Criador do Justiceiro diz que cancelar todas as HQs de heróis salvaria a indústria dos quadrinhos

Capa da Publicação

Criador do Justiceiro diz que cancelar todas as HQs de heróis salvaria a indústria dos quadrinhos

Por Cristiano Rantin

Gerry Conway, criador do Justiceiro, acredita que a única forma de salvar a indústria das HQs seria cancelar todos os quadrinhos de super-heróis.

O autor de pronunciou nas redes sociais e explicou sua teoria em detalhes, defendendo que novos leitores são deixados de lado em detrimento dos fãs de HQ de longa data, o que seria um erro que, eventualmente, vai acabar matando este mercado.

Em seu Twitter, Conway disse:

Por vários motivos, as editoras tem definido a audiência primária dos quadrinhos mais populares, focando em fãs de longo prazo e colecionadores em potencial. Portanto, temos longas continuidades focadas nos fãs, ‘eventos’ tri-anuais, reboots, capas variantes destinadas aos colecionadores, etc. Cada uma dessas estratégias de marketing é designada *apenas* para chamar atenção dos leitores que já são fãs.” 

Ele continua:

Até mesmo os reboots, cuja intenção é oferecer um ponto de ‘recomeço’ para os novos leitores, na verdades exigem uma familiaridade com as iterações antigas [das histórias] para ser interessante. Novos leitores não são bem-vindos na estratégia criativa que existe nestas duas editoras mais populares [Marvel e DC Comics] – Na verdade, novos leitores são ativamente *desencorajado* pelas editoras, que continua em sua perseguição dos que já são leitores. O clubinho está fechado. Mantenham distância.” 

Assim, Conway só vê uma alternativa para salvar o mercado dos quadrinhos: Cancelar tudo. Ele explica:

Eu cancelaria toda HQ de super-herói que existe, e publicaria uma nova linha limitada para leitores medianos, simplificando os personagens e histórias, eliminando todo ‘evento’ que exigiria mais do que uma familiaridade com a continuidade básica. Faria umas 10 ou 15 edições.” 

Nos planos dele, os leitores de longa data não ficariam desamparados, mas deixariam de ser o foco:

Para os leitores já existentes, eu ofereceria um graphic novel separada, e mais cara, com quaisquer tramas adultas que os criadores e os leitores querem explorar. Mas isso seria separado. Não algo mensal. Não algo popular. E eu faria *tudo* que fosse possível para colocar os quadrinhos mensais em supermercados, teatros, e as grandes redes de mercados como Walmart, Target e Costco, e ofereceria eles através dos serviços de assinatura da Amazon. Eu investiria em toda alternativa de distribuição possível.” 

E ai, você acha que isso funcionaria? Concorda com a opinião dele? Comente!

Imagem de perfil
sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação Social pela UEL • Twitter: @ChrisRantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"