[CRÍTICA] The Witcher 3: Wild Hunt – Caçando monstros por dinheiro no Switch!

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[CRÍTICA] The Witcher 3: Wild Hunt – Caçando monstros por dinheiro no Switch!

Por Raphael Martins

FICHA TÉCNICA

 

Estúdio: CD Projekt Red/Saber Interactive

Distribuidora: WB Games

Plataforma: Nintendo Switch

Data de lançamento: 15 de outubro de 2019

Gênero: Action RPG

Modos: Single Player

Quatro anos depois de seu lançamento original no PlayStation 4, Xbox One e PCs, se transformando numa máquina de ganhar prêmios e colocando o estúdio polonês CD Projekt Red de vez no mapa, The Witcher 3: Wild Hunt chega ao Switch em toda a sua glória, devidamente adaptado para as limitações do console híbrido da Nintendo.

A nova versão chamada The Witcher 3: Wild Hunt – Complete Edition, traz todos os DLCs lançados para o game, além das expansões Heart of Stone e Blood and Wine, que deixam o jogo, que já era grande, ainda maior. A boa notícia é que a CD Projekt Red e a Saber Interactive, que ajudou a publisher polonesa com a adaptação, fizeram um bom trabalho e entregaram uma experiência grandiosa, guardadas as suas devidas proporções, é claro.

Geralt e Carpeado encaram os perigos de uma floresta na versão para o Switch

Ao falarmos sobre The Witcher 3 para o Switch, a primeira coisa que precisamos compreender é que não deve ter sido nada fácil portar um game massivo como este para o console. O Switch não tem um hardware que possa competir com o PS4 ou o Xbox One, essa nunca foi sua pretensão. Dito isso, os estúdios fizeram o melhor que puderam para que o game pudesse ser portado de forma decente no console, e nisso eles não falharam.

A jogabilidade é tão sólida, intuitiva e responsiva quanto é em qualquer outra plataforma para a qual o jogo tenha saído. É claro que a sensação de jogá-lo no Dual Shock 4 da Sony é bem diferente da que temos com o controle do Switch na mão, mas o game funciona. Tanto com a configuração da localização dos botões no modo portátil quanto no controle propriamente dito quando o console está em seu dock, o game é gostoso de se jogar.

Ele veio devidamente localizado em português, assim como era nas outras plataformas para onde saiu. Um jogo totalmente em português, com dublagem e tudo, é coisa rara no Switch, já que a Nintendo não fazia isso nem quando tinha representação oficial no Brasil.

Novigrad também está presente no Switch

Mas a preocupação de quem já jogou antes e queria dar um confere na versão de Switch é uma só: como um game massivo como The Witcher 3 performa? Bem, jogá-lo no modo portátil e em tela cheia são experiências visuais um pouco diferentes.

Rodando a 1080p no PlayStation 4, o jogo teve a resolução reduzida no Switch, o que pode fazer o público mais ligado em gráficos chiar. Na tela pequena, a resolução cai para 540p, mas entrega um resultado satisfatório e passa tranquilo. É na tela grande que se nota a grande diferença gráfica, com o game rodando a 720p.

Embora Geralt e os demais personagens continuem com seus 30 mil polígonos, os gráficos estão visivelmente “embaçados”, um sacrifício necessário para comportar o game no Switch e garantir sua jogabilidade. Isso chega a incomodar um pouco, principalmente nos closes nos personagens, que contam com menos detalhes. Entretanto, todos os elementos visuais presentes nas outras versões, como os movimentos da água, reflexos e efeitos de luz e sombra, estão lá.

Tanto no Dock quanto no modo portátil, há quedas de frames em algumas cutscenes. Apesar desses contras, é visível o esforço da CD Projekt Red de entregar a melhor experiência possível no Switch, sendo seguramente um jogo recomendado para os felizes proprietários do console.

Na tela grande, os gráficos estão um pouco borrados e menos detalhados, um sacrifício necessário para que o jogo fosse portado no Switch

The Witcher 3: Wild Hunt para o Switch é mais indicado para quem tem apenas o híbrido como console ou para quem quer ter a experiência de explorar o mundo aberto do game e encarar seu perigos em qualquer lugar. Para os padrões do console, é uma experiência excelente e há de se tirar o chapéu para a CD Projekt Red e a Saber Interactive, que conseguiram adaptar um jogo enorme como esse, incluindo todas as suas DLCs e expansões, em um cartuchinho de 32gb. Um verdadeiro milagre.

Embora tenha suas limitações, o game continua tão bom de se jogar quanto sempre foi, entregando uma história envolvente, jogabilidade excelente e um mundo aberto gigantesco para se descobrir e se explorar.

Dito isso, The Witcher 3: Wild Hunt – Complete Edition 4,5 lobos da LH! Ele não é perfeito e teve lá suas concessões para poder existir, mas a aventura vale. Pode jogar sem medo!

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sobre o autor Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael