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The Flash 4×14 – Uma Violonista no Telhado!

Por Mike Sant'Anna

The Flash chega em um momento decisivo no qual a trama começa a se fechar com mais clareza e o plano do Pensador toma cada vez mais forma. Enquanto isso o Team Flash continua tentando impedir o vilão, sem nem mesmo entender o que ele quer.

É curioso, porque a temporada, em seu início, entrou em uma linha um pouco mais cômica, mais leve e mais descontraída, muito por causa da aparição de Ralph Dibny. Ainda tivemos um pouco dessa descontração no episódio, mas ainda assim, sem dúvidas foi um dos episódios mais pesados da temporada – ou da série – exatamente por termos embarcado em um momento muito crítico de Ralph… Já chegamos lá.

No começo do episódio nós já temos Barry enfrentando o fato de não fazer mais parte da polícia, em um argumento que finalmente fez sentido, considerando o personagem de Central City como um todo, afinal de contas, em uma cidade com tantas esquisitices, finalmente eles levaram em consideração que a população poderia não comprar essa história de DeVoe estar vivo convenientemente para inocentar Barry.

Enquanto isso tivemos a adição de  Izzy Bowin (Miranda MacDougall) como mais uma meta-humana afetada pelo episódio do ônibus. De longe, depois de Ralph, Izzy teria sido uma das melhores adições desta temporada, uma personagem carismática, forte e que rapidamente já conseguiu criar uma grande química com Ralph – o que tornou o final do episódio ainda mais dolorido – e que nos leva a falar de Barry neste episódio.

Grant Gustin mostrou um novo lado de Barry que não estávamos acostumados a ver. Uma versão do personagem, líder da equipe, mas “líder demais”, por pouco não dava para confundir Barry com Oliver Queen. Isso acabou gerando um ou outro discurso motivacional, mas deu pra relevar.

No episódio nós tivemos a continuidade dessa troca de corpo do Pensador que cada vez mais se prova como uma péssima ideia dos roteiristas. Definitivamente se mostrou uma decisão melhor que o Pensador roubasse os poderes dos meta-humanos, mas permanecesse em seu corpo, porque sem sombra de dúvidas, o primeiro Pensador era o melhor ator e o melhor visual do personagem, agora à cada semana temos um Pensador genérico aparecendo, parece até o Facebook. Mas incrivelmente, mesmo assim o vilão consegue imprimir uma grande ameaça ao Flash de Grant Gustin, frustrando cada vez mais os planos do herói.

Iris continua sendo um grande problema nesta temporada, pois já passamos da metade dela e ainda não existe uma função para ela, pois enquanto os roteiristas permanecerem empurrando a personagem como a líder do Team Flash, sem o menor merecimento, eles estão perdendo a oportunidade de talvez transformá-la na “Lois Lane” de Barry, uma personagem que ajuda o herói como repórter investigativa, como interesse amoroso, mas ao invés disso, ainda temos que lidar com uma líder dessa equipe de indivíduos brilhantes que ela não tem nenhum talento para fornecer à equipe.

Mas o grande brilhantismo do episódio, definitivamente fica por conta da relação entre Ralph e Izzy, que em poucos minutos já expressaram uma química amorosa maior do que a maioria dos casais que a CW oficializa. O que nos leva ao fim fatídico da nossa Violonista, em uma cena de apertar o coração e destruir qualquer plano dos Shippers de plantão. Nesse momento, palmas sejam dadas à Hartley Sawyer, que carregou o peso da cena nas costas com uma belíssima atuação.

Em resumo, foi um episódio bom no fim das contas, com grandes implicações no futuro da temporada, mas com alguns deslizes. Mas definitivamente, um episódio que serviu ao seu propósito de construir ainda mais estes personagens.

Confira nossa galeria da série:

The Flash vai ao ar às terças-feiras, no CW.

 

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.