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[CRÍTICA] Children of Morta – RPG e Pixel Art em suas melhores formas!

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Por Leo Gravena Children of Morta é um RPG de história extremamente artístico. Focado na família Bergson, você tem seis personagens jogáveis, cada um com um estilo diferente de armas, com pontos fortes e fracos diferentes. O jogo já havia sido lançado em 13 de setembro para PC e em 15 de outubro ele foi lançado para PS4 e Xbox One. No Nintendo Switch o jogo chega em 20 de novembro. 

Ficha Técnica: 

 

Desenvolvedora: Dead Mage Inc

 

Publicadora: 11 bit Studios

Children of Morta foi como quase todo jogo indie: você ouve falar dele, quando ainda está em desenvolvimento (no caso, o game estava no Kickstarter), se interessa e então, uma semana depois, se esquece completamente dele – até ver que ele está prestes a ser lançado.

O jogo chama atenção, principalmente pela sua arte. É impossível ver os visuais do jogo e não ficar imediatamente encantado com a qualidade técnica da arte pixelada , chamada de Pixel Art, que ele apresenta. Certamente é a melhor parte do jogo, que também traz uma história interessante e personagens adoráveis. 

Durante o jogo e sua progressão, as artes e cutscenes apresentadas apenas comprovam que o trabalho de direção de arte é o grande destaque de Children of Morta, obviamente um jogo não pode se basear apenas em arte, mas com Morta,a história é um complemento para o visual, e não há nada de errado nisso. 

Ao se falar de jogos, a jogabilidade, visual e história são os três pilares de um bom game, nesse caso, a jogabilidade não traz nada de inovador, apostando em elementos de RPG já conhecidos, mas de forma competente; a história tem um charme especial, os personagens tem personalidades diferentes e você se importa com eles, além disso, a voz calma e sábia do narrador te imerge completamente na trama.Mas o visual, o visual é justamente o que faz com que Children of Morta seja algo diferente, faz com que ele seja excepcional

Na trama somos apresentados à família Bergson, que deve lutar contra a Corrupção, uma força sombria que está destruindo seu lar, o Monte Morta. No jogo você pode jogar com seis personagens diferentes, cada um deles representando uma classe diferente.

  • John, o patriarca da família, é um Guerreiro que luta com uma espada e escudo;
  • Linda é a filha mais velha e artística de John e representa os Bardos, usando um poderoso arco e flecha; 
  • Kevin é o filho mais novo, ele é veloz e corajoso, sendo um Assassino que usa adagas; 
  • Mark é o filho mais velho e um Monge, utilizando ataques corpo-a-corpo; 
  • Lucy é a adorável filha mais velha de John e a mais habilidosa com magia, sendo uma Maga com poderosos ataques de fogo; 
  • Joey é sobrinho de John e um Lutador, usando um martelo para esmagar os soldados da corrupção.

Além deles, o jogo também traz outros personagens não jogáveis que fazem parte da família Bergson. Mary é a esposa de John e mãe de seus filhos, o Tio Ben é quem cria todas as armas da família e a  avó Margaret é uma poderosa maga que protege o Monte Morta.

Cada personagem também possui uma grande árvore de habilidades, algumas, inclusive, que podem ser compartilhadas com os aliados que estiverem jogando com você. Como o jogo permite o co-op local, se torna bastante necessário e divertido (além de mais fácil) jogar com alguém do seu lado. De acordo com os desenvolvedores, um modo de multiplayer online será lançado. 

Talvez o maior problema da história do jogo é como todas as situações de conflito familiares são resolvidas muito facilmente, os personagens possuem personalidades muito bem definidas, porém ao se relacionarem, tudo parece quase que morto, eles mal parecem interagir e quando isso acontece, é por muito pouco tempo.

O jogo também não tem medo de ser difícil. Jogando sozinho, você provavelmente vai morrer algumas vezes até conseguir enfrentar os chefes mais altos e, como é bem demorado para evoluir de nível, pode ser frustrante para quem só quer jogar e passar as fases o mais rápido possível para chegar ao final.

Além disso, verdadeiramente tenho a mínima noção de ideia de como faz para liberar os personagens. Após algumas horas e algumas mortes, a história avança e eles meio que simplesmente surgem para que você possa utilizá-los, sem muita explicação de como isso acontece, eles só aparecem.

Ainda assim, esses pequenos problemas não fazem com que o jogo perca muitos pontos. Mesmo com a gigantesca frustração de ter que enfrentar uma aranha gigante mais de 10 vezes, a arte compensa bastante e, no fim, jogar em dupla torna a experiência bem mais satisfatória, afinal, é um jogo sobre família e as pessoas que você quer ao seu redor.  

Com uma arte belíssima e de encher os olhos, Children of Morta é um RPG gostoso e interessante de se jogar, com uma história fechada e divertida, perfeito para passar o tempo e matar a saudade de tempos antigos.

Confira algumas imagens do jogo abaixo:

A avaliação do jogo foi feita no PS4.

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sobre o autor Leo Gravena

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