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Missa da Meia-Noite vai ter uma segunda temporada? Tudo o que já sabemos

Por Gus Fiaux

Atenção: Alerta de Spoilers!

Missa da Meia-Noite, a nova série de terror criada por Mike Flanagan (A Maldição da Residência Hill, Doutor Sono) já chegou à Netflix e tem conquistado muito público. Aqui, Flanagan se propõe a discutir sobre fé, religião, a nossa conexão com o divino, falsos profetas e vida após a morte em uma grande metáfora do apocalipse, com vários elementos sobrenaturais e um toque refinado de horror psicológico.

Desde que foi lançada, muitos estão se questionando se a série terá uma segunda temporada, já que a Netflix é conhecida por se aproveitar ao máximo das séries que fazem sucesso no momento. Para responder essa pergunta, é preciso analisar com cuidado os elementos de Missa da Meia-Noite, bem como seu final. Por isso, tome cuidado: o artigo contém spoilers!

Missa da Meia-Noite é a mais nova obra do criador de A Maldição da Residência Hill.

O que acontece em Missa da Meia-Noite?

Em Missa da Meia-Noite, seguimos a vida na pacata ilha de Crockett quando um novo padre chega à comunidade e começa a operar milagres. Paul Hill se torna o centro das dinâmicas no vilarejo, fazendo com que a igreja local se torne novamente um lugar próspero, cheio de frequentadores. Mas tudo isso tem um segredo terrível por trás: Hill foi transformado por um “anjo” e está dando o sangue dessa criatura para o povo, curando-os através dele.

O “anjo” em questão é um vampiro, por mais que isso nunca seja verbalizado ao longo da série. No quinto episódio, Hill e seus fiéis mais fervorosos armam um suicídio coletivo dentro da igreja, o que faz com que quase todo mundo em Crockett Island se transforme em um vampiro, renascendo após a morte. Uma vez que isso acontece, os recém-despertos estão famintos e começam a matar os que não foram transformados, para beber seu sangue.

Uma linha de frente se monta contra os vampiros, composta por Erin Greene (Kate Siegel), Sarah Gunning e sua mãe Mildred (Annabeth Gish e Alex Essoe), o Xerife Omar Hassan (Rahul Kohli), bem como os pais e o irmão de Riley Flynn, que se sacrificou após ser transformado em um vampiro. Eles pretendem queimar todos os locais onde os vampiros podem se esconder, além de destruir qualquer rota de fuga para que eles não possam ir até o continente.

Ao fim, os vampiros em Crockett Island são mortos com o nascer do sol. Todos eles pegam fogo e a cidade é banhada pelas chamas. Os únicos sobreviventes no meio disso tudo são Warren Flynn Leeza Scarborough (Igby Rigney e Annarah Cymone), que fogem da ilha em uma canoa e testemunham todo o ocorrido. Quando a série termina, os dois não foram transformados em vampiros e estão indo para o continente.

Série discute crise de fé, fanatismo religioso, falsos profetas e mortalidade.

A série vai ter uma segunda temporada?

Respondendo do jeito mais curto o possível: Provavelmente não.

Missa da Meia-Noite, assim como outros projetos do Mike Flanagan para a Netflix, foi criada e vendida como uma minissérie limitada, o que significa que a história é fechada e não abre brechas para uma sequência. E levando em conta que 90% dos personagens da série têm um fim trágico no último episódio, não faz sentido preparar uma segunda temporada.

O projeto foi concebido por Flanagan durante anos, que originalmente queria escrever um livro e depois tentou fazer um filme, mas acabou no formato de série ao perceber que a história demandaria tempo e um desenvolvimento mais lento de seus personagens. Por ser uma produção de cunho tão pessoal, é pouco provável que o criador deixe que a plataforma renove para uma segunda temporada, mesmo após seu sucesso.

A única possibilidade aqui é que a série siga os moldes de A Maldição da Residência Hill. A minissérie de 2018 conquistou tanto o público que Flanagan desenvolveu A Maldição da Mansão Bly – uma “sequência espiritual”, na qual seguimos outros personagens interpretando diferentes papéis em uma história completamente nova, que não tem relação com a trama da minissérie original exceto pelos temas abordados (nesse caso, casas assombradas).

Porém, levando em conta que a nova minissérie não é baseada em nenhuma propriedade intelectual existe (tanto Residência Hill quanto Mansão Bly são baseados em clássicos da literatura gótica), é muito pouco provável que isso aconteça também. Flanagan já está com um novo projeto no streaming, chamado Midnight Club (“Clube da Meia-Noite“, em tradução livre), mas essa será uma adaptação direta do livro homônimo de Christopher Pike e não terá relação alguma com Missa da Meia-Noite.

Missa da Meia-Noite está disponível na Netflix.

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux