Homem de Ferro: Mandarim quase deu as caras no primeiro filme

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Homem de Ferro: Mandarim quase deu as caras no primeiro filme

Por Arthur Eloi

Fazer filmes é uma tarefa árdua porque envolve extensas discussões e reuniões para afinar elenco, roteiro e todo tipo de questão imaginável. Nem mesmo a Marvel Studios, com seu império bilionário, é capaz de evitar esse processo – a empresa só chegou onde está porque cometeu vários erros e aprendeu com eles. Um dos maiores deles envolve o Mandarim, vilão que quase esteve presente no primeiro filme do Homem de Ferro.

O recém-lançado livro The Story of Marvel Studios: The Making of the Marvel Cinematic Universe (via Comic Book), que narra toda a história do Universo Cinematográfico da Marvel, mergulha no desenvolvimento de Homem de Ferro (2008), o filme que lançou o MCU. O longa apresentou o Tony Stark de Robert Downey Jr., e definiu a fórmula para as histórias de origem de heróis, mas a produção bateu muita cabeça para encontrar uma versão que funcionasse.

Segundo o livro, a versão inicial da trama teria o Mandarim como vilão, que queria cavar um túnel por baixo da Stark Industries para roubar as tecnologias do protagonista. O roteiro não agradava, e a produção já não tinha mais orçamento para contratar um bom ator para o papel do antagonista após ter escalado o restante do elenco.

Quem sugeriu cortar o Mandariam do longa foi Jon Favreau, diretor do filme e ator que vive Happy Hogan no MCU, o que era uma decisão ousada para a época, visto que o personagem era o principal antagonista do herói das HQs.

O cineasta sugeriu mudar o foco para Obadiah Stane, o personagem de Jeff Bridges, que já estava escalado, e colocá-lo como rival de Tony Stark daria um tom de imprevisibilidade ao projeto. O resultado agradou tanto a equipe quanto o público, eventualmente, ajudando a consagrar o Universo Marvel nas telonas.

Equipe da Marvel Studios largou mão do Mandarim para focar no personagem de Jeff Bridges, que já estava escalado para Homem de Ferro

No livro, o produtor Jeremy Latcham relembra que os conflitos no desenvolvimento de Homem de Ferro foram fundamentais para definir a forma que o estúdio opera até hoje:

O jeito que aquele filme foi feito – graças à falta de expectativas e de uma estrutura corporativa – estávamos só fazendo filmes de forma instintiva. Aquelas lições se tornaram as diretrizes que guiam todo o estúdio. O filme foi forjado no fogo, e foi ali que surgiu o coração da Marvel Studios.

Para os nostálgicos, Homem de Ferro pode ser encontrado no catálogo do Disney+. Já o Mandarim, que complicou tanto a vida da Marvel Studios na época, só foi dar as caras (propriamente) em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, ainda que se recuse a usar o título.

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sobre o autor Arthur Eloi

Repórter entusiasta de filmes ruins, jogos de tiro e de horror em todas as suas formas. Dá notas duvidosas para obras questionáveis • @ArthurEloi117