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Aquaman – James Wan revela porquê queria fazer um filme separado de Liga da Justiça!

Por Gus Fiaux

No fim do ano, os fãs da DC Comics poderão retornar aos cinemas para testemunhar o lançamento de Aquaman, o primeiro filme do herói aquático. Quem está assumindo a direção é James Wan, um diretor famosíssimo por seu forte senso de estética e pelo direcionamento que dá aos seus personagens. E, de acordo com ele mesmo, o longa precisava ser “afastado” de todas as outras franquias cinematográficas da editora.

Recentemente, o cineasta conversou com o Comic Book, dentro da própria sala de edição do filme, nos estúdios da Warner. Ele mencionou a importância de criar um filme onde pudesse ter a liberdade de montar sua própria história e seu universo, ainda que tivesse que reconhecer os eventos de Liga da Justiça:

“Era muito importante para mim que permitissem que eu fizesse meu próprio filme, com minha própria voz. Depois de ‘Velozes e Furiosos 7’ e ‘Invocação do Mal 2’, eu não queria ser um diretor de aluguel. Após ‘Velozes 7’, eu era exatamente isso, em um certo nível, mas eu não queria ser esse cara de novo. Então foi importante que eu fosse capaz de trazer minha própria marca, minha própria estética visual e criar esses personagens. E por mais que Jason [Momoa] tenha sido estabelecido em ‘Liga da Justiça‘, eu queria tornar esse personagem basicamente novo, de várias formas. Então eu queria obviamente respeitar como ele acabou em ‘Liga da Justiça‘, mas então ter a liberdade de levá-lo aonde eu quisesse ao fim do filme. O meu herói parte nessa jornada para se tornar alguém bem diferente do que ele era quando começou. Isso era muito importante para mim. Que eu pudesse ter a liberdade de fazer o filme que eu quisesse.”

De acordo com ele, outro elemento importante foi fazer um filme que se isolasse de outros personagens dos Mundos da DC, e que não tivesse outros heróis como coadjuvantes importantes – pois, graças a isso, ele pode mover a história na direção que bem entender:

“O que é bom sobre não necessariamente envolver outros personagens é que eu posso fazer o que eu quiser na minha história, nesse mundo, e não ser restrito por alguém. E vice-versa, não tornar alguém restrito pelo que eu estou fazendo. O que eu fiz é bem próprio do mundo do Aquaman.”

Wan também comentou sobre o grande desafio que foi criar todo o mundo submerso do longa. De acordo com ele, nenhum outro filme de sua carreira demandou um trabalho tão grande de construção visual, tanto no que diz respeito aos reinos dentro de Atlântida quanto às criaturas que lá habitam:

“Eu definitivamente criei uma grande parte. E eu realmente acho que isso foi bem divertido, e que para o público – e não apenas os fãs – quando eles assistirem a esse filme, eles não apenas verão um mundo da DC Comics. Eles verão um mundo inteiro dentro do próprio longa. Só no mundo de ‘Aquaman’, criar novos reinos, como um mundo diferente, com as ferramentas que o movem. Eles se locomovem com animais subaquáticos e todo esse tipo de coisa. Eu nunca fiz um filme tão fortemente criado dessa forma, e foi realmente incrível ser capaz de desenvolver coisas interessantes. E quando o filme sair, eu acho que vocês verão o quão louco ele é.”

No entanto, o diretor ainda deu uma pontinha de esperança para quem ainda deseja ver algum encontro entre Arthur Curry e outros heróis, como seus companheiros da Liga da Justiça. Ele não negou nem confirmou nenhuma participação especial no longa, mas deixou a seguinte frase no ar: “Você vai ter que esperar pelo filme.”

Abaixo, confira algumas imagens e cartazes do longa:

Aquaman estreou nos cinemas dia 13 de dezembro de 2018.

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux