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Supergirl: 3×12 – Precisamos falar sobre James Olsen e escolhas ruins!

Por Cristiano Rantin

O último episódio de Supergirl conseguiu ser interessante, emocionante, evoluir personagens e, é claro, desenvolver a trama. Infelizmente, era pedir demais que o episódio dessa semana seguisse esse rítimo, afinal tudo que ganhamos foi um episódio para encher linguiça, trazendo apenas uma cena ou outra de algo relevante para a temporada.

Nesse episódio o foco foi parcialmente direcionado em Lena, que teve que lidar com sua mãe tentando matar o ardiloso Edge, que por sua vez tentava matar Lena. Como vimos logo no começo da temporada – no episódio do envenenamento de chumbo – tudo isso poderia ser muito bem aproveitado em uma trama para desenvolver Lena e trazer momentos marcantes em sua história, mas não foi bem isso que aconteceu.

Supergirl basicamente não teve destaque no episódio, a trama dos outros personagens andou – no máximo – um passo, Lena não foi incrível como no outro episódio e, mais do que isso, tivemos a aparição do Lexosuit, a armadura de combate do Lex Luthor que, no final das contas, ficou algo bem tosco parecendo uma versão ruim do Homem de Ferro pela maneira que foi trabalhada. E sério, de quem foi a ideia de que aquela armadura que, em teoria, foi feita pra bater de frente com o Superman poderia ser parada por drones????

Entre as muitas falhas do episódio, queria fazer um textão para falar de algumas coisas que estão me incomodando. Algo que, caso você tenha lido o título já ficou bem claro. Assim sendo, precisamos falar de James Olsen.

Qual foi a última vez que vimos Winn ser mais do que um figurante engraçado? Qual foi a última vez que realmente nos importamos com James Olsen? Eu não consigo me lembrar dessas respostas e aposto que os criadores da série também não. Convenhamos, acho que desde a primeira temporada os dois estão ali apenas por questões contratuais, afinal toda a relevância que eles podiam ter acabou no fim daquela temporada.

Depois disso tivemos aquele martírio que foi a saga do Guardião na segunda temporada, onde reuniram os dois personagens (insuportáveis) para ter uma trama (insuportável) só deles. Trama essa, inclusive, que funcionaria muito melhor em Arrow, por exemplo.

A verdade é que eu preferia ter a Curto-Circuito como regular na série do que ter que qualquer um dos dois ali. Acho sim que o Winn tem muito potencial a ser trabalhado, não sendo apenas um alívio cômico, especialmente se trabalhassem a relação com seu pai ou o colocassem no campo, mas Olsen? Não. Nada que eles tentam fazer com o personagem dá certo.

E o pior de tudo, os criadores da série arrastaram Lena Luthor, a personagem que mais conquistou fãs em Supergirl, para um relacionamento sem sal e sem sentido. Tudo isso para que Olsen pudesse ter alguma relevância na história, alguma coisa que justificasse ele estar ali nessa terceira temporada.  O tiro sai pela culatra quando notamos que tudo que esse romance mal feito fez foi arrastar Lena para o buraco.

Desde que ela começou esse namoro ela tem aparecido menos, 90% das suas cenas é com Olsen (o que significa que é um tempo perdido dos dois discutindo coisas do relacionamento deles). Ou seja, a gente tinha essa personagem super incrível e poderosa que, assim como aconteceu com a Kara na segunda temporada, foi reduzida a um romance ruim.

Katie McGrath, a atriz que interpreta Lena, é extremamente talentosa, versátil e agradável de assistir. Ela possui química com praticamente todo mundo da série, mas isso não acontece nas cenas em que ela está com Olsen. Os dois personagens não funcionam juntos. Prova disso é que os momentos em que ela mais brilha é quando está apenas com a Supergirl ou com suas amigas (algo que precisa ser mais trabalhado, pois é algo maravilhoso de se assistir).

O que eu quis dizer com tudo isso? Já passou da hora de entenderem que James Olsen não está mais funcionando na série – e que está atrapalhando a trama de outros personagens. Fica claro que todo esforço investido no personagem, criando tramas que poderiam ser interessantes – transformando ele no Guardião, fazendo ele ficar com a Lena – não são satisfatórias.

Eu realmente preferia que investissem metade desse esforço no Winn, para que assim ele parasse de ser um figurante caro. Vimos que o ator é até versátil (como pudemos notar no crossover e a sua versão da Terra X), existem várias tramas interessantes que podem ser trabalhadas no personagem e, mais do que isso, ele tem um bom relacionamento com praticamente todo mundo. Um romance dele com a Lena faria mais sentido até, ainda que acredite que a personagem funciona melhor sozinha – ou com a Alex, mas isso é só um shipp maluco que eu inventei.

Mas o que vocês acham? Concordam comigo que esse foi um episódio ruim – especialmente quando comparado com o da semana anterior – e que James Olsen já está fazendo hora extra na série? Vamos debater nos comentários!

De qualquer forma, o próximo episódio parece ser mais interessante, trazendo Purity, a nova Arrasa-Mundos que, pelo que pudemos ver das imagens, vai dar muito trabalho para Supergirl e seus amigos.

Confira abaixo o teaser do próximo episódio e as imagens na nossa galeria:

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Supergirl vai ao ar toda segunda-feira pela The CW. Já a Review sai toda quarta-feira aqui na LH!

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Twitter e Instagram: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"