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Elden Ring: História, gameplay, mapa e mais sobre o novo game da FromSoftware

Por Lucas Rafael

Elden Ring, o aguardado novo game da FromSoftware, estava cercado de mistério até a Summer Games Fest 2021, onde o título recebeu um novo trailer ressaltando diversos momentos de jogabilidade, como lutas contra inimigos e chefes horrendos. Além desse trailer revelador, o diretor do game, Hidetaka Miyazaki, deu algumas entrevistas elucidando aspectos de Elden Ring, abordando pontos como multiplayer, invocações, exploração, dungeons e muito mais.

Aqui, você encontra tudo que já sabemos até agora sobre Elden Ring, jogo feito pela desenvolvedora da franquia Soulsborne em parceria com ninguém menos que George R.R. Martin. Desde a história até elementos mecânicos que já foram revelados sobre o game, eis tudo que você precisa saber sobre Elden Ring!

Qual a história de Elden Ring?

Criada em parceria com George R.R. Martin (Autor de As Crônicas de Gelo e Fogo), a narrativa de Elden Ring será ambientada em um local chamado “As Terras Intermédias” (The Lands Between), de onde seu personagem foi banido tempos atrás e agora retorna, podendo salvá-la ou destruí-la de vez.

Ninguém melhor que o próprio diretor do jogo para explicar a trama de Elden Ring, então fiquem com a palavra do Sr. Miyazaki (via: IGN):

“O mundo de Elden Ring, as Terras Intermédias são abençoadas pelo Anel Pristino (Elden Ring) e pela Erdtree [uma árvore luminosa] que simboliza a presença do anel, e isso deu graça ou benção às pessoas através da terra, grandes ou pequenas. Nessas pessoas, essa graça é representada como uma luz dourada, ou uma aura dourada, que se mostra especificadamente em seus olhos. E isso simboliza a benção ou graça da Erdtree. No entanto, após um tempo, surgiram indivíduos que perderam sua graça, e a luz se apagou de seu olhar. Estes são conhecidos como Sem Luz.”

Miyazaki continua:

“Então, os Sem Luz, você pode os chamar de indivíduos que perderam sua graça. E isso foi há muito tempo, precedendo a ambientação do jogo, muito tempo antes. Os ancestrais dos personagens que estão presentes no mundo foram banidos e exilados das Terras Intermédias, estes Sem Luz. Então um longo tempo depois, o Anel Pristino foi destruído em um evento histórico. Isso gera o retorno desta graça perdida que chama pelos Sem Luz, que foram exilados das Terras Intermédias, e os guia de volta. Esse é o ponto de início, ou o ímpeto do jogo em si, os Sem Luz sendo chamados pela graça perdida e voltando às Terras Intermédias.”

A página oficial de Elden Ring da Bandai Namco oferece mais detalhes sobre o plano de fundo do game, informando que o Anel Pristino, fonte da Erdtree, foi destruído diante do governo de uma certa Rainha Marika.

Você será um Sem Luz em Elden Ring

Há também os semideuses que descenderam dessa Marika, reivindicando para si os fragmentos do anel destruído. Estes fragmentos foram chamados de Grandes Runas. Mas bem, como esse é um jogo da FromSoftware, cujos títulos normalmente são ambientados após o declínio de reinos outrora gloriosos, essas Grandes Runas geraram uma guerra que foi chamada de O Estilhaçamento.

É nesse contexto que o seu personagem, um Sem Luz, é chamado de volta para as Terras Intermédias. O site da Bandai ainda menciona que você deve “ficar diante do Anel Pristino para se tornar um Lorde Pristino”, partindo talvez dos mesmos conceitos de outros jogos da franquia, como os unkindled de Dark Souls.

Qual foi a contribuição de George R.R. Martin para Elden Ring?

Martin ajudou principalmente na construção de mundo de Elden Ring, fornecendo a mitologia expansiva que servirá de pano de fundo para a sua aventura nas Terras Intermédias.

Segundo Miyazaki, as contribuições de Martin enriqueceram bastante o desenrolar do desenvolvimento:

“A mitologia se mostrou repleta de personagens interessante e drama juntos de uma grande porção de elementos místicos e misteriosos. Foi uma fonte maravilhosa de estímulo para mim e para a equipe de desenvolvimento. O mundo de Elden Ring foi construído usando essa mitologia e estímulo como base. Até mesmo eu achei difícil controlar minha empolgação de vez em quando.”

