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Editor-Chefe da Marvel diz que quadrinhos “não podem se aprofundar demais na política”!

Por Guilherme Souza

No passado, a Marvel Comics foi uma das maiores opositoras da ditadura imposta por Hitler na Segunda Guerra Mundial, tanto que o Capitão América se originou como uma figura de inspiração para as crianças e soldados da época, inclusive, a capa da primeira edição da revista solo do herói, mostrava o bandeiroso dando um soco no rosto de Hitler.

Depois de muitas décadas, a editora evoluiu e novas narrativas e abordagens foram adotadas, mas sempre tendo um viés que busca tratar de temas que vão de acordo com um mundo real, entretanto, segundo C.B. Cebulski, editor-chefe da Marvel, os quadrinhos não podem se aprofundar demais em temas como política, já que o principal objetivo das histórias ainda é o entretenimento.

Em uma recente entrevista, Cebulski falou um pouco sobre como os quadrinhos da editora continuarão refletindo os eventos do mundo real:

“A Marvel sempre foi, como Stan [Lee] sempre dizia, o mundo fora de nossa janela,” respondeu Cebulski. “É o reflexo dos tempos modernos em que vivemos. A Marvel nunca se intimidou com isso, seja com o que aconteceu em 11 de setembro ou o que fizemos em Império Secreto. E vamos continuar com essa tradição. Existem alguns quadrinhos que serão lançados e alguns que já saíram que refletem coisas que estão acontecendo no mundo real.”

 

“Entretanto, uma das coisas que quero me certificar é sobre quando contar essas histórias – eu não sei como falar isso da maneira certa – eles ainda precisam entreter,” continuou ele. “Se quisermos ver o mundo real, podemos sintonizar na CNN, podemos ligar a TV, podemos pegar o jornal e ver o que está acontecendo lá. E sim, é nossa responsabilidade como uma editora de quadrinhos, especialmente a Marvel, dado o histórico que temos, refletir esses períodos, mas eles ainda precisam ser divertidos. Eles ainda precisam ser ficção e ainda precisam ser uma válvula de escape.” 

 

“Não podemos nos aprofundar demais na política,” finalizou Cebulski. “E os personagens podem escolher lados, se tornarem maus, voltarem a ficar bons, mas eles ainda precisam entreter. Isso é o primordial, não importando quais eventos do mundo real estamos refletindo, eles precisam ser uma ficção e ter aquela abordagem clássica que Stan sempre trouxe para eles. Eles serão sérios, mas também te farão sorrir.”

Para muitas pessoas, os quadrinhos são exatamente o que Cebulski disse, uma válvula de escape das tensões provindas do mundo real, com isso, se as histórias passarem a ser sérias e realista demais, essas pessoas não terão mais essa válvula de escape, portanto, é reconfortante ver que a editora não busca ser um jornal ilustrado.

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Fonte: BC

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