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John Wick – Não era só por um cachorrinho!

Por Guilherme Souza

Vingança sempre foi um bom combustível para filmes de ação, mas nos últimos anos, conhecemos um dos personagens mais vingativos das telonas, o implacável assassino John Wick.

No primeiro filme da franquia (chamado no Brasil de “De Volta ao Jogo”), acompanhamos a história de um homem cuja esposa recém falecida lhe deixou um cachorrinho, como símbolo de recomeço e uma indicação de que ele deveria seguir em frente após a morte dela, porém o dócil filhote acabou sendo brutalmente assassinado na frente de Wick por um grupo de bandidos.

Acontece que aqueles bandidos não eram bandidos comuns, já que o líder do grupo era Iosef Tarasov, filho de Viggo Tarasov, chefão de uma poderosa família do crime em Nova York, mas para infelicidade do jovem Iosef, John Wick também não era um homem comum, na verdade, seu pai sabia muito bem quem ele era.

Antes de se casar, Wick era um habilidoso assassino, que inclusive, trabalhou para o próprio Viggo, tendo cumprido para ele um serviço que lhe serviu como aposentadoria da vida de assassino. Além de terem assassinado o cachorro de Wick, Iosef e seus amigos também roubaram o carro do antigo assassino, o que era mais um motivo para que ele se vingasse dos agressores.

Daí em diante, começou a jornada de um dos personagens mais brutais e eletrizantes do cinema, uma jornada sangrenta e recheada de muita ação de tirar o fôlego. Ainda no primeiro filme, conhecemos um pouco mais da Ordem dos Assassinos na qual John fazia parte, incluindo até mesmo uma rede de hotéis chamada Continental, que atendia exclusivamente às necessidades dos assassinos.

Obviamente, existiam regras dentro dos hotéis, a fim de preservar a civilidade e o respeito entre os hóspedes, sendo a principal delas, a proibição de cometer execuções dentro das dependências do hotel.

Em seu segundo filme, vimos o universo de John Wick se expandindo ainda mais e dando mais substância para as ações que o personagem realizou anteriormente. Apesar de sabermos que Wick era um dos melhores assassinos do mundo, antes de se aposentar, o passado do personagem era algo extremamente subjetivo e de acordo com o que já vimos em outros filmes similares, você não pode simplesmente deixar de ser um assassino.

Assim, mais uma vez, Wick deve colocar suas habilidades à prova. Diferente do filme anterior, dessa vez, John precisa cumprir um pacto que selou anos atrás com Santino D’Antonio, o homem que o ajudou a concluir sua última missão antes de se aposentar. Acontece que a dívida cobrada por D’Antonio era também uma armadilha para Wick, que veria sua vida sendo virada de cabeça para baixo e se tornando o homem mais procurado do mundo.

O segundo filme deixou ainda mais evidente a força e o poder de Wick, que além de ser um atirador de extrema habilidade, também era mestre no combate corpo a corpo, sendo praticamente um Batman sem a capa e o capuz. Fica claro que ele não precisa de equipamentos especiais para matar seus inimigos, conseguindo se defender até mesmo com um simples lápis, o que é impressionante.

Apesar dos absurdos e exageros, John Wick eleva os filmes de ação a um novo patamar e cria uma tendência que passou a ser replicada em outros filmes do gênero. No terceiro filme da franquia, vemos tudo o que foi apresentado nos filmes anteriores se tornando algo ainda mais grandioso e irreal, contudo, as reações do público mostram que a fórmula deu certo e que isso trouxe respiro e frescor para uma vertente do cinema que demonstrava um certo esgotamento.

Não sabemos por quanto tempo o ilustre (e aparentemente imortal) Keanu Reeves continuará dando vida à Wick, mas o ator conseguiu elevar o nível novamente e assim como fez em Matrix, imortalizou mais um grande personagem no panteão de brucutus Hollywoodianos, mesmo não sendo ele mesmo um brucutu.

Fique com imagens de John Wick 3 – Parabellum em nossa galeria:

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