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[CRÍTICA] Malévola: Dona do Mal – Tematicamente despretensioso, mas entretenimento garantido!

Por Evandro Lira

Sequência do filme de 2014, Malévola: Dona do Mal chega trazendo Angelina Jolie mais uma vez na pele da icônica vilã da Disney. Agora, ela divide tela com outro peso pesado de Hollywood: Michelle Pfeiffer. O que nós achamos do mais novo lançamento, você confere lendo nossa crítica!

Ficha Técnica

Título: Malévola – Dona do Mal

Direção: Joachim Rønning

Roteiro: Linda Woolverton, Jez Butterworth, Micah Fitzerman-Blue, Noah Harpster

Ano: 2019

Data de lançamento: 17 de outubro (Brasil)

Duração: 111 minutos

Sinopse: Após aceitar se casar com o Príncipe Phillip, Aurora é imediatamente acolhida pela rainha, sua futura sogra, como se fosse sua própria filha. Revoltada, Malévola se opõe ao reino e reúne novos aliados para proteger as terras mágicas que compartilham.

Malévola: Dona de Mal chega aos cinemas nesta semana em uma estreia discreta – muito diferente do estrondoso lançamento do primeiro filme lá em 2014. Mas diferente daquele, este longa é um pouco mais bem resolvido na hora de contar sua história de forma despretensiosa e mais divertida.

Aqui, Angelina Jolie retorna com suas maçãs do rosto afiadas, seu batom vermelho vivo e seus chifres característicos da fada conhecida por ser a bruxa perversa de A Bela Adormecida. Mas apesar de sua reputação e também do que o subtítulo do filme sugere, Malévola está longe de ser uma figura malvada. Nesta sequência, ainda mais que no primeiro filme.

Seu principal dilema quando a projeção começa parece mais simples e identificável que nunca: ela terá que conhecer os pais de Phillip (Harris Dickinson), o noivo de Aurora (Elle Fanning). E se você bem lembra, a relação de Malévola com humanos não é das melhores, uma vez que ela foi cruelmente traída por um deles quando jovem, carregando essa mágoa pelo resto da vida. 

Se há alguma dúvida de que esse encontro vai dar errado, ela rapidamente se transforma em certeza a partir do momento em que conhecemos a Rainha Igrith, vivida por Michelle Pfeiffer. A monarca parece interessada demais em receber Malévola e desde cedo já fica perceptível que suas intenções não são das melhores. Enquanto isso, Malévola parece disposta a fazer daquele um encontro civilizado, ainda que sua paciência não seja das maiores.

Quando os temperamentos implodem no jantar, o Rei John (Robert Lindsay) é misteriosamente amaldiçoado e Malévola se vê obrigada a fugir do castelo, deixando Aurora e se refugiando numa ilha repleta de fadas iguais a ela. A partir disso, a Rainha Igrith resolve travar uma verdadeira guerra contra o Reino dos Mouros, a terra das criaturas mágicas protegidas por Malévola e Aurora.

Toda essa primeira parte do filme é beneficiada especialmente pela entrega de Angelina Jolie, que oferece à personagem uma faceta genuinamente cômica ao mostrar Malévola ainda tendo dificuldade de se livrar da “máscara” de malvada. 

Aqui, assistimos a protagonista ganhar um escopo mais humano e fortalecer suas relações, como com o seu servo fiel, Diaval (Sam Riley), e com alguns novos personagens, interpretados por Chiwetel Ejiofor e Ed Skrein.

Dirigido pelo norueguês Joachim Rønning, que já se aventurou por outro live-action da Disney (Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar), Malévola: Dona do Mal assume um papel em escala ainda maior que o primeiro dirigido por Robert Stromberg. Aqui, a vilania de Igrith guarda consequências ainda maiores para Malevola, Aurora e todas as criaturas mágicas. Por isso, visualmente, o novo filme é ainda mais bem trabalhado.

As cenas que trazem um cenário grandioso semelhante a um ninho de pássaro são deslumbrantes, e o clímax frenético oferece cenas de ação menos confusas e mais iluminadas que a do longa de 2014.

No entanto, sejamos justos. O primeiro filme flertava com alguns assuntos mais pesados e complexos, envolvendo metáforas de agressão sexual, por exemplo. Sua sequência, no entanto, vem disposta a agradar mais pela sua leveza e fantasia épica do que pelas entrelinhas da sua narrativa.

Mesmo que o filme não ressoe na sua memória por muito tempo depois que sair da sala, o carisma das veteranas Angelina Jolie e Michelle Pfeiffer – que por sinal contracenam bem menos do que a gente gostaria – atrelados ao charme dos jovens atores Elle Fanning, Harris Dickinson e Sam Riley, são o suficiente para fazer as duas horas de filme passarem voando. Malévola: Dona do Mal é entretenimento garantido.

 

Na galeria abaixo, fique com mais imagens do filme:

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sobre o autor Evandro Lira

Bacharel em Cinema e Audiovisual, potterhead das antiga, filho dos filhos do átomo, fã de mais coisas do que deveria, frequentemente falando sozinho no Twitter. Segue: @evandroslira