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Loki: Quem é D.B. Cooper? Entenda o disfarce usado pelo Deus da Trapaça

Por Evandro Lira

O primeiro episódio de Loki, que estreou no Disney+ nesta quarta-feira (9), viu o Deus da Trapaça revendo os seus “melhores momentos” em uma sala da Agência de Variação Temporal. Lá, assistimos a uma “memória” um tanto quanto bizarra de Loki, que fez muitos espectadores ficarem confusos.

Nela, Loki aparece com um visual diferente, interceptando um avião e sumindo no ar depois de um grande assalto. A série explica que tudo aconteceu devido a uma aposta que Loki fez com seu irmão Thor. No entanto, tudo não passa de uma grande referência a um dos crimes reais mais estranhos da história dos Estados Unidos.

Cena do primeiro episódio de ‘Loki’

Crime real sem solução

O caso data de 24 de novembro de 1971. Um misterioso passageiro de um avião que ia de Portland a Seattle, vestindo terno e gravata, fez um pedido a uma comissária de bordo, entregando-lhe um bilhete. A mulher enfia o papel no bolso sem prestar atenção, mas o homem pede que ela leia o bilhete e avisa “Eu tenho uma bomba” e abre a tampa de uma maleta que parecia conter diversos fios de explosivos.

O bilhete, que a comissária lê depois do assustador alerta daquela figura bem-vestida, era direcionado ao comandante da aeronave e exigia que lhe fosse entregue quatro paraquedas e 200 mil dólares em cédulas de 20.

Segundo uma matéria do EL PAÍS, o comandante não alertara os passageiros sobre o sequestro do avião – o que mais tarde dificultaria qualquer um na hora de descrever o criminoso. Ao pararem no destino final, os passageiros desembarcaram tranquilamente enquanto o homem esperava que suas exigências fossem atendidas.

Permanecendo com a tripulação na aeronave, a transação foi feita da forma que o homem queria. Sendo assim, ele ordenou que o piloto voasse para Reno, no estado de Nevada, seguindo alguns protocolos como “a porta traseira do avião não deve ser trancada” e algumas outras exigências envolvendo altura e velocidade do voo.

O que vem depois disso assombra as pessoas até hoje: o homem simplesmente abriu a porta do avião e se jogou no vento frio e cortante da tempestade que assolava a região.

Depois, se descobriu que o homem usava o nome de Dan Cooper quando comprou as passagens, mas devido a uma falha jornalística foi acrescentado um “B” no meio, tornando então o homem conhecido por D.B. Cooper.

Retrato falado de D.B. Cooper baseado no relato da comissária de bordo

Esse nome se tornou uma verdadeira lenda e o crime é até hoje o único não resolvido na história da aviação comercial dos Estados Unidos. Cooper foi procurado exaustivamente pelo FBI durante várias década. Centenas de suspeitos foram investigados e houve uma boa quantidade de candidatos ao papel do criminoso, mas nenhuma conclusão satisfatória foi encontrada e a identidade do homem permanece um mistério até os dias de hoje.

O FBI encerrou o caso oficialmente apenas em 2016, com as predominância de opiniões dos especialistas sugerindo que Cooper provavelmente não sobreviveu ao salto do avião.

O crime ousado inspirou um culto de seguidores e foi referenciado em músicas, filmes, séries, literatura e agora, na série da Marvel Studios, já que Loki fez sua estreia reencenando o caso. Até mesmo Ariel, uma pequena cidade do estado de Washington, realiza anualmente o Dia do Cooper.

E aí, o que você achou da referência de Loki à história de DB Cooper? Comente!

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sobre o autor Evandro Lira

Editor, bacharel em Cinema e Audiovisual, bruxo nascido trouxa, filho dos filhos do átomo, mestre dos quatro elementos, fã de mais coisas do que deveria, frequentemente falando sozinho no Twitter. Segue: @evandroslira