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Supergirl: 2.22 – O final agridoce de uma temporada instável…

Por Leo Gravena

Supergirl não teve uma ótima segunda temporada, entre altos e baixos a série teve episódios ótimos, seguidos exatamente do oposto. A trama do Guardião não vingou, Cat Grant fez falta, Kara não é uma boa jornalista e Mon-El é um dos piores namorados de todos os tempos; ainda assim, tivemos ótimos momentos, como a entrada de Maggie Sawyer, a maneira como a sexualidade de Ale foi abordada, a amizade entre Kara e Lena Luthor e, principalmente, a maneira como em diversos momento a série usou alegorias para falar de problemas reais.

Depois dessa montanha-russa, chegamos ao último episódio da segunda temporada, “Ainda Assim, Ela Persistiu”, o título do episódio faz referência a uma frase que tornou-se um lema de resistência política feminina nos EUA – quando a Senadora Elizabeth Warren tentou ler por completo uma carta da esposa de Martin Luther King ela foi silenciada pela ala republicana do senado, já que o discurso era extremamente grande e longo, ao falar sobre o assunto, um politico republicano disse que a senadora havia sido avisada da regra, “mas, ainda assim, ela persistiu”.

E aqui temos um dos principais problemas do episódio final: ele promete que teremos Kara realmente resistindo a uma gigantesca invasão do reino de Daxam; tudo nos levava a acreditar que a Garota de Aço iria enfrentar grandes problemas para no fim se recuperar, que teríamos uma grande e incrível luta mostrando que, pelo menos no seu ultimo episódio teríamos um momento grandioso e belo… Isso não aconteceu.

A luta entre Superman e Supergirl é completamente anticlimática, em nenhum momento você espera que ela perca, mas ao mesmo tempo, a maneira como ela vence é simplesmente sem-graça. Kara vence seu primo e prova que é superior a ele. A luta é apenas uma breve desculpa para a heroína enfrentar Rhea na batalha final e darem um motivo para o Superman não se meter. Não existe problema na luta ter sido utilizada para isso, o problema é que a luta foi utilizada apenas para isso.

Ainda assim, foi divertido vermos a Kryptonita Prata sendo apresentada, enquanto nos quadrinhos ela causa “alteração na percepção, perda de inibição e muita fome”  a série fez com que o Clark visse seu maior inimigo, neste caso, o General Zod. É estranho pensar que Zod realmente seja O MAIOR inimigo do Superman, mas provavelmente foi o que a série conseguiu no momento.

Após derrotar Clark, Kara decide então ter um combate contra Rhea que vai decidir o futuro de todo o planeta. Obviamente a heroína vence, mas Rhea não joga limpo e decide atacar National City da mesma forma. Algo muito interessante que foi introduzido é o fato de que, devido à radiação de kryptonita, os daxamitas possuem o elemento em seu sangue e são extremamente letais aos Kryptonianos. A trama, contudo, teria sido muito mais divertida e melhor explorada caso não tivesse sido revelada nos minutos finais de Rhea.

Rhea, no entanto, não foi a única vilã a dar as caras: Lilian Luthor retornou, lutando contra os daxamitas e trazendo um aparelho que poderia salvar a todos no planeta, fazendo com que a atmosfera se encha de chumbo e os aliens invasores tenham que fugir.

Contudo… Com a atmosfera cheia de chumbo, Mon-El teve que dar adeus. Mesmo tendo sentimentos conflituosos em relação ao personagem, admito que sua despedida quebrou meu coração, principalmente pela excelente atuação de Melissa Benoist, a Supergirl admitindo que o amava, e desejando ter dito isso antes fez com que pudéssemos ver ainda mais do alcance da atriz em uma cena emocionante.

O fim de Mon-El é semelhante a algo que ocorreu nos quadrinhos com o herói, após ser envenenado por chumbo pelo Superman, ele vai parar na Zona Fantasma até que uma cura seja descoberta. Provavelmente é o que ocorreu no final e assim, a produção possui uma forma de deixar em aberto o retorno do personagem, talvez o introduzindo no século 30 com uma certa Legião dos Super-Heróis.

Além de Mon-El indo embora em um pod, da mesma maneira que ele chegou, tivemos mais um cliffhanger envolvendo um pod no final da temporada, exatamente como na primeira. Dessa vez, voltamos para a destruição de Krypton, onde vemos um bebe sendo mandado para a Terra, deixando o mistério no ar… Será que, assim como os produtores revelaram que seria Mon-El, eles revelarão quem é o bebe misterioso? E uma pergunta ainda mais intrigante: Quantos pods foram mandados para a Terra quando Krypton foi destruída?

Ao final, tivemos uma rápida cena com Alex e Maggie, onde a Danvers pede sua namorada em casamento, a cena foi bem rápida, assim como o pedido, mas certamente teremos mais do casal na próxima temporada. O episódio também trouxe M’gann de volta, porém foi tão rápido que mal pudemos notar.

Colocando vários personagens em cena – e não aproveitando nenhum deles bem durante o episódio – Supergirl terminou a inconsistente temporada bem, mas de uma maneira que poderia ter sido melhor. Ainda assim, a cena em que Cat Grant revela que sempre soube que Kara é a Supergirl fez com que um sorriso surgisse, um momento dócil para fechar o episódio e a temporada da melhor maneira possível.

 

Confira abaixo algumas imagens do episódio e não deixe de comentar!

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sobre o autor Leo Gravena

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