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Indie Games: O que um coveiro, um guerreiro zumbi e RPG de mesa têm em comum?

Por Felipe Vinha

Nesta coluna, que será lançada vez ou outra, na Legião dos Heróis, você vai sempre ficar por dentro de indicações de jogos independentes recentes, em alguns casos, inclusive, títulos brasileiros! Eles nem sempre ganham o mesmo espaço de grandes lançamentos do mercado, mas merecem a atenção por apresentar jogabilidade criativa, divertida, além de designs bem interessantes!

Aqui você encontrará pequenos reviews sobre lançamentos de estúdios “indie”, para saber o que está valendo a pena correr atrás e o que você não pode perder!

Nesta semana temos uma aventura de plataforma, um jogo que simula um RPG clássico e mais um administrador de ambientes… Mas um bem diferente. Conheça as indicações, a seguir:


Review 1: Dead Cells (Switch, PS4, Xbox One, Windows, Mac, Linux)

Dead Cells é um produto da Motion Twin, empresa que não lançou tantos jogos muito relevantes nos últimos anos, mas que alcançou uma “quase-perfeição” neste aqui.

Para começo de conversa, Dead Cells é aquele tipo de game que é bem difícil, mas não de propósito ou para seguir uma moda. Em vez de exemplos recentes, ele lembra bastante o clássico Super Metroid. A premissa também é genial: você é um guerreiro misterioso, que precisa coletar células para evoluir e, se morrer, começa tudo de novo.

Sim, Dead Cells é um “roguelike”, ou seja, aquele tipo de game em que cada partida vai ser bem diferente da outra, com um mapa que pode se modificar a cada avanço e com desafios que sempre vão variar.

“Ah, mas não fica repetitivo?”. Nem um pouco! O game design do jogo é extremamente criativo na hora de te instigar a repetir sempre o mesmo caminho, mas tentar avançar de maneira diferente, já que ninguém quer morrer e voltar do início. Certo? Os controles bem programados e as animações, que são retrô, mas com design bem moderno, dão um toque ainda mais incrível para a aventura.


Review 2: Hand of Fate 2 (Switch, PS4, Xbox One, Windows, Mac, Linux)

Hand of Fate 2 é a continuação de um jogo indie que já era bem aclamado! O game da Defiant Development traz de volta o esquema de simular um RPG clássico, mas com novos elementos na jogabilidade.

Para quem não conhece, em Hand of Fate você tem sua aventura narrada por uma figura misteriosa, enquanto as cartas são abertas em sua frente, revelando não apenas seus próximos destinos, mas também suas ações durante a campanha.

Hand of Fate 2, porém, acompanha outros elementos para torná-lo uma experiência nova, e não uma continuação que funciona apenas como uma expansão. O jogo tem elementos inéditos nas batalhas, um mapa gigantesco para se explorar mais adiante e mais tipos de inimigos.

Também é possível recrutar companheiros para sua equipe, modificar elementos de narrativa com habilidades especiais e mais. Se você curtia jogar RPGs de mesa, vai gostar bastante deste aqui, por todo o apelo que ele tem neste sentido.


Review 3: Graveyard Keeper (Xbox One, Windows, Mac e Linux)

Se você conhece um jogo chamado Stardew Valley, deve saber mais ou menos como funciona Graveyard Keeper. Aqui temos a missão de ser um fazendeiro… De corpos!

Muitos jogadores já apelidaram Graveyard Keeper como um Stardew Valley mais sinistros. É um pouco de injustiça, na verdade. O jogo tem, sim, algumas inspirações em “simuladores de fazendinha”, mas só a mudança de cenário já justifica ele ser totalmente diferente.

Em Graveyard Keeper você é o coveiro de um cemitério medieval, tendo que lidar com corpos de pessoas que pereceram pelos mais diversos motivos. É preciso construir o cemitério do zero, administrar recursos financeiros, desenvolver facilidades, coisas bem técnicas.

E se você está pensando que este é um jogo bem nojento por tratar de um tema tão insólito, pense novamente: Graveyard Keeper tem gráficos que lembram games 16-bit, mas com animações muito caprichadas e modernas. O visual colorido também ajuda a torná-lo uma experiência altamente agradável aos olhos. É o tipo de jogo que vai sugar a sua vida, de tão divertido e completo.


E você, jogou algum destes? Tem alguma recomendação de jogo para a próxima coluna? Comente aí embaixo!

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sobre o autor Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha