Demon Slayer: Novo arco continua causando controvérsia no Japão

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Demon Slayer: Novo arco continua causando controvérsia no Japão

Por Arthur Eloi

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba é um dos animes mais populares do momento, e não é assistido apenas por adultos como também por crianças. Com isso, depois que a transmissão mudou de horário no Japão, a série se viu no centro de uma pequena polêmica quando alguns pais ficaram preocupados com o nível de violência gráfica do desenho.

Acontece que, para a segunda temporada, o anime passou a ser transmitido às 21h dos sábados, o que não é bem considerado um horário nobre no Japão, e que ainda têm muitas crianças acordadas e assistindo TV. Diferente de outros títulos como Naruto ou Dragon Ball Super, Demon Slayer é um pouco mais intenso, com lutas de espada, mortes e sangue. Por conta disso, um grupo de pais pediu ajuda a um comitê de vigilância para reavaliar a classificação indicativa do anime.

Segundo o SoraNews24, a organização conhecida como BPO (ou Organização de Ética e Melhoria Audiovisual, em tradução livre) preparou um novo relatório sobre Demon Slayer, em que deixa claro que há discordância entre seus membros, o que pediu uma nova reavaliação da obra. Após assistirem à segunda temporada e ao filme Demon Slayer – Mugen Train (2020), o comitê chegou à conclusão que a classificação indicativa atual do anime – indicado para maiores de 12 anos – é perfeitamente apta aos conteúdos mostrados.

Comitê de vigilância não encontrou problemas com a classificação indicativa de Demon Slayer no Japão

O relatório do comitê conclui:

Mais do que o derramamento de sangue, houve certa preocupação entre membros do comitê pela representação de corpos decapitados. De qualquer forma, nossa opinião geral é de que esses trechos acontecem apenas em monstros humanoides, o que está dentro do que é aceitável, e demonstra a consideração correta da emissora pela classificação indicativa de 12 anos e a exibição no horário das 21h.

Com isso, Demon Slayer parece ter se livrado de maiores dores de cabeça, sem sofrer nenhum tipo de censura ou alteração na obra original.

O anime pode ser encontrado nos catálogos da Crunchyroll, Netflix e Funimation, que também conta com o filme de 2020 na plataforma.

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sobre o autor Arthur Eloi

Repórter entusiasta de filmes ruins, jogos de tiro e de horror em todas as suas formas. Dá notas duvidosas para obras questionáveis • @ArthurEloi117