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Arrow: 6×19 – Tenso e intenso!

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Por Felipe Vinha

Após um episódio quase todo focado em Oliver Queen, Arrow retorna com “The Dragon”, praticamente no fim de temporada, para nos contar, enfim, quem é Ricardo Diaz. Foi um capítulo memorável desta temporada e nos mostrou que, sim, Diaz é um qualquer, mas sim, mesmo um qualquer pode fazer a diferença – para o bem e para o mal.

Filmes, séries e programas recentes têm passado essa mensagem de maneira constante. Se você viu o último Star Wars: Os Últimos Jedi, sabe que o mesmo tipo de ideia foi passado com Rey no longa-metragem. O fato de ela ser uma qualquer no universo não mudou sua posição na trama central e não impediu que ela seja valorizada como a protagonista de sua própria história. Ela foi atrás, lutou pelo que acredita e se destacou. Em Arrow vemos a mesma coisa rolar em Ricardo Diaz, mas pelo “lado sombrio da Força”.

Apesar de ter começado com um flashback bem simples, o capítulo não se focou apenas nisso. Vimos como Ricardo Diaz quer subir nos rankings da criminalidade, em contraste de seu passado como um zé ninguém que só apanhava do bully do orfanato. É interessante notar que, apesar de ser um criminoso e que saibamos que tudo que Diaz faz e fez é errado, o episódio ainda nos deixou torcendo pela sua ascensão.

Isso, meus amigos e minhas amigas, se chama “construção de personagem”. E era algo que o nosso querido Richard Dragon estava precisando. Desde o início da temporada ele realmente vinha se mostrando como um ninguém. Rolou aquele plot twist onde foi revelado como o verdadeiro vilão da trama e ficamos meio “Ué?”, de maneira bem sem graça. Mas, aos finalmentes, Arrow resolveu um de seus grandes problemas e deu uma motivação a Diaz, profundidade e razão de existir no enredo.

Todo o episódio foi bem construído e estruturado. Eric Cartier Jr. tinha pose de grande vilão, mas sofreu na mão de Diaz. O tal Quadrante, organização que o mafioso queria adentrar, também tinha banca para ser a grande dominadora do pedaço, mas se dobrou à sua vontade. Nada disso foi gratuito e tudo foi feito de maneira calculada, como estrategista que o antagonista atual é. Ele é até bem didático, explicando também como usou Cayden James no início da história, caso ainda não tenha ficado claro.

Outro fato interessante é como vimos Laurel como uma personagem… Engraçada, talvez? Repare que ela serviu de “papel do espectador” no capítulo. Por mais que ela tenha dado alguns gritinhos aqui e ali, a Sereia Negra aparecia mais para comentar a situação do momento, sempre com uma linha de diálogo que parecia ter sido puxada da cabeça de quem está assistindo.

Abrindo um parêntesis na análise para elogiar as pequenas “inserções de universo” que as séries da CW sempre colocam: o fato de boa parte da aventura se passar em Blüdhaven, cidade de operações do Asa Noturna, e também o momento em que Sereia Negra se lembra “do cara que me trouxe da outra Terra” – ou seja, Zoom.

No fim das contas, “The Dragon” se saiu muito bem e prepara terreno para os confrontos finais entre Oliver Queen e Ricardo Diaz. Esperamos que ele seja tão memorável, tenso e intenso quanto este capítulo. A série anda precisando.

Veja ainda nossa galeria de Arrow, com imagens do último episódio:

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sobre o autor Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha