The Walking Dead: 8×07 – Um homem medíocre!

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The Walking Dead: 8×07 – Um homem medíocre!

Por Mike Sant'Anna

Quando conhecemos Eugene há algumas temporadas atrás, o personagem parecia que não tinha muita vocação para muita coisa além de um pseudo alívio cômico na série. Com o passar do tempo, ele passou a ser um personagem até um pouco detestável. Por isso, quem diria que um episódio praticamente focado no personagem teria esta qualidade?

Contrariando o nível médio de qualidade desta temporada, o sétimo episódio – que também é o penúltimo antes da pausa de fim de ano – trouxe um bom episódio com um bom desenvolvimento de personagens, até mesmo em alguns que não estavam indo nada bem nesta temporada, como Michone, Daryl, Rosita e Tara – tudo bem, Tara ainda está um saco – onde tivemos reflexões e crescimentos reais, como o conselho final que Rosita dá para Michone, baseado na culpa da personagem de ter visto Sasha morrer.

Mas o maior desenvolvimento via em Eugene, que se agarra nas raízes de seu personagem e explora uma tridimensionalidade interessante de ver. Pois nada na cabeça do personagem é preto no branco, vemos ele em um conflito real – não essas ruminações que vimos Daryl, Rick e cia passando recentemente – onde ele tenta se encontrar, encontrar a sua definição de certo e errado, e trava uma batalha interna entre esses conceitos e o seu instinto básico de sobrevivência.

O diálogo final que Eugene tem com o Padre Gabriel foi de uma qualidade excelente, mostrando não somente toda a capacidade de atuação de Josh McDermitt, mas também uma qualidade de roteiro que não víamos a um certo tempo em The Walking Dead. Não é à toa que Negan respeita o personagem, ele enxerga desde o começo isso que enxergamos esta semana em Eugene.

Em outro lado do episódio, tivemos brevemente o começo da insurreição de Daryl, que haviam nos prometido que nesta temporada o personagem começaria à agir por conta própria. Não foi um arco ruim – com certeza foi bem melhor do que a catástrofe que eu estava esperando – mas também, não conseguimos nos importar com nenhum personagem deste núcleo neste episódio.

Outro núcleo que foi brevemente abordado neste episódio foi o de Rick com sua “excelente” ideia – eu não sei se deu pra pegar o tamanho da ironia que eu usei no “excelente” – de ir sozinho no lixão, e ser capturado. Apesar da presepada que foi este núcleo no episódio passado, dessa vez tivemos um desenvolvimento até divertido. Tivemos um Rick mais badass, e genuinamente badass, não aquela coisa forçada dos episódios anteriores, conseguimos até arrancar algumas gargalhadas de Jadis “pedindo uns nudes” do Rick.

No fim, foi um episódio acima da média do que estamos tendo nesta temporada, mas não o suficiente para salvar a temporada ainda, apenas mantendo a fórmula de que sempre perto de um hiato a série resolve ficar boa.

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The Walking Dead é exibida aos domingos, na FOX.

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.