questões relevantes sobre o material apresentado em comparação a como ambos os trabalhos são substancialmente similares”, diz Marshall no processo.

No processo, disponibilizado pelo The Hollywood Reporter, pode-se ver um pouco mais sobre o que ambas as partes alegam sobre o caso.

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sobre o autor Junno Sena

Pós graduando em Antropologia com o raio problematizador ligado no 120. Assiste filme trash para relaxar e dorme cantarolando a trilha sonora de A Hora do Pesadelo. Blaxploitation na veia e cinema coreano no coração. Atualmente mora em Petrópolis, RJ.