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Desenterrando um Clássico – O Máskara!

- – Uma dose de nostalgia para você!

Por Evandro Lira O ano de 1994 foi responsável por alçar ao imaginário popular um dos nomes que mais fizeram a cara da comédia da década de 90. Sim, estamos falando de Jim Carrey. Naquele ano, foram lançados três filmes protagonizados pelo astro, e entre eles estava o muitíssimo popular O Máskara.

O longa adapta uma série de quadrinhos criada pelos artistas Doug Mahnke e John Arcudi, publicada pela Dark Horse Comics no início dos anos 90. A trama da HQ se concentra na história de uma máscara sobrenatural que concede superpoderes aos usuários ao custo de sua sanidade e o caos inevitável. Seu tom era totalmente sombrio e repleto de violência gráfica, algo que inicialmente seria incorporado na versão dos cinemas.

Ainda no desenvolvimento, a New Line tinha a intenção de transformar O Máskara em uma nova franquia de terror, queriam mais precisamente contar a história de um criador de máscaras que tirava rostos de cadáveres para colocá-los em adolescentes e transformá-los em zumbi.

Mas se você já assistiu ao filme dirigido por Chuck Russell, você deve saber que ele está mais para uma comédia romântica repleta de humor físico do que qualquer outra coisa. E o responsável por isso foi exatamente Russel, que junto com o roteirista Mike Werb decidiu dar uma cara divertida ao filme.

O Máskara foi um verdadeiro sucesso de bilheteria, acumulando mais de 350 milhões de dólares em todo o mundo e se tornando a segunda maior arrecadação de um filme baseado em quadrinhos, atrás apenas do Batman de Tim Burton. Beneficiado principalmente pela então paixão recente do público por Carrey, O Máskara acabou se tornando sinônimo de Jim Carrey, sendo simplesmente impossível não enaltecer o trabalho incomparável da estrela ao falar do filme.

Carrey era sempre mencionado como um dos pontos altos do filme, ganhado destaque até mesmo em premiações como o Globo de Ouro. Seu humor físico, que lembra os grandes clássicos da comédia na era silenciosa do cinema, foi perfeito para dar todo o charme necessário à figura escandalosa do Máskara. Na trama, Carrey vive Stanley Ipkiss, um homem inseguro que trabalha no banco local de Edge City, e que é frequentemente feito de bobo por todos ao seu redor, até um dia em que acha uma máscara misteriosa que lhe concede poderes e uma personalidade travessa.

A atuação de Carrey como o “loser” Stanley já nos dá motivos de sobra para gargalhadas, mas é quando ele se transforma no excêntrico homem da máscara verde que tudo se transforma em um abundante caos absurdo muito bem-vindo. Normalmente tímido, quando Stanley põe a máscara, ele passa a ser o oposto. Sem nenhum filtro, ele vira um homem hiperativo e de uma elasticidade de dar inveja.

Um dia, Stanley se apaixona por Tina, uma mulher que vai ao banco para gravar o ambiente a fim de ajudar o seu namorado gângster a preparar um assalto. Essa jovem adorável e sensual é interpretada por ninguém menos que a musa Cameron Diaz.

Aquela era a estreia de Diaz no cinema, e com apenas 22 anos, dá para dizer que a americana chamou bastante atenção. Fazendo o papel da mulher irresistível que de alguma maneira sentia alguma atração pelo protagonista pateta, a personagem acaba sendo sexualizada em boa parte do seu tempo de dela, algo que na época não era visto como um problema. Ao lado de Carrey, a atriz protagonizou algumas das cenas mais marcantes do filme, como a da dança no Clube Coco Bongo.

Grande parte do burburinho de O Máscara girava em torno também dos efeitos visuais que permitam o desajeitado Sntaley Ipkiss se transformar naquele misto de super-herói com Looney Tunes. Os efeitos de computação gráfica foram realizados pelo pessoal da Industrial Light & Magic, empresa de George Lucas que produziu franquias de sucesso como Star Wars, Jurassic Park, Harry Potter e até Os Vingadores.

O trabalho ficou incrível, e rendeu à equipe uma indicação ao Oscar. Até mesmo hoje, 25 anos depois, os efeitos cartunescos do filme soam impressionantes e divertidos.

O Máskara é aquele tipo de filme que mesmo se passado tantos anos desde sua estreia – e o filme é evidentemente uma produção dos anos 90 – ainda guarda um certo encanto e personalidade dignos de um filme que merece ser revisitado. Quer um pouco de nostalgia para o seu fim de semana? O Máskara está disponível na Netflix!

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sobre o autor Evandro Lira

Bacharel em Cinema e Audiovisual, potterhead das antiga, filho dos filhos do átomo, fã de mais coisas do que deveria, frequentemente falando sozinho no Twitter. Segue: @evandroslira