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Dragon Ball Super: Ep.131 – Não demorem para voltar! O final lendário do Torneio de Poder!

Por Márcio Jangarélli

Foi uma jornada divertida, nostálgica e épica até aqui, não? Mesmo com os dois primeiros arcos dividindo opiniões e a história engatando mesmo somente a partir da saga do Trunks do Futuro, Dragon Ball Super conquistou os fãs de vez justamente na sua aventura final. Bom, final por enquanto.

A saga da Sobrevivência Universal, que muita gente conhece só por “Torneio de Poder”, é uma das jogadas mais ousadas de Dragon Ball. É um torneio, sim, como os vários que acompanhamos ao longo da jornada do Goku e seus amigos, mas que trouxe dinâmicas, propostas, estilos, personagens, etc, completamente distintos do que já vimos na franquia. Tirou tempo até para fazer homenagens ao primeiro Dragon Ball, que muitos fãs apenas da era Z não conhecem ou não se lembram. Lotada de easter-eggs e referências, a história ganhou ainda pequenos plot twists, coisa que não é do feitio da série. Uma aposta alta que, felizmente, rendeu lucros grandiosos.

Plot twist em Dragon Ball? Pois é, todos ficaram chocados.

O episódio 131, que nem sei dizer se podemos chamar de “último” mesmo, resume bem o que foi todo o Torneio de Poder. Enquanto o capítulo passado foi exclusivamente focado na luta magnífica entre Goku e Jiren, a finale tirou seu tempo para além do protagonista, entregando algo um tanto mais arriscado, ainda que dentro daquilo que Dragon Ball se propõe a fazer. O 131 é mais sobre o Universo 7 e os outros personagens; é sobre o Freeza, o 17, o Universo 11, os Zen-Oh’s e os Anjos e uma homenagem aos fãs.

Tenho que dizer que o ponto mais forte desse capítulo foi o Imperador do Universo, ainda que o 17 tenha sido fantástico. Depois de semanas debatendo sobre como o Freeza participaria do final do Torneio e todas as teorias sobre como ele encontraria uma forma de trair o 7, na verdade ele traiu todas as expectativas em cima de si mesmo por não se virar contra seu Universo em nenhum momento do Torneio.

Freeza foi épico do começo ao fim nesse episódio.

No 131 temos alguns pontos chave: primeiro, ele lava sua alma contra o Jiren, depois de ter sido humilhado. Não dava para esperar menos. Ao ver o guerreiro em um nível possível de ser enfrentado, o vilão parte para o ataque com tudo que tem, uma cena sensacional, afinal de contas, esse é o Freeza lutando sério, coisa que não víamos literalmente desde Namekusei. Depois, assistimos ele trabalhando em dupla com o 17. Espantoso. É hilário ver o Androide pedindo para o vilão aumentar o ki na barreira, ele obedecendo, mas, ao mesmo tempo, gritando para não lhe darem ordens – praticamente uma guerra interna acontecendo dentro do Freeza. Por fim, chega o Goku e é aí que tudo fica realmente lendário.

Zanzando pelo twitter depois do episódio, grande parte dos comentários que vi eram “Vivi para assistir Goku e Freeza lutando juntos”. E essa é a coisa mais épica e milagrosa – mirando no título do episódio – que poderia acontecer. Toda a sequência de discussão dos dois, seguido da batalha final contra o Jiren, foi de arrepiar qualquer fã. Quando eles lutam juntos, principalmente quando o Freeza pede para o Goku o jogar, é a prova de que alguma coisa mudou.

Não estou dizendo que o Freeza vai se transformar em um novo Vegeta, mas sim que o Imperador, depois de tantos anos, ganhou um merecido crescimento em seu personagem. No Renascimento de F, ele estava congelado ainda nas épocas de Z. O Torneio e esse final deram uma nova face para ele, o que nos garante, com toda certeza, que não vimos sua forma final ainda. Se você não se arrepiou quando o Freeza escolheu não apenas se jogar da Arena e PERDER o Torneio para o Universo 7 vencer, mas cooperar com o Goku, seu maior rival, assista o episódio de novo. E se você não riu com o mini derrame que o Vegeta teve assistindo tudo isso, assista mais uma vez. Não sei qual é o caminho dele agora, mas vida longa ao Freeza!

Depois de tanto tempo, Goku Super Saiyajin 1 e Freeza Final Form se encontram novamente, agora lutando juntos.

Em outro canto, o 131 fez a devida justiça ao maior lutador do Torneio. Pois, é galera, depois de falarmos tanto que o 17 merecia vencer… ele venceu! E é irônico como um personagem de suporte – afinal ele nunca foi mais forte que os monstros que estavam lutando ao lado dele – venceu justamente algo com o nome de “Torneio de Poder”. Trazendo orgulho até para a 18, que desistiu do Tenkaichi Budokai na Saga Boo para ganhar mais dinheiro do Mr Satan. 17 venceu o Torneio, foi o herói de todos os Universos e, mais ainda, recebeu seu NAVIO para viajar o mundo.

Assim como o Freeza, o 17 tem mais desenvolvimento de personagem nesse episódio – além de tudo o que ele já havia mostrado durante o Torneio, para compensar o tempo longe do público. Quando o Androide recebe as Super Esferas do Dragão e resolve trazer todos os Universos de volta, esse é o fechamento perfeito para o arco de “humanidade” que ele estava recebendo.

A 18 passou por algo parecido durante a Saga Cell, depois escolhendo o Kuririn, tendo a Maroon e tudo mais; o 17 não teve esse espaço. A história dele aqui foi para mostrar que ele não é uma máquina, mas tão humano quanto qualquer outro dos lutadores ali. Tanto que a 18 diz “Vocês estão cada vez mais parecidos”, comparando ele aos outros personagens. Um final mais que digno para um personagem que chegou do nada e tomou todas as atenções para si. Mal posso esperar para ver mais do 17.

Um navio para um herói!

Vale nota que a luta do 17 contra o Jiren também foi sensacional. Mesmo sendo suporte, ele atingiu o Cinzento em seus pontos fracos, o pegando de surpresa, atacando de longe. Quando ele prende o inimigo em uma de suas barreiras e diz que “dessa vez não vai ser só um arranhão”, liberando uma explosão com toda sua energia restante, aquilo, meus amigos, foi badass.

Falando no Jiren, o antagonista principal do Torneio teve um espaço para evoluir aqui. Não digo nem por ele se levantar pelo Universo 11 quando eles chamaram, mas sua reação pelo Goku retornar mais uma vez para a batalha; o sorriso escondido no meio da explosão mostrou que ele tinha entendido a mensagem do rival. Formidável até os últimos momentos na Arena, a melhor parte do episódio é que foi necessária a junção mais insana de Dragon Ball para derrubar de vez seu antagonista mais poderoso: Goku em seu estado mais deplorável, Freeza, o maior vilão da franquia, que já matou, torturou ou comprou briga com mais da metade do time do Universo 7, e o 17, um ex-vilão, criado primeiramente para matar o Goku, que até então nunca tinha encontrado o protagonista e que estava sumido desde a época de Z.

Lutadores que vão ficar para a história de Dragon Ball.

Depois que tudo acabou – e de gritar um pouquinho vendo o Universo 6 a salvo – descobrimos, então, que era a intenção dos Zen-Oh’s que o vencedor do Torneio trouxesse os Universos de volta. Dos Zen-Oh’s ou do Daishinkan? Quem sabe. Foi interessante ver a despedida dos Anjos e dos Zen-Oh’s que, junto do final do Freeza, foi o mais próximo de gancho para o futuro que tivemos. Qual será a nova aventura que os Deuses vão propor? Quando eles ficarão entediados de novo? Que tal um Torneio entre os Universos que não participaram desse e o campeão do Torneio de Poder?

E assim termina Super, galera! Não com um adeus ou um tchau, mas um até logomesmo porque, em Dezembro vem o filme e com o sucesso que Super atingiu, nunca na vida que a série vai parar agora. Sortudos aqueles que acompanharam o anime, porque foi uma experiência única, ainda mais nesses últimos episódios, quando tudo tomou uma proporção ainda mais esmagadora.

Ah é, para deixar um gostinho de quero mais para os fãs, Super fechou com a referência master; não apenas uma luta entre Goku e Vegeta, mas simulando o primeiro confronto entre os dois. Para arrepiar, né?

Muito obrigado para todos que acompanharam as reviews aqui na Legião! O que acharam do último episódio? O que esperam para o futuro de Dragon Ball? Ansiosos para o filme? Quem é o Saiyajin misterioso? Não deixem de comentar! Até a próxima aventura 😉

Confira nossa galeria com imagens de Dragon Ball Super:

Imagens: DB-Z
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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.