George R.R. Martin, em uma entrevista cedida após o último trailer do game, pontuou sua colaboração para o novo universo da FromSoftware:

“Basicamente queriam criar um mundo no qual ambientar o jogo, queriam uma construção de mundo. Você não está falando sobre o personagens e a trama, mas de uma ambientação que é quase mais importante do que o resto.”

A Erdtree de Elden Ring

 

“Trabalhei um plano de fundo bem detalhado para eles, e então eles assumiram a partir daí, então faz alguns anos desde que eu os vi pela última vez. Eles apareceram periodicamente para me mostrar alguns monstros que criaram, ou os últimos efeitos especiais, ou as coisas legais, mas o jogo foi sendo desenvolvido de maneira bem lenta e está chegando em Janeiro eu acredito, estou tão empolgado quando todo mundo para conferir.”

O Mapa de Elden Ring

Sendo o maior jogo da From até agora, o escopo das áreas permite que consultemos um mapa desta vez. Segundo as entrevistas de Miyazaki, este mapa poderá ser conferido no mundo-aberto do game, mas deve ficar indisponível em áreas menores.

Segundo o diretor, haverão seis “Legacy Dungeons“, com cada região do mapa tendo sua dungeon principal. Falando nisso, haverão seis “áreas” do mapa principal, cada uma governada um semideus – seres que que servirão como alguns dos chefes do game.

A progressão nesse mapa, segundo Miyazaki, será lógica. embora não exista uma ordem obrigatória, conferindo uma certa liberdade ao jogador.

Segundo o especialista na franquia, VaatiVidya, metade do jogo poderá ser pulado caso o jogador foque em perseguir apenas os eventos principais do game. Ele traça uma comparação com Legend of Zelda: Breath of the Wild, onde a trilha principal é bastante evidente, mas a graça estará em se deixar seduzir pelas áreas ocultas e caminhos opcionais.

Essas “side-quests” e conteúdo opcional cabe ao jogador encontrar de maneira orgânica ao atravessar o mapa para então marcá-las.

Haverá também uma área central conectando as seis regiões das Terras Intermédias, como o famoso Firelink Shrine de Dark Souls, incluindo também uma função de viagem-rápida.

Jogabilidade em Elden Ring

Elden Ring empresta (e muito) dos jogos prévios da FromSoft, especialmente Dark Souls. Segundo Miyazki, em Elden Ring você terá um vasto leque de customização para abordar os perigos do game da maneira que julgar adequada.

Weapon Arts: uma herança de DS3

Herdando um sistema introduzido em Dark Souls 3, Miyazaki já confirmou que Elden Ring trará de volta as Weapon Arts (habilidades especiais de cada arma), embora Elden Ring irá trabalhar ainda além essa mecânica, tornando as Weapon Arts em habilidades separadas que você pode coletar e ganhar no percurso de sua aventura.

Basicamente, cada arma terá um espaço onde você pode encaixar uma habilidade, customizando seu esquema de batalha para aquele que julgar mais adequado ao seu estilo de jogabilidade.

Uma skill sendo usada em Elden Ring

A surpresa aqui é quantidade de habilidades que Elden Ring irá oferecer: segundo Miyazaki, serão mais de 100. Escolha com atenção!

Invocando espíritos

Elden Ring irá permitir que você balanceie a dificuldade do jogo ao pedir por ajuda.  A novidade é que você poderá invocar espíritos baseados em inimigos que você derrotou, o que já levou fãs a cogitarem se não é algo no estilo de Shin Megami Tensei ou Pokémon. Todos os inimigos estarão disponíveis para invocação? Como essa mecânica irá funcionar exatamente? É esperar para ver.

Ah, já foi confirmado que você poderá até mesmo evoluir esses espíritos, dando um sabor ainda mais Pokémon pra coisa toda.

Um possível espírito sendo invocado em Elden Ring (o pássaro). Os espíritos são invocados por meio do cubo que o jogador segura.

A função desses espíritos varia de acordo com o tipo que você está invocando, é claro. Alguns irão tankar dano, outros irão oferecer suporte mágico, atacar a distância, e por aí vai.

Haja fôlego

Segundo Miyazki em entrevista ao IGN, uma preocupação da desenvolvedora foi a de diminuir a influência da infame barrinha de stamina em Elden Ring, visando que o jogador tenha uma liberdade maior de movimentação.

Ela ainda deve existir em Elden Ring, mas quem sabe seja um fator de menos atenção do que nos jogos prévios da desenvolvedora.

Cavalgando num mundo desolado

No trailer de Elden Ring, um dos pontos de atenção com certeza é a adição de montarias, coisa que nunca tivemos em jogos prévios da linha Souls.

