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Supergirl: 2.16 – O conto do pobre Príncipe playboy!

Por Leo Gravena

Desde que foi anunciado que Kevin Sorbo e Teri Hatcher estariam em Supergirl, muitos fãs ficaram animados. Para aqueles que cresceram vendo televisão no final dos anos 90 e inicio dos anos 2000, os atores são mais reconhecidos como o Hercules da série homônima e a Lois Lane de Lois & Clark: As novas aventuras do Superman. Novamente, a série traz rostos reconhecidos do meio geek para papéis diferentes dos que os tornaram famosos.

Assim, ambos os atores tendo interpretado heróis em seus papéis mais reconhecíveis, eles vieram como vilões em Supergirl, obviamente, eles não são grandes vilões na série (ainda), mas certamente assumirão o posto em um futuro breve. Claro, isso se não contarmos o fato de que eles são os governantes de um planeta com uma cultura escravista e manipuladora. É muito bom ver Teri Hatcher em um papel mais maléfico e, aparentemente, ela irá com tudo para cima da Supergirl, que está colocando “ideias erradas” na cabeça de seu filho.

E com a chegada dos pais de Mon-El tivemos a (nada surpreendente) revelação de que ele é o Príncipe de Daxam. Obviamente isso não deixou Kara feliz. Os motivos disso ficam bem explícitos neste episódio (e no episódio musical de The Flash): Mon-El mentiu para ela por nove meses, não tinha intenção nenhuma de lhe contar a verdade e, acima de tudo, – como a própria Kara deixa claro – Mon-El não era apenas uma pessoa que vivia em um planeta opressor, pelo contrário, ele se beneficiava da opressão, do sistema escravista e política “Panem et circenses” de Daxam.

Mon-El ficou em um “coma suspenso” durante toda sua viagem, assim, não faz menos de um ano que ele abandonou uma garota com quem havia passado a noite para morrer; viu vários de seus guardas morrendo na sua frente; viu seu escudeiro matando um emissário de Krypton e roubando sua nave. Tudo isso pensando apenas em si mesmo… Será que ele realmente pode mudar tanto em tão pouco tempo?

Sim, ele está aprendendo e Kara está o “ajudando a se tornar uma pessoa melhor”… Mas o que isso traz de desenvolvimento para Kara? Qual o real significado do relacionamento para a protagonista da série? Mon-El está se tornando um personagem mais agradável, mas todo o relacionamento entre eles não faz absolutamente nada pelo desenvolvimento de Kara.

Tivemos então o término. Obviamente, não foi uma coincidência que antes do musical, tanto Supergirl  quanto The Flash tiveram grandes términos. Barry e Iris decidiram dar um tempo, enquanto Kara e Mon-El se separaram. Levando como base apenas o episódio de Supergirl, o término foi apenas a culminação do modo grosseiro e desajeitado com o qual Mon-El estava lidando com Kara.

Como já disse anteriormente, não odeio romances em série de heróis, The Flash estava fazendo um ótimo trabalho com Westallen no inicio da terceira temporada, porém o relacionamento entre Kara e Mon-El não tem um propósito claro, não serve como apoio para a protagonista da série ter um desenvolvimento pessoal e, principalmente, apela para o clichê máximo de garota boazinha que se apaixona pelo bad boy e faz com que ele se torne uma pessoa melhor. Kara deixa de ser sua própria personagem para servir de degrau para a ascensão e prosperidade de Mon-El. Para uma série que se orgulha de seu forte discurso feminista isso, definitivamente, é um grande erro.

Por fim, o episódio trouxe também uma trama secundária na qual vimos que Winn, definitivamente, não pode ter um romance legal na série. Não que seu romance com Lyra fosse legal, ou minimamente importante, mas Winn é um personagem divertido que merece um tempinho de paz e felicidade. Mas obviamente Lyra estava o usando para algo, neste caso, assaltar um museu de arte e roubar um Van Gogh.

Toda a história de Winn com Lyra foi bem mal aproveitada e poderia ter tido uma resolução maior e melhor em um outro episódio, porém, vamos esperar que em breve Winn ganhe mais destaque, já que o personagem está na série desde o começo e houve pouquíssimos momentos onde teve uma importância maior na trama. Já passou da hora de termos um episódio focado em Winn, no melhor estilo The Zeppo – um episódio de Buffy ficado em Xander, o melhor amigo da protagonista que não possui nenhuma habilidade especial, e é considerado um dos melhores episódios da série cult.

Nos minutos finais, Kara pensa em visitar a Terra-1, chega o Mestre da Música, interpretado por Darren Criss, ele foge para a Terra-1, dizendo que pretende enfrentar “O homem mais rápido vivo” e coloca a Supergirl em um coma alucinógeno.

As consequências disso apenas no episódio musical, cuja review vocês podem conferir amanhã no site!

Confira também as imagens do musical de The Flash, com participação da Supergirl:

Supergirl vai ar ar toda segunda-feira na CW e na Warner as quartas!

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