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Senador americano quer acabar com a prática de Loot Boxes e microtransações nos games!

- – Agora o negócio ficou sério!

Por Raphael Martins → Muito se tem falado sobre a prática, por vezes exploratória, de microtransações em jogos de vídeo game. Essa reclamação não é nova, mas ganhou uma repercussão ainda mais forte após a polêmica envolvendo o jogo Star Wars Battlefront II, onde os jogadores eram obrigados a gastar quantidades consideráveis de dinheiro real para conseguirem armas melhores e até personagens básicos, que já estavam presentes desde o começo no primeiro jogo.

As Loot Boxes, como são chamadas as caixas misteriosas contendo itens desconhecidos, se tornaram comuns em games online nos últimos anos. As tais caixas podem oferecer aos jogadores itens cosméticos ou de progressão, podendo ser conseguidas com dinheiro do jogo ou com dinheiro real, sendo essa última opção bem mais rápida e menos trabalhosa, mas também a mais problemática.

O problema é que as Loot Boxes são um mistério e o jogador não sabe o que vai ganhar, precisando comprar ainda mais caixas até conseguirem aquele item necessário para finalmente conseguirem se dar melhor no ambiente do jogo. Essa prática de usar dinheiro real para comprar itens que deixam os personagens mais fortes é chamada de pay-to-win (ou “pague para vencer”) e é fortemente criticada pela comunidade online.

Agora foi a vez dos políticos americanos entrarem na jogada. O senador republicano Josh Hawley, do estado do Missouri, apresentou ao senado um projeto de lei para banir todo tipo de microtransações explorativas, incluindo as Loot Boxes e outros sistemas de pay-to-win, pelo menos em jogos para menores de idade.

Em um anúncio oficial, o político declarou:

“Redes sociais e vídeo games se alimentam do vício do usuário, desviando a atenção dos nossos filhos do mundo real e extraindo lucros por promoverem hábitos compulsivos. Não importam as vantagens dos modelos de negócio da indústria da tecnologia, uma coisa é clara: não há desculpa para explorar crianças através dessas práticas. Quando um jogo é projetado para crianças, as desenvolvedoras não deveriam permitir a monetização do vício. E quando crianças jogam games projetados para adultos, elas devem ser protegidas de microtransações compulsivas. As desenvolvedoras de jogos que exploram crianças intencionalmente devem encarar consequências legais.”

A ideia do senador Hawley não é nova. No ano passado, uma outra senadora americana pediu que o órgão Federal Trade Comission investigasse a prática de Loot Boxes. Países como a Bélgica já entraram com leis para remover a prática dos jogos distribuídos na região.

Os próprios jogadores também estão atacando impiedosamente essas práticas abusivas na internet, e isso está se refletindo nas vendas desses jogos, atingindo as empresas e as desenvolvedoras aonde dói mais: no bolso.

O que você acha do projeto do senador? Deixem seus comentários!

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Fonte: CBR

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sobre o autor Raphael Martins

Já fui um pouco de tudo: apresentador de TV, repórter, roteirista e hoje sou redator nesse noblário site. Gosto de longas caminhadas na praia, HQs, games, tokusatsu, cinema e filé com fritas. Você pode trocar uma ideia comigo e me ver reclamar da vida no Twitter @aqueleraphael