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The Flash: 4×12 – Querida, encolhi o Cisco!

Por Mike Sant'Anna

E nesta semana tivemos mais um episódio de The Flash sem o Flash, e isso tem me surpreendido cada vez mais! Porque na CW nós temos um grande histórico de que, toda vez que um grande paradigma de uma das séries de herói é mudado, trazendo uma grande reviravolta na história, ele é resolvido rapidamente. Por exemplo: Flashpoint, a paralisia de Felicity, Barry preso na Força de Aceleração. E eu achei que à esta altura Barry já teria sido solto da cadeia e tudo teria voltado ao normal.

Mas então, dando essa parabenização da CW por manter o personagem principal da série longe de toda a ação, vamos avaliar este episódio que mais uma vez teve dois climas completamente distintos, mais uma vez tivemos o tom cartunesco e cômico pastelão no núcleo do Team Flash, desta vez se estendendo para Harry, Cisco e Ralph, enquanto tínhamos um tom mais sóbrio, sujo e sério dentro da prisão com Barry e Graúdo.

Quero dar um espaço especial para ressaltar que fiquei surpreso ocm a interpretação de Bill Goldberg no papel de graúdo neste episódio, onde claramente lhe foram dadas mais falas do que no episódio passado. Sendo um fã inveterado de WWE, eu não esperava um grande desempenho de Goldberg em um papel que exigisse um pouco mais de capacidade de atuação. Ainda assim, Bill conseguiu passar toda a desesperança e o drama que o personagem precisava.

No lado do Team Flash nós tivemos um meta-humano novo, que tendo poderes de diminuir e aumentar os tamanhos das coisas, teve a “infelicidade” de aparecer na mesma semana que o trailer de Homem-Formiga e Vespa foi lançado, o que na minha cabeça causou uma comparação direta durante o episódio inteiro. Felizmente, o vilão mostrou uma série de utilizações muito criativas para seu poder, e nos fez ver Cisco e Ralph passarem por um “clichê” da TV e do cinema, o encolhimento dos personagens. Obviamente os roteiristas de Flash nunca ouviram falar no personagem, mas me lembrou muito um episódio de Chapolim Colorado e suas pilulas de Nanicolina. Foi divertido na dose certa que deveria ter sido ao colocar Cisco e Ralph no foco principal.

Enquanto isso acontecia, nós tínhamos este foco na personagem de Cecile que acabou descobrindo que tem super-poderes telepáticos por causa de sua gravidez. Desculpa, mas essa foi a única coisa no episódio que simplesmente não me desceu. Não pode ter sido só eu que achei conveniente demais que ela ganhasse poderes temporários por conta da gravidez, tenha sido feita uma comparação com diabetes durante a gravidez, e isso tenha sido o suficiente para justificar que agora Cecile tem poderes telepáticos coincidentemente assim como O Pensador. Fora essa forçada de barra, a atuação de Danielle Nicolet no papel de Cecile enquanto enfrentava essa mudança foi excelente, e pela primeira vez tivemos um foco maior nesta personagem que mostrou conseguir segurar as pontas.

Do outro lado da história, nós tínhamos mais uma vez o núcleo da prisão, onde vemos que Barry  vem se adaptando muito bem à sua rotina de presidiário, e vemos esta amizade entre o herói e o Graúdo crescendo cada vez mais, e mais uma vez Barry consegue ser o herói que ele precisa ser nesta série, sem nem mesmo usar seus poderes – bem pelo menos não até o fim do episódio – Mas mesmo quando ele usou os poderes, mostrou mais uma vez o amadurecimento do personagem, e eu não poderia estar mais feliz com o Flash que temos na tela hoje. Mesmo que eu esteja silenciando a voz na minha cabeça fazendo a pergunta que ninguém associou o sumiço do Flash com a condenação de Barry, é algo que eu consigo relevar.

Finalizamos o episódio com mais uma pessoa descobrindo a identidade de Barry, e uma ligação com Amunet que talvez venha a começar a amarrar todos os arcos desta temporada.

Confira as imagens do episódio na galeria abaixo:

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.