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The Gifted: 1×11 – Chega de utopia, isso é guerra!

Por Cristiano Rantin

Depois do hiatus para as festas de fim de ano The Gifted voltou continuando a história alguns momentos depois do final do último episódio, colocando tanto a Resistência Mutante como o maldito Agente Turner velando os seus entes queridos. Só nessa cena já é possível notar inúmeras diferenças entre os mutantes e os humanos, algo que definitivamente ajuda a aprofundar a história.

Pra começar, o corpo de Sonya não estava presente, uma vez que a Belos Sonhos foi morta nas indústrias Trask e seu cadáver não foi resgatado pelas Cuckoos. Enquanto Polaris e seus amigos lembravam da coragem de sua amiga, que mesmo podendo se passar como humana preferiu ir para a Resistência, sofrendo e se arriscando como seus amigos até literalmente dar sua vida pela causa, Turner aproveitou o momento para dar um discurso de ódio contra os mutantes que por terem poderes especiais acabam se achando superior.

Por que né, como já vimos na série, é realmente isso que acontece. Os mutantes saem de suas casas com equipes altamente armadas para caçar, estudar e matar os humanos que estavam apenas tentando seguir com a sua vida. Opa, pera, é justamente o contrário… São os humanos que não deixam os mutantes em paz.

E pudemos ver isso no flashback da Blink, que apenas por ir ao cinema como seu namorado foi vítima de ódio gratuíto – e violência – dos Purificadores. Nos quadrinhos, e pelo que deu pra perceber, na série também, é um grupo fanático religioso que, como a maioria dos grupos fanáticos religiosos, usa sua fé para justificar todo ódio e atrocidades que eles cometem. O flashback da mutante serviu para ditar o tom de todo o episódio: Quando as coisas ficam difíceis você foge ou luta?

As Cuckoos – com sua mente de colméia maravilhosa – optaram por lutar, pouco se importando com as vidas que tiraram nessa guerra. A Resistência, no entanto, insiste em continuar vivendo no mundo da fantasia, seguindo a filosofia dos X-Men e sempre optando por fugir ao invés de realmente encarar que estão vivendo em uma guerra pela sobrevivência.

Não é preciso pensar muito para ver que as Cuckoos estão certas. Ainda que as moças estejam trabalhando pelo interesse do Clube do Inferno – que aparentemente vai se tornar uma força bastante importante na série – não dá pra negar que já passou da hora dos outros mutantes pararem com esse papinho Xavier.

Afinal, até o momento a única grande vitória que eles tiveram antes das irmãs Cuckoos foi o resgate da Polaris lá no começo da temporada, e ainda assim muitos agentes precisaram se ferir para isso acontecer.

É preciso que eles comecem a agir, pois os vilões já começaram a aprimorar seu jogo e conseguir mais elementos para vencer essa guerra. Como eles fizeram isso? Usando os estudos feitos nas Cuckoos e nos irmãos Struckers para entender como seria possível combinar os poderes de mutantes diferentes.

E ele mostrou muito bem para a família Strucker – os mais receosos com essa história de guerra, chegando até mesmo a tentar fugir para o México durante esse conflito – e para a Resistência o quão poderosa essa combinação pode ser. Apenas dois mutantes conseguiram destruir sozinhos um abrigo da Resistência, deixar Andy inconsciente, fazer com que todos os figurantes fossem capturados ou voassem pelos ares sem que o elenco principal demonstrassem um pingo de simpatia, inclusive. Achei bastante errado o fato de que eles não deram a mínima para as pessoas sendo atiradas longe, focando apenas nos seus amigos. Não era pra ser diferente? Não era pra eles tentarem salvar o máximo de pessoas possíveis ou, quem sabe, usar seus poderes para conseguir escapar?

Inclusive, muitos fãs levantaram a questão de que a moça ruiva usada no experimento do doutor Campbell poderia vir a ser Rachel Grey. Acho bastante improvável de ver a moça sendo introduzida na história agora, portanto continuo acreditando que era apenas outra Hound ruiva e que, no futuro, ainda temos chances de ver a verdadeira Rachel aparecendo.

Agora, enquanto as indústrias Trask consegue o total apoio do Agente Turner e do governo, não é difícil imaginar que as coisas só irão piorar para os mutantes que conseguiram sobreviver até agora. Eis então a questão levantada pela própria Lorna: Até quando eles vão escolher lutar com uma mão amarrada nas costas? Até quando os mutantes vão continuar morrendo pelo sonho dos X-Men (que nem existem mais)?

Já passou da hora disso ser diferente e talvez a melhor chance deles sejam as Cuckoos – ainda que fique meio claro que em algum momento elas irão trair todo mundo mais uma vez. Falando nelas, vocês notaram as referências quando a Sábia tava lendo as fichas delas? Não só o nome Cuckoo foi citado e a mente de colméia delas, como também o nome Frost

Conforme os poderes de Polaris aumentam (graças a sua gravidez) e a moça começa a se aprofundar em sua origem, descobrindo ser da realeza do Clube do Inferno, não iria me surpreender de ver Lorna terminando a temporada como parte do clube, ou ao menos sendo um pouco mais agressiva nessa guerra. Talvez até junto dos irmãos Strucker, os novos Fenris, que também possuíam uma posição de poder no clube, estão cansados de fugir e ver amigos sendo mortos.

O que vocês acharam do episódio? Comentem!

O jeito é esperar para ver como as coisas irão se desenrolar nos próximos episódios – que marcam o final da temporada (sim, vai ser uma exibição dupla). Será que nossos mutantes irão conseguir vencer suas próximas batalhas nessa guerra? Só aguardando para saber.

Confira abaixo o promo dos próximos episódios:

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Twitter e Instagram: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"