Capa da Publicação

Crítica: A Guerra do Amanhã, do Amazon Prime Video, empolga na medida certa sem esquecer de seu coração

Por Evandro Lira

Estreou neste fim de semana, no Prime Video, A Guerra do Amanhã, novo filme de ação e sci-fi protagonizado por Chris Pratt.

A nova aposta da Amazon é um filme de grande orçamento produzido pela Paramount e que estava originalmente programado para chegar aos cinemas. Devido a pandemia de COVID-19, porém, o estúdio vendeu o filme à plataforma por US $ 200 milhões.

Para saber o que achamos do filme, leia nossa crítica!

Ficha técnica

Título: A Guerra do Amanhã

 

Direção: Chris McKay

 

Roteiro: Zach Dean

 

Ano: 2021

 

Data de lançamento: 2 de julho

 

Duração: 2 horas e 18 minutos

 

Sinopse: Para garantir a sobrevivência dos humanos, soldados e civis do presente são transportados para o futuro e se juntam à luta, entre eles Dan Forester (Chris Pratt), um pai de família determinado a salvar o mundo.

Boas histórias de ficção-científica vão além de apresentar ideias difíceis ou de promover cenas de ação repletas de pancadaria e efeitos visuais. Geralmente, elas também se voltam para o lado humano de seus heróis e oferecem alguma sensibilidade à trama, algo que quando bem dosado, faz toda a diferença. Felizmente, esse é o caso de A Guerra do Amanhã.

O novo filme do Prime Video, streaming da Amazon, coloca Chris Pratt (Guardiões da Galáxia) no centro de uma trama apocalíptica de viagem no tempo, onde seu personagem é convocado para lutar em uma guerra decisiva contra monstros alienígenas trinta anos no futuro. Depois que o mundo inteiro fica à par do destino nefasto da Terra, o protagonista Dan Forester decide deixar sua esposa Emmy (Betty Gilpin de Glow) e a filha Muri (Ryan Kiera Armstrong de American Horror Story) rumo a uma missão praticamente suicida. Ao desembarcar em 2051 junto a uma variedade de civis despreparados, Dan é atirado no meio de um verdadeiro campo de guerra situado no centro de Miami.

O longa aproveita suas duas horas e vinte minutos de duração para deixar o público conhecer melhor o protagonista antes de jogá-lo aos lobos. Quando a ação começa, o espectador já entende os dilemas pessoais do homem, incluindo sua difícil relação com o pai vivido por J.K. Simmons (Homem-Aranha). Pratt precisa abdicar de seu timing cômico em boa parte do tempo, mesmo que seu papel não seja muito diferente de todos os outros que ele já apresentou desde Guardiões da Galáxia.

As relações entre Dan e a família e principalmente entre Dan e a Coronel vivida por Yvonne Strahovski de The Handmaid ‘s Tale são peças fundamentais para sustentar o interesse do público por esses personagens. Temas como encontrar seu papel no mundo, paternidade e a consciência da morte permeiam todo o filme, até mesmo oportunizando algumas reviravoltas estimulantes.

Porém, claro, ainda estamos falando de um filme de ação com ficção-científica. A Guerra do Amanhã traz diversos momentos pulsantes e realmente assustadores antes mesmo de apresentar seus monstros alienígenas. Quando, de fato, testemunhamos o visual dos vilões em toda sua glória o trabalho de concepção das criaturas é bem eficaz o filme passa de uma espécie de No Limite do Amanhã e ganha ares de Cloverfield.

Embora usufrua de um conceito do gênero que, não importa quanto tempo passe, o espectador vai sempre achar interessante viagem no tempo A Guerra do Amanhã é certeiro ao evitar apresentar ideias que confundam ou atrapalhem a compreensão da história. O roteiro de Zach Dean é simples e não deseja tornar o filme mais complexo do que ele de fato é.

Chris McKay, que também dirigiu LEGO Batman: O Filme, segura bem as rédeas até certo ponto, conduzindo o filme com doses certeiras de ação e dramaticidade até o terceiro ato, quando ele derrapa.

Ao levar Dan e um conjunto de personagens para um deserto gelado da Rússia, McKay e Dean cometem o erro grotesco de colocar em perigo uma série de pessoas com a qual o público não se importa. Há uma gama de personagens coadjuvantes que você sequer se lembra porque estão ali, já que o filme não fez questão de apresentar arcos sólidos para cada um deles. Aparentemente tendo consciência disso, o longa deixa as emoções finais nas mãos de dois personagens significativos, dando à trama um final satisfatório.

Mesmo que não acerte o tempo todo, A Guerra do Amanhã ainda é uma aventura empolgante e emocionante, se destacando como um entretenimento sólido no meio do mar de conteúdos das plataformas de streaming.

Nota: 3,5/5

O que achou do filme? Não deixe de comentar!

Imagem de perfil
sobre o autor Evandro Lira

Editor, bacharel em Cinema e Audiovisual, bruxo nascido trouxa, filho dos filhos do átomo, mestre dos quatro elementos, fã de mais coisas do que deveria, frequentemente falando sozinho no Twitter. Segue: @evandroslira