Diablo 3 no Switch: como é bom ver a Nintendo de volta às graças do senhor das trevas!

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Diablo 3 no Switch: como é bom ver a Nintendo de volta às graças do senhor das trevas!

Por Felipe Vinha

A Blizzard é uma das maiores produtoras de games do mundo, ainda que seu catálogo seja formado por uma quantidade razoavelmente pequena de jogos, atualmente. Contudo, é impossível negar que seus títulos estão sempre em alta: Overwatch, Warcraft, Starcraft, Heroes of the Storm, Hearthstone… Diablo.

O Senhor das Trevas foi novamente destaque nos últimos dias, durante o evento BlizzCon, onde foi apresentada a versão para celulares, Diablo Immortal. Agradando alguns, desagradando outros, a empresa conseguiu o que queria: chamar a atenção. Mas vale lembrar para um outro fator de extrema importância e que pode ter passado em branco em seu radar, também nos últimos dias: o lançamento de Diablo 3 Eternal Collection, no Switch.

O lançamento de um jogo em um console não deveria ser uma notícia de chocar pessoas, ainda mais de Diablo 3, que já foi relançado algumas vezes. Contudo, estamos falando de duas empresas que decidiram “reatar o namoro” após mais de 18 anos. E isso é muito importante, não só para os fãs, mas para a indústria, como um todo.

O último jogo da Blizzard a ser lançado em um aparelho da Nintendo foi StarCraft, que teve uma elogiada versão para o Nintendo 64, no ano 2000. Depois disso, tivemos o anúncio de StarCraft: Ghost, que sairia no GameCube ainda na primeira década do novo milênio, mas que teve seu lançamento cancelado.

Após alguns anos, os fãs que optaram por acompanhar Sony ou Microsoft, em seus PlayStations e Xboxes, foram agraciados com nomes de peso. Além do próprio Diablo 3, as duas empresas receberam o elogiadíssimo Overwatch, que quebrou vários recordes e paradigmas. Enquanto isso, os jogadores da Nintendo, seja no Wii, Wii U, Switch ou até em seus portáteis, ficavam a ver navios.

Finalmente tudo mudou e um novo horizonte se abre. Ainda que existam rumores sobre o desenvolvimento de Overwatch para o atual console da Nintendo, é mais do que gratificante ver que a empresa decidiu retornar seu relacionamento com a casa do Super Mario, lançando a versão mais completa o possível de Diablo 3 no aparelho.

E, moços e moças, como o jogo está bacana.

Diablo 3 foi muito bem adaptado para o Switch, com controles já costumeiros das edições de console, mas com a vantagem mais óbvia de todas no aparelho: a possibilidade de levar para qualquer lugar.

É claro que você já podia fazer isso com um notebook, mas não com a praticidade que o Switch oferece. Ser capaz de explorar suas masmorras e lutar contra os mais terríveis demônios durante uma longa viagem ou até na pracinha do seu condomínio não é só gratificante, é confortável.

O multiplayer local, ainda que um pouco atrapalhado, por conta dos controles separados do Switch, também funciona bem. Na verdade, esta é a segunda e importante vantagem que a versão Switch tem sobre as outras – e sempre há opções para variar os controles, caso você tenha o joystick Pro ou algo do tipo.

Talvez você ouça algumas reclamações dos mais exigentes sobre os gráficos, mas não há diferença notável entre as versões e nem atrapalha em nada a experiência na frente da tela. Na verdade, fica até mais bonito, se você jogar no modo “portátil” do Switch.

Isso sem falar em todos os extras exclusivos, como itens temáticos de Zelda para os personagens, e também o fato de pagar mais barato por um pacote completo do game que foi vendido aos poucos, nas outras plataformas.

Com este  lançamento, espera-se que a Blizzard mantenha de maneira prolongada este relacionamento que deu tão certo nos anos 90. Afinal, quem não se lembra de outros sucessos que a empresa lançou no Super Nintendo? Blackthorne, The Lost Vikings, Rock n’ Roll Racing e os games da DC Comics não nos deixam mentir.

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sobre o autor Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha