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Liga da Justiça: CEO da Warner refuta acusações de Ray Fisher e fala sobre a investigação

Por Leo Gravena

Desde o ano passado, Ray Fisher, o Ciborgue de Liga da Justiça, fez diversas acusações contra vários dos produtores e executivos da Warner Bros. em relação às refilmagens feitas por Joss Whedon para que o filme fosse lançado nos cinemas em 2017. Após as acusações, a Warner contratou uma investigadora para investigar as denúncias. Agora, a CEO da Warner Media, Ann Sarnoff, falou sobre a investigação e Ray Fisher.

Ann Sarnoff, em uma entrevista extensa com a Variety, falou sobre vários assuntos relacionados ao universo DC. Logo de cara ela foi perguntada se a investigação sobre as refilmagens de Liga da Justiça encontrou algo que corroborasse as acusações de racismo de Ray Fisher. Ela respondeu:

“Não. Nossa investigadora, a Juíza Katherine Forrest, fez uma declaração especificamente sobre [o presidente da DC Films] Walter Hamada, dizendo que não existe evidência de interferência do Walter na investigação. Ela disse que os cortes feitos na versão de Joss Whedon de ‘Liga da Justiça’ não foram motivados por questões raciais. Levamos isso muito a sério, então contratamos uma das maiores investigadoras e demos a ela uma grande margem de manobra”.

Boa parte das cenas do Ciborgue foram retiradas da versão de 2017 de Liga da Justiça, dirigida por Joss Whedon.

Ao ser perguntada sobre as acusações de Fisher, de que ele teve que assinar um contrato de confidencialidade e por causa disso não podia dar informações específicas sobre o que aconteceu no set de Liga da Justiça, ela respondeu: “Não que eu saiba, não”. Ela também esclareceu que Hamada não teve envolvimento com o filme de 2017.

“Cerca de um ano atrás, Walter [Hamada], Toby Emmerich [o chefe da Warner Bros. Pictures], Eu, Bob Greenblatt [o antigo presidente da WarnerMedia], Kevin Reilly [antigo chefe de conteúdo do HBO Max] e Sarah Aubrey [a chefe de programação original da HBO Max] nos sentamos em uma mesa com o Zack [Snyder] e aprovamos o Snyder Cut. Isso inclui toda a história de Ray Fisher como o Ciborgue, que é algo que ele estava decepcionado por ter sido cortado do filme de Liga da Justiça três anos atrás. Talvez perdemos um pouco da história, que é o motivo de Toby e Walter terem aprovado e permitido que a visão de Snyder ganhasse vida, o que inclui a história completa do personagem de Ray. Não existe nada que o Walter fez contra o Rey, inclusive ele ofereceu para ele um papel no filme do Flash”. 

Recentemente, as acusações de Fisher contra Hamada foram feitas a partir de alegações do ator que o chefe da DC Films tentou encobrir o comportamento abusivo do produtor Geoff Johns. Desde então ele afirmou que não trabalharia mais com Hamada, alegando também que o produtor que o retirou do filme do Flash.

Como é de se esperar, certamente Fisher vai responder Ann Sarnoff em breve.

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