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Microsoft obtêm patente que permite criar tecnologia vista em Black Mirror

Por Evandro Lira

Uma notícia envolvendo uma patente concedida a Microsoft fez com que muita gente relacionasse a ideia diretamente a série Black Mirror. De acordo com o The Independent, a empresa de tecnologia obteve uma patente que permite criar um chatbot usando informações pessoais de pessoas falecidas.

A Microsoft pode, a partir de agora, criar um bot de inteligência artificial baseado em imagens, dados de voz, postagens em redes sociais, mensagens eletrônicas e outras informações de uma pessoa que já morreu.

Como apontado pelo IndieWire, o primeiro episódio da segunda temporada de Black Mirror parece ter “previsto” a nova tecnologia. Intitulado “Be Right Back”, o episódio traz Hayley Atwell no papel de uma mulher que decide ressuscitar seu namorado morto através do uso de inteligência artificial.

Episódio de ‘Black Mirror’ exibido em 2013 é estrelado por Hayley Atwell e Donham Gleeson

A personagem começa a se comunicar com uma versão IA de seu namorado utilizando um sistema de mensagens que o “ressuscita” através de registros de mídias anteriores. Depois que ela carrega vídeos do namorado no serviço, a tecnologia permite que ela faça ligações e ouça sua voz artificialmente. A coisa toda fica ainda mais bizarra quando a mulher usa um androide realista do amado.

Na vida real, a patente da Microsoft é descrita como:

“A pessoa específica que o chatbot representa pode corresponder a uma entidade passada ou presente (ou uma versão dela), como um amigo, um parente, um conhecido, uma celebridade, um personagem fictício, uma figura histórica, uma entidade aleatória etc. A pessoa específica também pode corresponder a si mesma (por exemplo, se o usuário criar/treinar o chatbot para isso. Além disso, os usuários vivos podem treinar um substituto digital em casos de morte.”

Fala se a coisa não é “muito Black Mirror”?

A série criada por Charlie Brooker é um dos programas mais bem sucedidos da última década, tendo ao todo 22 episódios separados entre cinco temporadas. A série examina a sociedade contemporânea, particularmente no que diz respeito às consequências das novas tecnologias. Por enquanto, não há planos revelados para uma sexta temporada.

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sobre o autor Evandro Lira

Editor, bacharel em Cinema e Audiovisual, bruxo nascido trouxa, filho dos filhos do átomo, mestre dos quatro elementos, fã de mais coisas do que deveria, frequentemente falando sozinho no Twitter. Segue: @evandroslira