[Review] Destruction AllStars é divertido, mas precisa evoluir um pouquinho

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[Review] Destruction AllStars é divertido, mas precisa evoluir um pouquinho

Por Márcio Jangarélli

O primeiro exclusivo de PlayStation 5 para 2021 já está entre nós! Destruction AllStars, da Lucid Games, engatou a primeira marcha do console neste ano e seu ponto de partida foi diretamente na PS Plus – como aconteceu com Bugsnax em Novembro.

E para começar 2021 bem, já testamos o game para contar para vocês se é mais um acerto dos exclusivos PlayStation ou se o seguro não cobre a batida. Acelera comigo nessa, mas cuidado que eu vou destruir teu carro!

O que é Destruction AllStars?

O jogo ficará disponível até 2 de Abril para os assinantes da PS Plus.

Destruction AllStars é um game exclusivo de PlayStation 5, lançado em 2 de Fevereiro de 2021 na PS Store e também como um dos jogos gratuitos do mês na PS Plus. Desenvolvido pela Lucid Games, é um jogo de combate entre veículos, com foco no multiplayer, onde você escolhe seu campeão para destruir o máximo de carros possível em uma competição de arena.

Esse é um dos maiores projetos da Lucid Games, que sempre trabalhou mais com  jogos mobile e indie. Destruction AllStars seria um dos iniciais de PlayStation 5, lançado em 12 de Novembro de 2020, mas foi adiado para 2021 com a intenção de garantir uma finalização apropriada para o game.

Diferente de outros jogos, Destruction AllStars ficará disponível por dois meses no catálogo da PS Plus. Assim, você tem até Abril para resgatar o game com a sua assinatura.

Nossa análise de Destruction AllStars

Você também pode correr pela arena com seu Campeão fora dos veículos.

Pessoalmente, todo game adiado “para ser aprimorado” me deixa com um pé atrás – assim eu não esperava muito de Destruction AllStars. No entanto, o jogo foi uma surpresa grata, entregando partidas muito divertidas, personagens carismáticos, a maioria original e cativante, uma jogabilidade descomplicada, com novidades interessantes, e modos de game surpreendentes.

Ainda que os produtores da Lucid Games tenham citado alguns jogos da geração de PSOne como inspiração, é inegável a influência de dois títulos magnânimos dos últimos anos: Fortnite e Rocket Arena. Na verdade, se você não é da época em que jogos de combate de carros e monster truck eram mais populares, provavelmente essa será a sua principal referência logo na abertura do game. Mas isso não é algo ruim; em boa parte do tempo, Destruction AllStars consegue tirar o melhor de todas as suas inspirações e ainda ser algo original.

Esse é um jogo explosivo em cores, dinâmico, onde o design de personagens e veículos é um dos maiores destaques. O elenco conta com 16 campeões com um estilo muito próprio, apostando na diversidade étnica de uma maneira não tão óbvia e em minoridades pouco contempladas. Cada um deles possui um veículo especial diferente, super estiloso e com habilidades especiais distintas para ajudar na destruição.

É difícil você jogar algumas partidas e não ficar apaixonado por um dos campeões. Ainda que eles sejam muito inspirados nos personagens de Fortnite e Overwatch, todo o contexto de Destruction AllStars faz com eles “pertençam” ao game e logo você esquece as comparações. Eles possuem movimentos, velocidades e tipos de gameplay diferentes entre si e parte da graça do jogo está em brincar com cada um dos corredores para escolher qual é o seu favorito.

Outros acertos de Destruction estão na jogabilidade e nos modos de jogo. É um game acessível para quem nunca experimentou esse gênero, mas não deixa de ser desafiador para aqueles que já estão calejados na destruição. Demora um pouquinho para se acostumar com algumas mecânicas, principalmente com o direcional direito sendo usado para ativar algumas habilidades do carro e não para mudar a câmera, mas vale à pena aprender para se divertir mais com o jogo.

São quatro modos principais de jogo: Mayhem, Carnado, Stockpile e Gridfall. Enquanto no Mayhem você só precisa destruir o veículo dos seus adversários – o que é divertido demais por si só – os outros três brincam melhor com as possibilidades do jogo. Em Carnado, meu favorito, você precisa destruir para acumular pontos e depois sacrificar seu carro em um tornado gigante, no centro da arena, para que eles sejam contabilizados.

Stockpile é em equipe e pede que você destrua os veículos dos competidores, colete peças saindo do seu carro e conquiste bases com elas – complexo, né? E em Gridfall você precisa sobreviver. Nesse modo você tem vidas limitadas e a arena vai diminuindo, abrindo buracos no caminho e tudo mais. O objetivo é ser o último em pé.

Existem outros modos de game, mas que só aparecem no sistema de missões de Destruction (que a maioria você tem que comprar moedas na PS Store para desbloquear). Eles são modos que envolvem contagem regressiva, duelo e também são bem, bem bacanas. Se você se animou com o jogo base, vale a pena investir.

Com tantos tipos de jogo diferentes, é difícil você não achar algum que vai te agradar um pouquinho pelo menos. Assim, pelo menos no quesito entretenimento, Destruction AllStars é bem sucedido e vai te fazer perder umas horinhas ou até viciar, quem sabe.

Mas – e esse é um grande mas – o jogo pode melhorar. Mesmo com um gameplay bacana e personagens carismáticos, ele precisa evoluir um pouquinho para ter a potência dos títulos que o inspiraram.

Ainda que seja super dinâmico e explosivo, falta uma trilha sonora mais impactante para Destruction AllStars. Esse tipo de game PEDE algo mais frenético, que faça sua cabeça girar, que entregue uma imersão acentuada. A música tema é até legal, mas não chega a engajar o necessário. Faltou algo mais barulhento, mais guitarras ou mais eletrônico. Um BOOM tão grande quanto as explosões de carro em tela.

Também, o jogo está bem pobre no quesito personalização. Isso é o mais simples de resolver, mas é bom você saber que, se é daqueles que gostam de ter seu personagem bem customizado, isso não vai acontecer no início da corrida. Atualmente você pode mudar o esquema de cores dos personagens e veículos especiais, grito de guerra e pose de vitória, mas só. Não tem nenhuma “skin” muito inovadora ou algo do tipo e isso é esperado desse tipo de game, não? Ainda mais com personagens tão legais.

Vale dizer também que o modo multijogador é legal, rápido em conexão e estável, mas a interface é um tanto confusa e sem muitas opções. Por exemplo, você entra automaticamente nos grupos, já em chat de voz, e não tem como desativar o som do grupo – só o seu, desativando o microfone do controle. São pequenas coisas, mas para quem quer jogar em stream ou não está acostumado com jogos online, são problemáticas. Também, os desafios desse modo só geram XP, então a recompensa é “baixa” por ora, e não há servidores brasileiros, apenas estrangeiros. 

Qual a nota de Destruction AllStars?

Mesmo com alguns probleminhas, Destruction AllStars é mais um ótimo exclusivo da PlayStation, principalmente pelo fato das “inconveniências” do game serem todas corrigíveis. É um jogo que é legal agora, mas deve ficar muito melhor com o tempo – se houver algum investimento a longo prazo.

Se você já está na geração do PlayStation 5, é sua obrigação dar uma chance para Destruction; garanto que é um investimento de tempo, não um gasto ou perda. É um jogo super divertido e que vai ter fazer torcer por atualizações para corrigir esses probleminhas.

Para a Legião, Destruction AllStars é 3,5 estrelas de 5. Um bom jogo e muito, muito promissor!

Você já experimentou Destruction AllStars? Conta pra gente nos comentários!

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.