The Walking Dead: 8×09 – Desgraça avisada não dói menos!

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The Walking Dead: 8×09 – Desgraça avisada não dói menos!

Por Mike Sant'Anna

Neste domingo tivemos um episódio de The Walking Dead  que não achávamos que teríamos que ver, a morte de Carl Grimmes. Este episódio marcou o retorno da série após um longo período de hiato, o que deixou em muitos fãs aquela angústia, já que o episódio anterior tinha acabado justamente com a cena do Carl revelando a mordida. Ou seja, a gente passou alguns meses sabendo que quando a série voltasse, nós diríamos adeus para Carl Grimmes (tinha uma galera se enganando com umas teorias aí, mas tudo bem).

E já começamos esta análise dizendo que, ao contrário da maioria majoritária da temporada, este foi um episódio muito bom, mas não querendo parecer uma pessoa amargurada com a série – apesar de eu estar profundamente amargurado com ela esta temporada – era mais do que obrigação da AMC entregar um episódio de alto nível para nos despedirmos de Carl.

Logo nos primeiros minutos, nós vamos acompanhando uma sequência de cenas que vão preenchendo buracos das narrativas nos episódios anteriores. Mesmo que elas tenham sido úteis e até uma sequência supostamente bonita, me pareceu apenas um bando de cenas deletadas coladas uma trás da outra. Mas logo, logo, estávamos de volta aos trilhos na cronologia certa da série em uma divisão muito polarizada de dois núcleos narrativos. Um deles acompanhava Morgan e Carol dentro do Reino para resgatar o Rei Ezequiel, enquanto o outro núcleo acompanhava os últimos momentos de Carl no mundo.

Vamos primeiramente falar do núcleo do Reino e de como de fato o grupo de Rick se transformou em um bando de super-heróis, já que Morgan e Carol foram mais do que necessários para dizimar todo o grupo de Negan completamente armados até os dentes. A maior parte de mim nem sequer reclama muito disso, pois eu acompanhei a evolução destes dois personagens e é de certa forma algo legal de ver eles serem essa força imparável, mas não deixa de ser um pouco sem sentido.

Este núcleo focou principalmente em Morgan e como ele se transformava em algo completamente sombrio e quebrado. Em um dado momento do episódio eu achava que estava vendo Jason Vorhees no lugar do personagem. Mas é todo um arco que mostra a queda de Morgan, para quem sabe uma possível redenção do mesmo, quando ele sair da série, ou para que isso seja a motivação para sua saída, já que ele vai aparecer em Fear the Walking Dead.

A cena onde Morgan arranca friamente as entranhas de um dos soldados de Negan com as mãos,  foi um ponto marcante para mostrar em que estado mental o personagem se encontra, e no fim o arco fazia um paralelo direto com o outro arco que acontecia, pois enquanto Morgan tentava praticamente desistir da vida, Carl se despedia da sua.

E então nós entramos no real assunto do episódio, a morte de Carl. Sem sombra de dúvidas alguma a série sobre tratar este momento com a delicadeza que merecia ser tratada, mesmo que nós já soubéssemos o que viria pela frente, a série conseguiu transformar a morte do personagem em algo que ninguém conseguiria se preparar emocionalmente. Foi realmente um momento genuinamente emocionante, que facilmente arrancou diversas lágrimas, por trazer diálogos bem sinceros nesta relação de pai e filho um tanto quanto estranha que Rick e Carl tinham. Mas não somente isso, o momento onde Carl se despede de sua irmã Judith é com certeza um dos momentos mais tristes desta série, que já teve sua cota de mortes.

Este ponto específico na história será muito importante para formar o personagem que Rick será daqui pra frente, o pedido de seu filho no leito de morte com certeza é algo que nunca mais sairá da cabeça do personagem – pelo menos é o certo de acontecer – e agora nós sabemos o que eram estes “sonhos” de um Rick mais velho, apenas coisas que Carl desejava para o futuro de seu pai, um futuro onde todos pudessem conviver juntos, até mesmo com Negan e Eugene.

Terminamos o episódio com mais um pouco da cena – que provavelmente estará no último episódio – onde Rick diz: “Minha misericórdia prevalece sobre minha ira” e nesta cena nós vemos que Rick está sangrando, com um tiro na barriga, o que pode indicar o final da luta entre ele e Negan, muito provavelmente mostrando que o personagem poupará a vida do vilão, tal como nos quadrinhos.

Mas como já foi dito, definitivamente foi um bom episódio, muito triste, muito doloroso, com certeza uma das maiores perdas da série. Mas ainda assim um episódio com uma grande qualidade técnica, grandes atuações e bons desenvolvimentos de personagem. Penas que provavelmente esta não será uma qualidade que será mantida constante na temporada, que só deve dar uma próxima guinada nos dois últimos episódios, como foi na temporada passada – e na anterior também.

Confira algumas imagens da série na galeria abaixo:

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.