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Vingadores: Ultimato – Quando um filme marca vidas!

Por Raphael Martins

Em um determinado momento da vida, há um acontecimento que define todo o resto de uma existência inteira, para o melhor e para o pior. Isso é verdade na ficção, como nas nas histórias de origem de nossos heróis preferidos, e é verdade na realidade. Quando acontece, memórias preciosas são criadas, vidas são marcadas e às vezes até destinos inteiros são modificados. Quem já viveu isso na pele sabe bem a sensação.

Esse momento vem em várias formas e tamanhos. Pode ser um show do seu artista preferido, uma aprovação numa faculdade importante, uma HQ com uma história memorável ou um grande evento cinematográfico, algo construído cuidadosamente ao longo de muitos anos, como uma escultura de mármore, para culminar de uma maneira explosiva e emocionante, entrando na memória para nunca mais sair.

Logicamente, eu não poderia estar falando de outra coisa senão Vingadores: Ultimato, o filme mais aguardado pelo público geek em muitos anos, talvez décadas. E ele tem tanto potencial de mudar vidas e, porque não dizer, o mundo, quanto outros que vieram antes dele.

Os heróis de Ultimato reunidos para sua última batalha: muito mais que só um filme

Embora seja a bola da vez, os filmes da Marvel não foram a única série do cinema a causar esse tipo de comoção ao redor do mundo, de um jeito que até mesmo o mais normal dos descolados se renderia e entraria na onda. Quem viveu o suficiente para ser nerd/geek nos anos 80 deve estar sentindo novamente algo muito similar ao que aconteceu naquela época com uma outra franquia, que inclusive se mantém extremamente popular até hoje: Star Wars.

Uma Nova Esperança começou a febre e O Império Contra-Ataca a consolidou. Então, quando O Retorno de Jedi estava prestes a chegar para terminar de contar a história (pelo menos por enquanto), a expectativa não podia ser maior. Crianças falavam sobre isso na escola, adultos discutiam suas teorias no trabalho e a televisão mainstream noticiava a movimentação dos fãs nas filas de cinema muito antes dos amantes de cultura pop terem ao menos a alcunha de “nerds“, quem dirá serem bem aceitos pela sociedade. Star Wars, de uma certa maneira, começou toda essa febre de filmes-evento. E, como tal, marcou a vida de muita gente.

Quantos novos fãs nasceram ao longo da trajetória da trilogia clássica nos cinemas? Quantas pessoas escolheram suas profissões como atores, cientistas e um sem número de opções baseado no que viram na tela grande? Quantos grandes diretores de cinema surgiram no exato momento em que a tela mostrava um destróier imperial em perseguição à pequena Tantive IV, onde estava princesa Leia? Você nem precisa pesquisar muito a fundo para saber que não dá para contar nos dedos. Essas pessoas  acabaram mudando vidas, e ao fazerem isso, mudaram o mundo. E talvez o MCU seja o Star Wars dessa geração.

Fãs de Star Wars fazem fila para acompanharem o fim da trilogia: toda uma nova geração de Hollywood estava nas filas para o filme

Se hoje nós temos os filmes de super-heróis feitos da maneira que são, com amor, esmero e de fã para fã, foi porque há muitos anos, profissionais como Stan Lee, Jack Kirby e muitos outros encantaram gerações de crianças com suas histórias em quadrinhos mostrando personagens que, apesar de super-poderosos, eram cheios de falhas como qualquer um de nós.

Rolava uma identificação difícil de passar despercebida, e antes que se dessem conta, essas crianças se tornavam adultas e continuavam amando aquelas histórias. Adultos trabalhando na indústria do cinema, sonhando com a oportunidade de tornarem reais o que um dia viram nas páginas coloridas dos capítulos mais especiais de suas vidas.

Vingadores: Ultimato não é só a culminação de 11 anos, 22 filmes e muita história. Também é o ponto mais alto das vidas de roteiristas, diretores e profissionais apaixonados que fizeram com que isso se tornasse realidade. E, é claro, os fãs estão inclusos nisso. Foram eles que lotaram cinemas ao redor do mundo e fizeram bilhões de dólares em bilheteria, abrindo os olhos dos estúdios para o que antes era encarado como nicho e transformando esse gênero no mais rentável da indústria há mais de uma década.

É esse tipo de ligação emocional, algo que não pode ser forçado ou arquitetado com a precisão de uma máquina por engravatados de estúdio, que faz com que pessoas à beira da morte tenham como último pedido assistir a um filme antes que sua hora chegue. Que faz com que vários cinemas criem sessões gratuitas para que crianças de baixa renda possam se divertir e se identificar. Isso não é algo que acontece todo dia, e está acontecendo agora. Vocês viveram para ver isso acontecer.

Vocês conseguem sentir a energia contida nessa foto? Se sim, estão no caminho certo

Para milhões de pessoas que acompanharam todas essas aventuras por todos esses anos, este pode ser o momento da verdade, o momento de criar aquela memória especial que vai durar para o resto da vida e que, por que não, vai mudar seus destinos. O seu destino. Mesmo que ela não seja perfeita e tenha suas falhas.

Os amigos que você fez pelo caminho, os acontecimentos que moldaram sua personalidade no intervalo de tempo em que essas histórias foram contadas, as decepções que você sofreu, as lições que aprendeu, tudo isso foi embalado com as aventuras de Tony Stark, Steve Rogers, Thor e seus companheiros superpoderosos, se tornando parte íntima do contexto histórico da sua vida.

A nova geração de roteiristas, diretores e futuros astros e estrelas dos filmes de heróis do futuro, as futuras mentes brilhantes inspiradas por Tony Stark que tornarão mais próxima da realidade a tecnologia usada por ele, essas pessoas podem estar bem aí do seu lado, na fila para assistir Ultimato. E você pode muito bem ser um deles.

Nem sempre um filme é só um filme. Às vezes ele é a lembrança mais querida de uma vida e o ponto de partida para um mundo totalmente novo. Depois de Ultimato, isso vai demorar bastante para acontecer. Mas não fiquem tristes: vai acontecer de novo, passe o tempo que passar.

Veja também vários pôsteres belíssimos do filme:

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sobre o autor Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael