Capa da Publicação

The Walking Dead 8×03 – A palavra de um homem não significa nada!

Por Mike Sant'Anna

Ok, já estamos no terceiro episódio da 8ª temporada de The Walking Dead, é errado achar que já era tempo de esta história estar indo à algum lugar? Os primeiros dois episódios da temporada mostraram que a trama envolvendo a inevitável guerra com Negan iria avançar lentamente durante os episódios, com alguns ganchos promissores, mas não foi o que estamos encarando neste terceiro episódio.

A sensação é que estamos vendo um “pós-créditos de 40 minutos” do episódio passado. Inclusive as cenas de tiroteios aleatórios parecem as mesmas do episódio passado. Isso dificulta até mesmo o meu trabalho para analisar o episódio, pois eu temo em repetir as mesmas coisas que disse na review anterior – pelo menos alguém por aqui te que se preocupar em ser repetitivo, né?

Acompanhamos mais uma vez 4 núcleos separados no episódio – que dessa vez eu não farei uma análise separada em tópicos para cada um – O núcleo de Rick e Daryl  que estavam focados em achar as armas que (supostamente) estavam naquele posto, envolvidos no drama com Morales que teve uma das mortes mais imbecis da série, e quando eu digo imbecil, eu me refiro a execução da cena. Em um momento Morales estava lá, no outro ele estava morto, e parecia uma manhã de terça-feira qualquer. Trazer um personagem de volta, após 7 anos ausente, causar um drama com um grande potencial entre ele e Rick, com diálogos que poderiam ir muito em frente, e nem sequer mostrar a morte do personagem?

Fora isso, nós tivemos a continuação do tiroteio aleatório, que acabou resultando na morte de um personagem importante da série, Eric. A sequência da despedida de Eric foi realmente bem executada e tocante, assim como a sequência final onde Aaron descobre que seu companheiro havia se tornado um zumbi também foi muito emocionante, e realmente teria sido um bom momento do episódio, se o casal não tivesse sido completamente negligenciado durante a todo o tempo em que chegaram na série. isso fez com que não tivéssemos quase empatia nenhuma com a morte de Eric, e ficássemos com um sentimento de no máximo um “poxa, complicado…”

E eu realmente ainda estou tentando esquecer ou entender todo esse arco Jesus/Morgan/Tara, onde de repente os personagens tiveram revoluções internas muito bruscas e voltaram para esta temporada personagens completamente diferentes do que eram na temporada passada, e diferente pra pior. De repente, Jesus virou o Morgan da 7ª temporada, Morgan voltou o Morgan da 3ª temporada, e Tara virou uma personagem genérica em busca de vingança. O que culminou em uma sequência vexatória de luta entre Morgan e Jesus.

Juntando esta sequência de luta, os tiroteios aleatórios e o “heroísmo” de Rick e Daryl, eu juro que não sabia se estava assistindo The Walking Dead ou um filme blockbuster genérico de Vin Diesel/The Rock – não me entendam errado, sou um grande apreciador deste tipo de filme, mas não é o que eu quero ver em The Walking Dead – E quando não tínhamos cenas completamente desnecessárias de filmes de ação, tínhamos dramas pessoais em personagens que nós já vimos em temporadas anteriores. Todo os dramas pessoais de Rick, Daryl, Morgan, estes questionamentos sobre matar ou não matar, prender ou não prender, somos pessoas boas ou não, somos iguais aos vilões ou não, todas estas tramas já foram utilizadas e abordadas na série em momentos diferentes.

Para não dizer que o episódio foi de todo um desperdício de 40 minutos da minha noite – que diga-se de passagem, agora a série passa 00:30 – toda vez que o arco do grupo de Ezekiel aparecia, eu sorria junto com o Rei, porque este sim tem sido um personagem bem desenvolvido, juntamente com Carol, eu simplesmente amo ver o Rei Zeke em cena. Acho que se a série começasse a contar a história pelo ponto de vista dos moradores do Kingdom, teríamos algo realmente novo na tela.

Então o episódio termina com algo que resume bem o que tem acontecido até aqui, quando Rick dá sua palavra de que nada acontecerá com aquele savior, mas Daryl não dá a mínima para a palavra de Rick. Vemos que a palavra de um homem não vale muita coisa em The Walking Dead. Assim como a palavra de Robert Kirkmanshowrunner da série, que prometeu que nesta temporada teríamos uma temporada muito mais emocionante que a temporada passada.

The Walking Dead é exibida aos domingos, na FOX Brasil.

 

Imagem de perfil
sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.