Capa da Publicação

Criador do Thanos temeu que Vingadores: Guerra Infinita fosse como Liga da Justiça

Por Cristiano Rantin

Jim Starlin, criador do Thanos e autor de Desafio Infinito, que serviu de inspiração para Vingadores: Guerra Infinita, teve medo de que o filme do MCU fosse ter um destino parecido com Liga da Justiça. O longa de Zack Snyder que acabou sendo finalizado por Joss Whedon foi detonado pelos fãs, que ficaram frustrados com muitas decisões do estúdio e como os personagens foram retratados no longa.

Em uma entrevista para o ComicBook, Starlin falou sobre seus receios e como ele se sentiu com o projeto da Marvel. Ele disse:

“Eu tive alguns momentos ruins pouco antes da estreia de Guerra Infinita. Eu havia ido até o set de filmagens para gravar uma participação especial e então conversei com os dois roteirista, Makus e McFeely, e um pouquinho com Joe Russo. Em Guerra Infinita, eles tinham meia hora, que depois eles precisaram cortar, sobre o passado de Thanos. Simplesmente teríamos meia hora sem os Vingadores, aparentemente. Então eu pensei ‘Isso é bem legal’ e então, quando eu estava no avião, eu assisti o filme Liga da Justiça, e eles meio que só jogam o Lobo da Espete ali e, no fim, ele fica fazendo as coisas dele. Bem, isso meio que foi um filme ruim. Então um mês antes do lançamento de Guerra Infinita, Russo disse… Ele me avisou que eles tiveram que cortar meia hora de Thanos. E tudo que eu conseguia pensar era ‘Ó meu Deus, isso vai transformar o filme em Liga da Justiça.”

O medo de Starlin foi muito grande, especialmente porque ele lembrou da série dos anos 1966 do Batman, e como isso teve um impacto na percepção do público sobre o personagem por várias décadas.

“Eu simplesmente tinha Bob Kane na minha mente o tempo todo, porque lá nos anos 1960 eles fizeram esse Batman que era muito ruim, era muito caricato, e era a antítese do que Bob havia criado. Mas ele tive um pouco disso, com toda essa coisa do Batman. Ele havia feito um acordo muito bom que os outros não haviam conseguido, então eu imaginei ele tendo que dar entrevistas e dizendo que amava [a série]. Eu pensei ‘Eu vou estar nessa mesma maldita posição. Eu vou ter que dar entrevistas e dizer, isso, eu amei. Isso é maravilhoso, é incrível.’ Enquanto o meu coração diz ‘Oh, isso é uma merda!'” 

Ele continuou, explicando como ele começou a ensaiar o que diria nas entrevistas:

“Então eu estou na fila da pré-estreia e estou praticando ‘eu amei. eu amei. eu amei.’ três minutos no filme, antes mesmo do Hulk aparecer, eu penso ‘Ei, eu não vou ter nenhum problema com isso. Isso vai ser algo que eu vou dizer que amei com tranquilidade e vai ser verdade.’ E foi o que aconteceu. Eu realmente foi o quadrinista mais sortudo que há,” revelou. “Eles foram incríveis com os meus personagens todas as vezes.” 

Veja também:

Imagem de perfil
sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Twitter e Instagram: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"