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Supergirl: 3×05 – A dança dos corações partidos!

Por Cristiano Rantin

Desde a semana passada havia ficado claro que as coisas não iriam seguir para um bom caminho no relacionamento entre Alex e Maggie, afinal as duas discordam de algo essencial: Ter filhos. Logo que o episódio começa podemos notar que as coisas não estão indo muito bem para a agente Danvers, já que a moça está bastante irritada, conseguindo acabar sozinha com o sequestro de um ônibus da prisão.

E ao longo de todo o episódio vemos que é isso mesmo. As duas moças chegaram a uma decisão dolorosa que é colocar um fim ao seu noivado, e isso acontece sem grandes discussões ou brigas. E isso só que deixa tudo ainda mais doloroso já que as duas entendem que por mais que elas se amem – e isso fica claro em todo o momento – isso nunca irá funcionar ou ir pra frente já que nenhuma das duas irá mudar de ideia sobre essa questão.

Além disso, tanto Maggie quanto Alex são extremamente gratas pelo impacto que uma teve sobre a vida da outra, algo que deixou a despedida delas bastante fofa, mesmo que continuasse dolorosa de se assistir.

É difícil não pensar qual seria o destino do romance das duas caso Floriana Lima, a atriz que vive Maggie, não tivesse saído da série para se dedicar a outros projetos, já que é impossível negar que as duas eram um grande casal e que se davam muito bem. Por outro lado, o fato de que a série não separou as duas de uma maneira permanente – com a morte da policial ou em uma grande briga, por exemplo – ainda deixa uma porta aberta caso, na próxima temporada, a atriz consiga voltar.

De qualquer forma foi muito bonito ver como o seriado lidou com um relacionamento importante dentro de Supergirl – e que tinha uma grande base de fãs – dando a chance de nos despedirmos tendo uma sensação gostosa no peito, mesmo que ainda doesse.

Enquanto Alex lidava com o seu coração partido, Kara, Lena e Sam lidavam com algo um pouco mais perigoso. Depois de chamar a atenção de Edge e se tornar sua inimiga, Lena acabou sendo acusada de ser a responsável por envenenar crianças com o chumbo de sua bomba anti-Daxamitas – aquela que conseguiu impedir a invasão alienígena no final da segunda temporada.

É claro que, como já poderíamos imaginar, não era culpa da moça, mas quando você passa a vida toda sendo acusada de coisas que não cometeu apenas por ter o sobrenome Luthor, é difícil não acreditar que algo dentro de você está realmente errado. E assim, vemos a poderosa Lena cair, se culpando e tentando apagar suas dores na bebida.

Enquanto na temporada anterior vimos a moça sofrendo por causa de sua família – tanto o fardo de carregar o nome Luthor como pelas ações de sua mãe -, agora temos a moça sofrendo por não conseguir ser a heroína que gostaria de ter sido. Pois é isso que Lena quis ser quando arrumou a bomba para salvar a cidade, ela queria deixar o legado do seu irmão para trás e ficar do lado dos mocinhos.

Ver mais uma vez a fragilidade de Lena é importante para mostrar que mesmo sendo uma mulher forte, e uma grande empresária, Lena também pode ter momentos de auto-piedade ou sofrimento, pois ser uma mulher forte não significa nunca ter sentimentos ou ter que lidar com isso.

Sua tristeza, no entanto, é transformada é ódio quando ela finalmente descobre que era Edge quem estava por trás disso tudo, envenenando as crianças apenas para derrubar Lena. Furiosa com isso, a moça finalmente deixa seu lado Luthor aparecer e vai confrontá-lo com uma arma nas mãos. Contudo, antes que pudesse fazer alguma coisa, Lena é nocauteada e colocada em um avião cheio do componente químico que simularia os efeitos de um envenenamento de chumbo.

Durante o resgate de Supergirl, quando as coisas dão errado e o avião se parte em dois pedaços – com Lena de um lado e os compostos químicos em outro – vemos a Luthor pedindo que a Garota de Aço escolha proteger os containers em detrimento de sua própria vida e isso mostra o quão diferente Lena é do seu irmão.

Não só ela não se importa em ter Supergirl salvando o dia, como ela prefere encarar a própria morte se isso significar salvar alguém. Mas nessa cena, mais do que altruísmo, vemos o quão pouco a moça se valoriza apesar de todo o poder que possui: Ela não acredita que merece ser salva.

Da mesma forma como ela acredita que não merece ter amigos, ter gente fazendo algo por ela sem segundas intenções, ou alguém que a apóie mesmo quando ela surta ou é um tanto quanto grosseira. E a razão para isso está na maneira em que ela foi educada. O carinho e o amor nunca foi parte dos Luthors, então ela nunca pode experimentar essas coisas antes. Por sorte, desde que Kara entrou em sua vida (e consequentemente a Supergirl), Lena está podendo provar o que é ter uma família e amigos, e como isso faz a diferença.

Assim, quando Supergirl começa a pedir que a Luthor escale, já que ela se recusa a deixar a moça morrer, vemos a moça entendendo que é valorizada e apreciada. Mais do que isso, que Supergirl não desistiu dela, mesmo que naquele momento, do ponto de vista de Lena, a heroína ainda não soubesse que ela não era responsável pelo envenenamento das crianças. E essa escalada é Lena saindo da auto-piedade e culpa que carrega dentro dela simplesmente por ser irmã do Lex Luthor.

O episódio, como vocês puderam notar, foi mais uma vez focado mais nos personagens coadjuvantes do que na própria Supergirl, o que de forma alguma é algo negativo. Vimos personagens importantes sendo desenvolvidos, evoluindo em suas tramas – ou as concluindo.

No meio disso tudo tivemos Sam e Kara descobrindo que são mais parecidas do que haviam imaginado e que, trabalham muito bem juntas. É impossível não gostar de Sam e da maneira como ela interage com o grupo, e isso é uma droga já que, como sabemos, ela em breve deve se tornar a vilã Régia. Eu, que costumo sofrer por ansiedade, já começo a imaginar se não dá pra ter um arco de redenção para que a personagem continue na série, já que a personagem conquistou meu coração.

É uma pena, no entanto, que enquanto uma personagem recém chegada consegue agradar muito com sua trama, James continua sem um pingo de carisma (E eu me recuso a aceitar o romance que estão forçando entre ele e Lena) e Winn que era bastante querido, tenha se tornado apenas um figurante engraçadinho na série. Espero que isso melhore ao longo dessa temporada.

Mas o que vocês acharam deste episódio? Comentem!

Não deixem de conferir o promo do episódio da semana que vem:

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Supergirl vai ao ar todas as segundas, na CW. A Review dos episódios sai toda quarta-feira aqui na LH.

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação Social pela UEL • Twitter: @ChrisRantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"