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Supergirl: 3×09 – E um dia ela reinará!

Por Cristiano Rantin

Depois do crossover da última semana, Supergirl mergulhou de cabeça em todos os dramas e tramas antes do evento, quase como se o crossover não tivesse acontecido. Não houve nenhuma referência ao que ficou conhecido como Crise da Terra-X, o que não chegou a atrapalhar o episódio, mas com toda certeza deixou uma sensação ruim para os fãs que gostariam de ver algum tipo de referência.

Voltando para a série, tivemos mais uma vez o drama do Mon-El, que continua servindo apenas para causar drama para Kara. A única coisa boa da presença do rapaz é Imra que se mostrou ser incrivelmente fofa, sendo impossível não gostar do seu jeito meigo e um tanto quanto estranho (que inclusive lembrou um pouco da Estelar do desenho Jovens Titãs, explorando as pequenas coisas da Terra e trocando algumas palavras).

E falando em Imra e Mon-El FINALMENTE tivemos a Legião dos Super-Heróis sendo mencionada, confirmando que todos que estavam na nave faziam parte do grupo formado por Mon-El – inspirado pela Supergirl. Vai ser muito bacana ver todo mundo se reunindo, especialmente quando ficou claro que a nossa garota de aço não é páreo para o que está ameaçando a terra.

Sam, o que falar dessa personagem que literalmente mal chegou mas que eu – e muitos fãs – já consideram pacas? Uma mulher forte, uma mãe gentil, uma alienígena destinada a ser a Matadora de Mundos… Veja bem, é impossível não gostar de Sam, da sua relação com Lena e Kara, dos seus momentos com a Ruby. Tudo foi construído para que ela se tornasse muito querida pelos fãs, justamente para causar um impacto e doer quando ela se transformasse em Régia.

E bem, doeu. Doeu muito! Especialmente depois daquele momento fofo no começo do episódio, com todo mundo e reunindo para celebrar as festas de fim de ano. Cada vez que víamos o que Régia estava fazendo, e como ela foi criada para ser algo parecido com o Diabo na cultura ocidental, trazendo o fim do mundo como conhecemos sem piedade ou misericórdia.

Com seu uniforme negro, símbolo macabro e a falta de paciência ao lidar com os seus inimigos, Régia leva o termo vigilante a outro nível. Ainda que todo mundo que ela tenha matado não fossem pessoas de bem, Supergirl ainda defende compaixão, segundas chances e bondade. Régia, no entanto, como ela mesmo pontua ao dizer que ela não é o Diabo – assim como Supergirl não é uma Deusa -, ela é “verdade, julgamento e morte”.

Não sei se dá pra condenar a vilã por tentar matar alguém como o Morgan Edge – que envenenou criancinhas – ou uma gangue barra pesada que espalhava o terror na cidade, aliás, quando paramos para pensar Régia não é muito diferente do Arqueiro Verde da primeira temporada, ou do Justiceiro da Marvel, e pelo visto esse contraponto de ideais entre Régia e Supergirl deve continuar a ser trabalhado em outros episódios.

Falando nisso, quando as duas finalmente de enfrentaram tivémos uma luta fenomenal! É sempre muito bom ver alguém lutando de igual contra a Kara, sem usar bombas, armadilhas ou outros artifícios para limitar o poder da heroína. Régia não só aguentou cada ataque como mostrou que é ainda mais forte que a Garota de Aço, fazendo com que ela não só sangrasse como precisasse ser internada imediatamente. A cena envolvendo o combo de porta do carro flamejante + rajada de visão de calor foi tudo que os fãs de jogos de luta (como Injustice) gostariam de ver acontecendo.

Agora que Kara foi colocada pra fora de combate com uma facilidade extrema, é bem provável que vejamos a Legião dos Super-Heróis aparecendo em toda sua glória e poder – sem precisar da aprovação ou autorização da Supergirl, que negou a ajuda da Moça de Saturno, que poderia ter sido muito útil durante a investigação de quem estava por trás daqueles símbolos.

É bem provável que seja necessário um esforço coletivo para conseguir combater Régia, que foi feita literalmente para dizimar mundos, sendo uma arma viva. Fico, contudo, na torcida para que eles não resolvam matar Sam, seja por um ato de redenção da sua parte humana – em um grande sacrifício – ou sendo a única maneira de parar Régia. Quero Sam voltando a ser do bem, e ficando junto dos heróis.

Falando em heróis, tivémos um breve momento envolvendo o Guardião que graças aos bons Deuses não deu as caras na série desde o seu começo. Depois de uma temporada tendo que aguentar aquele mimimi e trama insuportável que era a história do James vigilante, fico mais do que feliz em ver que o espaço dele na série foi reduzido.

Infelizmente, a maneira que eles encontraram para fazer com que o personagem continuasse tendo algum tipo de relevância para a série foi colocar ele junto da Lena Luthor. E isso não só é uma das piores escolhas que a série fez, como também é um desaforo para os fãs da personagem.

Desde que chegou, Lena rapidamente conquistou corações com seu jeito, personalidade e poder. O fato de que ela era uma Luthor e toda sua relação com sua família e a Supergirl ajudaram a compor uma personagem intrigante, imprevisível e maravilhosa. Ainda que conte muito com a ajuda de Kara, Lena nunca foi uma donzela indefesa, sempre sendo capaz de sair das enrascadas sozinha, ou ao menos estando disposta a se sacrificar pelo bem maior.

Tudo isso parece ter ido por água abaixo no episódio dessa semana. Literalmente em todas as cenas em que ela apareceu, havia uma referência ao James e na “química” que ela tinha com ele. Claramente essa química só estava no roteiro da série, já que os dois personagens funcionam como “inimigos” na empresa, sem ter química sexual ou romântica natural – tudo parece muito forçado. Quando não falavam da química eles colocavam James pra ser o grande salvador de Lena.

Não tem nada de errado na Lena ter uma relacionamento, o problema é que aparentemente TODOS os personagens da série PRECISAM ter um relacionamento para ser considerado “ok” pelos produtores. Lena não precisava disso. Mas, se em todo caso, tivessem que colocar isso, seria muito melhor algo bem trabalhado e orgânico, não um romance pra ver se segura um personagem que quase ninguém se importa e que, faz muito tempo, deixou de ter relevância para a série.

Afinal, como a própria Lena disse em um episódio, ela nunca fez a linha “Atrás de um grande homem, existe uma grande mulher” pelo simples fato de que ela é Lena Luthor e ela nunca ficou na sombra de um homem. É uma pena colocarem um romance ruim na trama de uma personagem tão incrível – e adorada – como ela, mas infelizmente isso é algo comum para a série, como podemos Supergirl e Mon-El podem provar. O jeito é torcer para que James ganhe um pouco de sal por osmose, conseguindo ter um pouco de personalidade ou relevância ao estar em cena junto da Lena.

Mas o que vocês acharam do episódio? Comentem!

Supergirl agora entra em um hiatus e só deve retornar em janeiro. Confira abaixo a nossa galeria sobre a série:  

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Twitter e Instagram: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"