Segundo Miyazaki, não será em todas as áreas que o jogador será capaz de usar sua montaria, embora algumas batalhas poderão ser lutadas enquanto você cavalga.

No multijogador, por exemplo, o diretor do game já deixou claro que jogadores não poderão percorrer o mapa em montarias.

Montarias em Elden Ring

Miyazaki já confirmou que o jogador irá percorrer bastante o mapa em busca de recursos para criar itens, e a jogabilidade com a montaria busca dinamizar essa exploração, permitindo até variações em sua relação com o terreno, podendo saltar por partes íngremes e tudo mais.

Tem um trecho do trailer que retrata uma luta contra um dragão gigante. É possível ver o jogador dando um pulo duplo com o cavalo ali pra escapar. Sim, o cavalo dá um pulo duplo, o que é simplesmente sensacional. Se você discorda eu só lamento.

Os NPCs

Em sua jornada pelas Terras Intermédias, você encontrará diversos rostos amigos e outros nem tão amigáveis assim. O caráter elusivo da maioria dos NPCs dos jogos passados da From deve se tornar menos nebuloso, visto que os personagens que você encontra em Elden Ring irão revelar diversas camadas da narrativa, impactando até o final do game.

Miyazaki chega a se referir aos NPCs de Elden Ring como “protagonistas”, incentivando que você, como jogador, procure por eles no vasto mapa-aberto das Terras Intermédias em busca de novas informação sobre aquele mundo desolado.

Furtividade Sekírica

Elden Ring realmente parece uma culminação do aprendizado da FromSoft em desenvolvimento de jogos até agora, emprestando elementos de diversos títulos enquanto os aprofunda e introduz novidades. Sekiro: Shadows Die Twice foi o game da desenvolvedora que apresentou uma mecânica de furtividade.

Pelos trailers de Elden Ring, é possível notar que certas áreas possibilitarão uma abordagem furtiva para que você se posicione estrategicamente nas linhas inimigas, como uma sombra na noite.

Outro elemento emprestado de Sekiro que deve voltar em Elden Ring é uma mecânica de pulo, outra função ausente em Dark Souls.

Isso é interessante, visto que Elden Ring aparentemente trará a famosa esquiva de Dark Souls, onde você rola pra longe de um ataque, assim como o pulo que serve para evitar ataques mais rasteiros como em Sekiro.

Multijogador em Elden Ring

Fator multiplayer já foi confirmado em Elden Ring, permitindo jogabilidade cooperativa em grupos (!) e até o famoso PVP.

Além de facilitar a jogatina em grupos, Elden Ring deve funcionar como Dark Souls no multijogador, com você invocando ajuda através de sinais dispostos no chão em certas áreas. Provavelmente os jogadores serão banidos do seu mundo após a derrota de um chefe.

O quão difícil é Elden Ring?

Segundo Miyazaki, a dificuldade aqui é comparável com Dark Souls 3 – pontualmente desafiador, mas nem tanto se você souber usar as ferramentas ao seu dispor. A variedade de abordagens ao combate parece ser um fator destaque de Elden Ring e, cabe a você enquanto jogador fazer bom uso delas para triunfar.

Um dos semideuses que serve como chefe em Elden Ring

Isso pode frustrar alguns fãs mais puristas da franquia para os quais a dificuldade é o principal chamariz de um título da From, visto que Dark Souls 3 se trata de um dos títulos mais acessíveis no catálogo da desenvolvedora. Dito isso, quem sabe Elden Ring não amplie ainda mais a popularidade desses títulos ao conseguir atrair uma fatia de público maior.

Resumo da ópera

Elden Ring promete ser o maior jogo da From Software até agora, culminando o aprendizado de anos de desenvolvimento e experimentação numa fórmula influente que eles mesmos cunharam lá atrás em Demon’s Souls. Focando em exploração, level design, customização e na construção de um mundo rico em mitologia escrito em parceria com George R.R. Martin, Elden Ring certamente conta com tudo para se tornar outra joia no cinturão da FromSoftware, quem sabe sendo até mais acessível que os títulos anteriores e quebrando o estigma de “´difícil” que esses jogos possuem. Acreditem, são universos maravilhosos tecidos com um senso de organicidade primoroso que é refletido pelo level design intricado. Você dificilmente encontra mapas tão incríveis quanto os desses jogos por aí, salvo em alguns Metroids antigos.

E aí, empolgado para viajar pelas Terras Intermédias de Elden Ring? Quais as suas expectativas para o game? Comente!

Veja agora nossa lista sobre o primeiro Dark Souls:

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sobre o autor Lucas Rafael

Redator. Entusiasta de coisas demais