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X-Men: Fênix Negra – Supervisor fala sobre os planos originais da transformação de Jean Grey!

Por Gus Fiaux

X-Men: Fênix Negra pode ter sido uma despedida bem aquém do que os fãs da franquia esperavam, mas ainda trouxe alguns detalhes interessantes para a saga dos Filhos do Átomo na Fox. Um dos detalhes mais importantes do longa foi seu uso de efeitos visuais e computação gráfica, usada principalmente para o visual de Jean Grey.

Recentemente, o supervisor de efeitos visuais (VFX) do filme, Greg Butler, deu uma entrevista ao io9, onde explicou como se deu o processo de alteração e modificação durante a construção do CGI do filme. De acordo com ele, a equipe acabou optando por produzir detalhes menores em vez de grandes efeitos para demonstrar super-poderes e outras criações sobre-humanas.

“Quando precisávamos fazer algo sobrenatural que não podíamos negar, então movíamos para o estágio seis ou sete, onde há coisas visíveis acontecendo quadro-a-quadro. A maior coisa que percebemos durante esse processo, no entanto, é que era desafiador encontrar um equilíbrio entre as coisas realistas e suas qualidades sobrenaturais. Simon [Kinberg] nos fez testar coisas que ficavam muito chamativas ou muito sutis. Conforme tentamos equilibrar isso, acabávamos parando o filme para mudar os níveis, e então acabamos nos livramos de muita coisa dos níveis mais altos porque percebemos que podíamos trazer essa grandiosidade sem perder os olhos de Sophie [Turner].”

Ele cita como maior exemplo os efeitos usados para compor o visual da Fênix. Originalmente, a equipe de VFX pretendia usar um efeito de desmolecularização no rosto da personagem, mostrando ela se “desfazendo” aos poucos em decorrência da presença cada vez mais avassaladora da entidade cósmica em seu corpo:

“Nós nunca chegamos muito além no processo para saber se ficaria muito inumano ou irrealista. Eu não sei quem pediu para que não fizéssemos isso, se foi do estúdio, do diretor ou até mesmo nós olhando para aquilo e dizendo: ‘é isso mesmo que queremos fazer?’ Em algum ponto, tínhamos dez cenas seguidas com diálogos. Com o efeito de desmolecularização, ninguém conseguia entender o que Jean estava dizendo. Não importa como era o visual, havia muita coisa para o público se focar.”

Butler finalizou explicando o que foi feito para que as cenas se tornassem menos distrativas. Basicamente, o efeito que eles usavam no rosto de Jean Grey foi transferido para os cenários ao seu redor, mostrando como Jean estava não apenas se alterando, mas também manipulando toda a energia e matéria ao seu redor:

“Então, em vez disso, nós tiramos o efeito de desmolecularização e colocamos no plano de fundo, em vez de colocar o foco em Jean. O que costumava acontecer em seu rosto começou a acontecer nas paredes, por exemplo. A realidade atrás dela estava se repartindo e se reformando por conta da energia que surge de Jean, que por sua vez está manipulando matéria em um nível molecular.”

Curiosamente, mesmo com tantos problemas na produção e uma série de regravações, os efeitos visuais do filme até são decentes – com exceção da batalha final, que teve que ser inteiramente regravada. É interessante notar esse processo de construção nos filmes, já que há um grande trabalho desde o roteiro até o produto final que é apresentado nos cinemas.

 

Falando em efeitos visuais, fique com imagens que mostram o antes e o depois do CGI no filme:

X-Men: Fênix Negra chega às lojas em DVD Blu-Ray em breve.

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux