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Supergirl: 3×07 – Nasce a matadora de mundos!

Por Cristiano Rantin

Depois de acompanharmos o sofrimento de Kara Danvers durante esses últimos episódios, tudo parecia ir para um final feliz quando a heroína encontrou seu amado Mon-El naquela nave que estava escondida sob a cidade. Mas, como dizia aquele ditado, quando a esmola demais a gente desconfia, e antes mesmo do comportamento do rapaz ficar ainda mais bizarro já dava pra notar que aquele não era o mesmo Mon-El que Supergirl havia colocado no pod, ainda no final da segunda temporada.

Durante todo o episódio fiquei imaginando que poderia ser algum metamorfo que estava se passando pelo alienígena para conseguir o que precisava para aquela nova nave. Não só porque, como o próprio Wynn disse, aquela nave estava presa naquele lugar por MUITO tempo, mas também porque Mon-El pareceu bastante indiferente diante de Kara.

Infelizmente, não era alguém se passando por ele. Mon-El está de volta, mas ele não é mais o mesmo. Cheio de segredos e mentiras, o rapaz chegou sem responder as perguntas, agindo pelas costas de todo mundo, desprezando Kara e tentando apenas roubar um artefato alienígena.

Toda a alegria de Kara em ter reencontrado seu amor foi destruída pelas atitudes dele – o que só reforça o argumento de que ele sempre foi um grande babaca e que o romance dos dois era ruim.

Imagine sofrer sete meses por alguém que você ama, carregar a culpa de ser aquela que o arrancou da Terra e ainda ter aquela pontinha de dúvida se você salvou a vida dele fazendo isso, ou o condenou a uma morte fria e solitária na imensidão do espaço. Imagine finalmente encontrar essa pessoa de novo, saber que ele está vivo, que ele está bem e que todo sofrimento valeu a pena porque agora vocês podem ficar juntos de novo. Imagine passar por tudo isso e ver essa pessoa mentindo pra você e aparecendo com uma nova esposa.

Porque é isso que aconteceu com Kara, e toda essa montanha-russa emocional só tem um culpado: Mon-El. Se o rapaz tivesse sido sincero com ela logo de cara, explicando tudo que havia acontecido, que ele havia passado sete anos no futuro, seguindo em frente e que agora tinha uma esposa, as coisas teriam sido diferentes.

Ao invés disso tudo que ele fez foi manipular Kara – e seus amigos – para conseguir o que ele queria, usando a desculpa de que estava “tentando proteger” a kryptoniana. Preferiu ficar fazendo um drama, mentir e jogar ela de surpresa em toda essa situação. Coitada da Supergirl.

Discordo, no entanto, do que a heroína disse, não é uma vergonha ela ter um coração humano, é uma pena que ela tenha se apaixonado pelo Mon-El. Afinal, ele sempre foi um cara bonitinho, mas extremamente babaca e inconsequente que sempre fazia merda justamente por desobedecer a Supergirl, agir pelas costas da moça ou achar que ela precisava ser “mantida no escuro” para ser protegida.

A única coisa boa do retorno do rapaz é sua esposa, Imra Ardeen. Nos quadrinhos a moça é a Moça de Saturno, uma das heroínas da Legião dos Super-Heróis (que deve ser formada nesta temporada), que é telepata e capaz de controlar mentes. Minha única esperança é que não usem ela como um recurso para criar atrito ou drama com esse relacionamento da Kara com o Mon-El, mas sim como a heroína poderosa que ela pode ser.

Falando sobre Kara e Mon-El, eu realmente espero que agora que ela viu que o rapaz seguiu em frente – e que está vivo e bem -, talvez ela finalmente consiga seguir em frente e sair do buraco de tristeza onde ela se encontrava.

Enquanto todo esse drama acontecia, acompanhamos a jornada dramática de Sam, que fui em busca da sua origem para entender que diabos estava acontecendo com ela. A jornada fica ainda mais dramática quando já sabemos que ela será Régia a grande vilã da temporada.

Descobrimos que sua mãe adotiva não era uma figura materna muito boa, uma vez que abandonou a filha por ela ter engravidado na adolescência, mesmo que tenha adotado e cuidado da pequena Sam quando ela caiu na Terra (assim como os Kent cuidaram do Superman e os Danvers da Supergirl).

A diferença entre os dois heróis e Sam, no entanto, é que ela não foi enviada para a Terra simplesmente para ser salva da destruição de Krypton. Desde a sua concepção ela foi criada para ser uma arma, a Matadora de Mundos e sua chegada na Terra era parte de sua missão.

É bem difícil vermos uma personagem querida passar por essa transformação, no entanto foi bem bacana que eles tenham feito isso agora, ao invés de arrastar essa mudança por toda a temporada.

Como estava conversando com o Léo aqui da LH, acho bastante difícil eles não colocarem algum arco de redenção para a personagem, especialmente porque ela foi feita para ser querida, para que os fãs se importassem com Sam. Normalmente quando falamos de vilões em Supergirl eles sempre são apresentados assim, como foi o caso da Banshee Prateada.

Definitivamente vai ser interessante ver como Régia vai executar o plano de seus criadores, como seu confronto com a Supergirl vai acontecer e, principalmente, como ficará sua relação com a Ruby – que provavelmente vai ser essencial para um possível arco de redenção para a personagem.

O que vocês acharam do episódio? Gostaram de como as coisas foram trabalhadas? Comentem!

Semana que vem teremos o crossover do Arrowverso, então é pouco provável que vejamos o drama com Mon-El ou a Régia aparecendo. Confira o promo abaixo:

Veja também nossa galeria sobre a série:

Supergirl vai ao ar todas as segundas, na CW. A Review dos episódios sai toda quarta-feira aqui na LH.

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Mestrando em Comunicação Social pela UEL • Bruxo • Twitter: @ChrisRantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"